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A agência internacional de energia –I EA lançou a sua visão dos caminhos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Os principais pontos do relatório, no que se refere ao carvão, são que, o caminho para a melhoria da eficiência das plantas e o desenvolvimento tecnológico para a captura, uso e/ou armazenamento de carbono são fundamentais para um mundo de baixo carbono.

Afirma o relatório que a demanda de carvão não deverá declinar antes de 2030. Países em desenvolvimento usarão o carvão, como a China usou e usará, para sua revolução industrial, para fabricação de aço, cimento, fertilizantes e energia elétrica. Por exemplo a Índia, terá no carvão, 40 % da matriz energética em 2022. Para 2030 a expansão da geração a carvão na India deverá ser de 70 % maior do que o nível atual.

O relatório propõe um programa gradual de modernização das plantas existentes que são menos eficientes, sempre garantindo que não seja afetada a segurança energética. Ou seja, seja retirada uma planta menos eficiente mas construída outra que seja mais eficiente, reduzindo a quantidade de CO2 por kwh gerado. O principal ponto do relatório é que seja desenvolvido e encorajado a tecnologia de captura, uso e/ou armazenamento de carvão - CCS. A IEA recomenta uma intervenção governamental para que isso aconteça, implantando programas internacionais de transferência de tecnologia e promovendo a infraestrutura necessária (gasodutos, sítios de armazenamento, etc).
O relatório da IEA vai contra as manchetes de que o G7 defenderia o fim dos combustíveis fósseis. Ao comunicar o desejo de reduzir as emissões de carbono na matriz energética o G7, algo defendido pelo relatório do IEA, a mídia entendeu que os países ricos defenderiam o fim do uso dos combustíveis fósseis.

É muito diferente, não mais usar os combustíveis fósseis, de reduzir as suas emissões.

Para haver o desenvolvimento do planeta, com a desejada redução da miséria (maior impacto ambiental do mundo) e conciliar com a redução dos gases de efeito estufa é necessário, continuar usando os combustíveis fósseis, mas com o uso mais eficiente e com a utilização da captura de CO2.

No Canadá, o projeto de Boundary Dam, uma planta antiga de carvão de 120 MW que incorporou a tecnologia de pós combustão de captura de CO2, está operando desde outubro de 2014 com resultados excelentes, capturando 90 % do CO2 gerado. Como projeto demonstração foi caro, mas já sabemos que a próxima planta terá um investimento de 30 % menor. Iniciou-se a curva de aprendizado, que ao ganhar escala, fará o custo ser reduzido e competirá com outras formas de energia. Segundo a Alstom, fabricante de todas as formas de energia, as usinas térmicas com CCS, serão competitivas com as renováveis nos próximos cinco anos desde que seja adotada uma posição politica firme para que os projetos de demonstração sejam implantados.

Para que isso aconteça, o discurso do G7 deve sair da retórica e mudar de curso, pois de 2004 até 2013 o investimento em todas as formas “limpas” de energia for de 1.929 bilhões de dólares enquanto em CCS foi de apenas 20 bilhões.

O que precisamos é parar com o discurso dicotômico de que só as renováveis resolvem o problema. Uma matriz energética equilibrada necessita de todas as formas de energia. O que se busca para atender as demandas das mudanças do clima é uma energia de baixo carbono, que pode ser feita com os combustíveis fósseis, desde que sejam usadas as tecnologias que dispomos. O mundo e os políticos devem adotar posturas coerentes com a resolução do problema. Discursos e acordos políticos são levam a cominho algum, a não ser distorções que aumentam a pobreza energética.

Fernando L Zancan é presidente da ABCM

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A agência internacional de energia –I EA lançou a sua visão dos caminhos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Os principais pontos do relatório, no que se refere ao carvão, são que, o caminho para a melhoria da eficiência das plantas e o desenvolvimento tecnológico para a captura, uso e/ou armazenamento de carbono são fundamentais para um mundo de baixo carbono.

Afirma o relatório que a demanda de carvão não deverá declinar antes de 2030. Países em desenvolvimento usarão o carvão, como a China usou e usará, para sua revolução industrial, para fabricação de aço, cimento, fertilizantes e energia elétrica. Por exemplo a Índia, terá no carvão, 40 % da matriz energética em 2022. Para 2030 a expansão da geração a carvão na India deverá ser de 70 % maior do que o nível atual.

O relatório propõe um programa gradual de modernização das plantas existentes que são menos eficientes, sempre garantindo que não seja afetada a segurança energética. Ou seja, seja retirada uma planta menos eficiente mas construída outra que seja mais eficiente, reduzindo a quantidade de CO2 por kwh gerado. O principal ponto do relatório é que seja desenvolvido e encorajado a tecnologia de captura, uso e/ou armazenamento de carvão - CCS. A IEA recomenta uma intervenção governamental para que isso aconteça, implantando programas internacionais de transferência de tecnologia e promovendo a infraestrutura necessária (gasodutos, sítios de armazenamento, etc).
O relatório da IEA vai contra as manchetes de que o G7 defenderia o fim dos combustíveis fósseis. Ao comunicar o desejo de reduzir as emissões de carbono na matriz energética o G7, algo defendido pelo relatório do IEA, a mídia entendeu que os países ricos defenderiam o fim do uso dos combustíveis fósseis.

É muito diferente, não mais usar os combustíveis fósseis, de reduzir as suas emissões.

