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Está marcado para amanhã o lançamento, em Figueira, no Paraná, da pedra fundamental das obras de modernização da Usina Termelétrica Carvão Mineral da Copel. Trata-se do primeiro projeto a retomar o uso do carvão na geração de energia em anos.
"Antes de 2012 não éramos nem recebidos pelas autoridades. Agora, com a crise hídrica, já estamos sendo chamados para conversas com o governo", diz presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), Fernando Luis Zancan.
Desde novembro de 2012, quando as chuvas diminuíram, o discurso, que taxava o carvão como um recurso que sujava a matriz vem mudando, afirma o executivo. "Agora, o Brasil precisa buscar uma base mais confiável de geração de energia. Teremos de instalar um novo parque térmico no País e o carvão deve voltar a entrar na matriz energética", conclui.
Para Zancan, o Brasil tem tudo na mão para montar uma matriz mais equilibrada. "O que ele não pode é continuar colocando todos os ovos na mesma cesta". O setor já espera que haja uma grande reação contrária ao carvão assim como tem com a nuclear, "mas não se consegue ter uma segurança energética assim", avalia o presidente da ABCM, acrescentando que no mundo inteiro cerca de 41% da geração é térmica. No Brasil, o carvão responde por apenas 2% da matriz, e poderia chegar, conforme a entidade, a 5% ou 6%.
A diretora executiva da Thymos Energia, Thaís Prandini, espera que o governo dê espaço para usinas termelétricas com geração a gás nos próximos leilões de cinco anos a serem divulgados para 2015 ou 2016. Para a especialista, porém, "esta será a última oportunidade para que o carvão se insira na matriz energética nacional".
Segundo ela, o governo voltou a olhar com interesse para a fonte porque percebeu que precisa das usinas termelétricas para garantir a estabilidade do sistema, mas deve fechar novamente a porta para o combustível no longo prazo, quando o País for capaz de fornecer todo o gás natural necessário à sua geração.
"No curto prazo, sabemos que o Brasil não tem disponível todo o gás para a operação de suas termelétricas", lembrou a analista. As alternativas que temos hoje, de acordo com ela, passam pela importação de Gás Natural Liquefeito (GNL) ou o uso do carvão mineral. Mas isso deve mudar com o crescimento da exploração de gás pela Petrobras.
As carvoeiras esperam agora pela divulgação do próximo plano 2050 da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que deve ser divulgado até agosto. "Certamente, o foco maior será em segurança energética e isso inclui as termelétricas, porque já não se consegue desligar essas usinas", avalia Zancan.
O analista da Safira Energia Mikio Kawai Jr. concorda que o Planalto será obrigado a diversificar as fontes de energia e destaca a importância das alternativas combustíveis para o desenvolvimento de um sistema com unidades de geração mais distribuídas pelo País.
O carvão, de acordo com ele, deve se mostrar uma fonte importante em regiões com grande potencial de extração, sobretudo no Rio Grande do Sul. "Não faz sentido você montar toda uma estrutura de gasodutos ou de importação de GNL para essas áreas onde existem minas próximas", afirma.
Para Prandini, no entanto, a qualidade mais baixa do carvão mineral encontrado no Brasil deve limitar a atuação dos produtores nacionais a essas zonas próximas. Para o resto do País, ela vê uma possível alta do consumo do combustível importado, que é mais caro, mas demanda investimentos menores para tratamento.
Competitividade
O presidente da ABCM critica os custos praticados por boa parte das termelétricas que foram instaladas no País e aponta o carvão como uma alternativa mais barata. Segundo Zancan, se uma usina que gera mil Megawatts/hora (MWh) substituísse o óleo como fonte pelo mineral, a unidade poderia economizar até R$ 6 bilhões por ano.
Comparado ao GNL importado, o carvão também se apresenta como alternativa mais competitiva, conta a diretora da Thymos. O mineral, segundo ele, só perderia para o gás natural produzido no Brasil, que hoje não é suficiente.
Apesar disso, o analista do Coinvalores Bruno Piagentini acredita que o crescimento do uso do carvão mineral como fonte energética deve ser menor do que o registrado por outras alternativas renováveis, como o bagaço de cana e a geração eólica. Como barreiras para a ampliação do mercado, ele cita as dificuldades para se conseguir as autorizações ambientais e a pressão internacional para que se diminuam as emissões de CO².
"A crise hídrica abriu possibilidades para diversas outras fontes que não eram tão visadas", lembrou o especialista. "Mas não achamos que o carvão é uma alternativa viável, frente a outras que se desenvolveram nos últimos anos." 