Para haver o desenvolvimento do planeta, com a desejada redução da miséria (maior impacto ambiental do mundo) e conciliar com a redução dos gases de efeito estufa é necessário, continuar usando os combustíveis fósseis, mas com o uso mais eficiente e com a utilização da captura de CO2.

No Canadá, o projeto de Boundary Dam, uma planta antiga de carvão de 120 MW que incorporou a tecnologia de pós combustão de captura de CO2, está operando desde outubro de 2014 com resultados excelentes, capturando 90 % do CO2 gerado. Como projeto demonstração foi caro, mas já sabemos que a próxima planta terá um investimento de 30 % menor. Iniciou-se a curva de aprendizado, que ao ganhar escala, fará o custo ser reduzido e competirá com outras formas de energia. Segundo a Alstom, fabricante de todas as formas de energia, as usinas térmicas com CCS, serão competitivas com as renováveis nos próximos cinco anos desde que seja adotada uma posição politica firme para que os projetos de demonstração sejam implantados.

Para que isso aconteça, o discurso do G7 deve sair da retórica e mudar de curso, pois de 2004 até 2013 o investimento em todas as formas “limpas” de energia for de 1.929 bilhões de dólares enquanto em CCS foi de apenas 20 bilhões.

O que precisamos é parar com o discurso dicotômico de que só as renováveis resolvem o problema. Uma matriz energética equilibrada necessita de todas as formas de energia. O que se busca para atender as demandas das mudanças do clima é uma energia de baixo carbono, que pode ser feita com os combustíveis fósseis, desde que sejam usadas as tecnologias que dispomos. O mundo e os políticos devem adotar posturas coerentes com a resolução do problema. Discursos e acordos políticos são levam a cominho algum, a não ser distorções que aumentam a pobreza energética.

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Os caminhos do baixo carbono

08/07/2015

Fernando L. Zancan

A agência internacional de energia –I EA lançou a sua visão dos caminhos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Os principais pontos do relatório, no que se refere ao carvão, são que, o caminho para a melhoria da eficiência das plantas e o desenvolvimento tecnológico para a captura, uso e/ou armazenamento de carbono são fundamentais para um mundo de baixo carbono.

Afirma o relatório que a demanda de carvão não deverá declinar antes de 2030. Países em desenvolvimento usarão o carvão, como a China usou e usará, para sua revolução industrial, para fabricação de aço, cimento, fertilizantes e energia elétrica. Por exemplo a Índia, terá no carvão, 40 % da matriz energética em 2022. Para 2030 a expansão da geração a carvão na India deverá ser de 70 % maior do que o nível atual.

O relatório propõe um programa gradual de modernização das plantas existentes que são menos eficientes, sempre garantindo que não seja afetada a segurança energética. Ou seja, seja retirada uma planta menos eficiente mas construída outra que seja mais eficiente, reduzindo a quantidade de CO2 por kwh gerado. O principal ponto do relatório é que seja desenvolvido e encorajado a tecnologia de captura, uso e/ou armazenamento de carvão - CCS. A IEA recomenta uma intervenção governamental para que isso aconteça, implantando programas internacionais de transferência de tecnologia e promovendo a infraestrutura necessária (gasodutos, sítios de armazenamento, etc).
O relatório da IEA vai contra as manchetes de que o G7 defenderia o fim dos combustíveis fósseis. Ao comunicar o desejo de reduzir as emissões de carbono na matriz energética o G7, algo defendido pelo relatório do IEA, a mídia entendeu que os países ricos defenderiam o fim do uso dos combustíveis fósseis.

É muito diferente, não mais usar os combustíveis fósseis, de reduzir as suas emissões.

Para haver o desenvolvimento do planeta, com a desejada redução da miséria (maior impacto ambiental do mundo) e conciliar com a redução dos gases de efeito estufa é necessário, continuar usando os combustíveis fósseis, mas com o uso mais eficiente e com a utilização da captura de CO2.

No Canadá, o projeto de Boundary Dam, uma planta antiga de carvão de 120 MW que incorporou a tecnologia de pós combustão de captura de CO2, está operando desde outubro de 2014 com resultados excelentes, capturando 90 % do CO2 gerado. Como projeto demonstração foi caro, mas já sabemos que a próxima planta terá um investimento de 30 % menor. Iniciou-se a curva de aprendizado, que ao ganhar escala, fará o custo ser reduzido e competirá com outras formas de energia. Segundo a Alstom, fabricante de todas as formas de energia, as usinas térmicas com CCS, serão competitivas com as renováveis nos próximos cinco anos desde que seja adotada uma posição politica firme para que os projetos de demonstração sejam implantados.

Para que isso aconteça, o discurso do G7 deve sair da retórica e mudar de curso, pois de 2004 até 2013 o investimento em todas as formas “limpas” de energia for de 1.929 bilhões de dólares enquanto em CCS foi de apenas 20 bilhões.

O que precisamos é parar com o discurso dicotômico de que só as renováveis resolvem o problema. Uma matriz energética equilibrada necessita de todas as formas de energia. O que se busca para atender as demandas das mudanças do clima é uma energia de baixo carbono, que pode ser feita com os combustíveis fósseis, desde que sejam usadas as tecnologias que dispomos. O mundo e os políticos devem adotar posturas coerentes com a resolução do problema. Discursos e acordos políticos são levam a cominho algum, a não ser distorções que aumentam a pobreza energética.

Fernando L Zancan é presidente da ABCM

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