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Está marcado para amanhã o lançamento, em Figueira, no Paraná, da pedra fundamental das obras de modernização da Usina Termelétrica Carvão Mineral da Copel. Trata-se do primeiro projeto a retomar o uso do carvão na geração de energia em anos.
"Antes de 2012 não éramos nem recebidos pelas autoridades. Agora, com a crise hídrica, já estamos sendo chamados para conversas com o governo", diz presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), Fernando Luis Zancan.
Desde novembro de 2012, quando as chuvas diminuíram, o discurso, que taxava o carvão como um recurso que sujava a matriz vem mudando, afirma o executivo. "Agora, o Brasil precisa buscar uma base mais confiável de geração de energia. Teremos de instalar um novo parque térmico no País e o carvão deve voltar a entrar na matriz energética", conclui.
Para Zancan, o Brasil tem tudo na mão para montar uma matriz mais equilibrada. "O que ele não pode é continuar colocando todos os ovos na mesma cesta". O setor já espera que haja uma grande reação contrária ao carvão assim como tem com a nuclear, "mas não se consegue ter uma segurança energética assim", avalia o presidente da ABCM, acrescentando que no mundo inteiro cerca de 41% da geração é térmica. No Brasil, o carvão responde por apenas 2% da matriz, e poderia chegar, conforme a entidade, a 5% ou 6%.
A diretora executiva da Thymos Energia, Thaís Prandini, espera que o governo dê espaço para usinas termelétricas com geração a gás nos próximos leilões de cinco anos a serem divulgados para 2015 ou 2016. Para a especialista, porém, "esta será a última oportunidade para que o carvão se insira na matriz energética nacional".
Segundo ela, o governo voltou a olhar com interesse para a fonte porque percebeu que precisa das usinas termelétricas para garantir a estabilidade do sistema, mas deve fechar novamente a porta para o combustível no longo prazo, quando o País for capaz de fornecer todo o gás natural necessário à sua geração.
"No curto prazo, sabemos que o Brasil não tem disponível todo o gás para a operação de suas termelétricas", lembrou a analista. As alternativas que temos hoje, de acordo com ela, passam pela importação de Gás Natural Liquefeito (GNL) ou o uso do carvão mineral. Mas isso deve mudar com o crescimento da exploração de gás pela Petrobras.
As carvoeiras esperam agora pela divulgação do próximo plano 2050 da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que deve ser divulgado até agosto. "Certamente, o foco maior será em segurança energética e isso inclui as termelétricas, porque já não se consegue desligar essas usinas", avalia Zancan.
O analista da Safira Energia Mikio Kawai Jr. concorda que o Planalto será obrigado a diversificar as fontes de energia e destaca a importância das alternativas combustíveis para o desenvolvimento de um sistema com unidades de geração mais distribuídas pelo País.
O carvão, de acordo com ele, deve se mostrar uma fonte importante em regiões com grande potencial de extração, sobretudo no Rio Grande do Sul. "Não faz sentido você montar toda uma estrutura de gasodutos ou de importação de GNL para essas áreas onde existem minas próximas", afirma.
Para Prandini, no entanto, a qualidade mais baixa do carvão mineral encontrado no Brasil deve limitar a atuação dos produtores nacionais a essas zonas próximas. Para o resto do País, ela vê uma possível alta do consumo do combustível importado, que é mais caro, mas demanda investimentos menores para tratamento.
Competitividade
O presidente da ABCM critica os custos praticados por boa parte das termelétricas que foram instaladas no País e aponta o carvão como uma alternativa mais barata. Segundo Zancan, se uma usina que gera mil Megawatts/hora (MWh) substituísse o óleo como fonte pelo mineral, a unidade poderia economizar até R$ 6 bilhões por ano.
Comparado ao GNL importado, o carvão também se apresenta como alternativa mais competitiva, conta a diretora da Thymos. O mineral, segundo ele, só perderia para o gás natural produzido no Brasil, que hoje não é suficiente.
Apesar disso, o analista do Coinvalores Bruno Piagentini acredita que o crescimento do uso do carvão mineral como fonte energética deve ser menor do que o registrado por outras alternativas renováveis, como o bagaço de cana e a geração eólica. Como barreiras para a ampliação do mercado, ele cita as dificuldades para se conseguir as autorizações ambientais e a pressão internacional para que se diminuam as emissões de CO².
"A crise hídrica abriu possibilidades para diversas outras fontes que não eram tão visadas", lembrou o especialista. "Mas não achamos que o carvão é uma alternativa viável, frente a outras que se desenvolveram nos últimos anos." 

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Governo volta a ver o carvão mineral como fonte alternativa para geração

14/07/2015

Está marcado para amanhã o lançamento, em Figueira, no Paraná, da pedra fundamental das obras de modernização da Usina Termelétrica Carvão Mineral da Copel. Trata-se do primeiro projeto a retomar o uso do carvão na geração de energia em anos.
"Antes de 2012 não éramos nem recebidos pelas autoridades. Agora, com a crise hídrica, já estamos sendo chamados para conversas com o governo", diz presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), Fernando Luis Zancan.
Desde novembro de 2012, quando as chuvas diminuíram, o discurso, que taxava o carvão como um recurso que sujava a matriz vem mudando, afirma o executivo. "Agora, o Brasil precisa buscar uma base mais confiável de geração de energia. Teremos de instalar um novo parque térmico no País e o carvão deve voltar a entrar na matriz energética", conclui.
Para Zancan, o Brasil tem tudo na mão para montar uma matriz mais equilibrada. "O que ele não pode é continuar colocando todos os ovos na mesma cesta". O setor já espera que haja uma grande reação contrária ao carvão assim como tem com a nuclear, "mas não se consegue ter uma segurança energética assim", avalia o presidente da ABCM, acrescentando que no mundo inteiro cerca de 41% da geração é térmica. No Brasil, o carvão responde por apenas 2% da matriz, e poderia chegar, conforme a entidade, a 5% ou 6%.
A diretora executiva da Thymos Energia, Thaís Prandini, espera que o governo dê espaço para usinas termelétricas com geração a gás nos próximos leilões de cinco anos a serem divulgados para 2015 ou 2016. Para a especialista, porém, "esta será a última oportunidade para que o carvão se insira na matriz energética nacional".
Segundo ela, o governo voltou a olhar com interesse para a fonte porque percebeu que precisa das usinas termelétricas para garantir a estabilidade do sistema, mas deve fechar novamente a porta para o combustível no longo prazo, quando o País for capaz de fornecer todo o gás natural necessário à sua geração.
"No curto prazo, sabemos que o Brasil não tem disponível todo o gás para a operação de suas termelétricas", lembrou a analista. As alternativas que temos hoje, de acordo com ela, passam pela importação de Gás Natural Liquefeito (GNL) ou o uso do carvão mineral. Mas isso deve mudar com o crescimento da exploração de gás pela Petrobras.
As carvoeiras esperam agora pela divulgação do próximo plano 2050 da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que deve ser divulgado até agosto. "Certamente, o foco maior será em segurança energética e isso inclui as termelétricas, porque já não se consegue desligar essas usinas", avalia Zancan.
O analista da Safira Energia Mikio Kawai Jr. concorda que o Planalto será obrigado a diversificar as fontes de energia e destaca a importância das alternativas combustíveis para o desenvolvimento de um sistema com unidades de geração mais distribuídas pelo País.
O carvão, de acordo com ele, deve se mostrar uma fonte importante em regiões com grande potencial de extração, sobretudo no Rio Grande do Sul. "Não faz sentido você montar toda uma estrutura de gasodutos ou de importação de GNL para essas áreas onde existem minas próximas", afirma.
Para Prandini, no entanto, a qualidade mais baixa do carvão mineral encontrado no Brasil deve limitar a atuação dos produtores nacionais a essas zonas próximas. Para o resto do País, ela vê uma possível alta do consumo do combustível importado, que é mais caro, mas demanda investimentos menores para tratamento.
Competitividade
O presidente da ABCM critica os custos praticados por boa parte das termelétricas que foram instaladas no País e aponta o carvão como uma alternativa mais barata. Segundo Zancan, se uma usina que gera mil Megawatts/hora (MWh) substituísse o óleo como fonte pelo mineral, a unidade poderia economizar até R$ 6 bilhões por ano.
Comparado ao GNL importado, o carvão também se apresenta como alternativa mais competitiva, conta a diretora da Thymos. O mineral, segundo ele, só perderia para o gás natural produzido no Brasil, que hoje não é suficiente.
Apesar disso, o analista do Coinvalores Bruno Piagentini acredita que o crescimento do uso do carvão mineral como fonte energética deve ser menor do que o registrado por outras alternativas renováveis, como o bagaço de cana e a geração eólica. Como barreiras para a ampliação do mercado, ele cita as dificuldades para se conseguir as autorizações ambientais e a pressão internacional para que se diminuam as emissões de CO².
"A crise hídrica abriu possibilidades para diversas outras fontes que não eram tão visadas", lembrou o especialista. "Mas não achamos que o carvão é uma alternativa viável, frente a outras que se desenvolveram nos últimos anos." 

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