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No processo de convencimento -  “lobby” - dos agentes políticos e da sociedade, para que o planeta chegue a um acordo sobre as mudanças climáticas em dezembro deste ano, em Paris, existem várias afirmações disponibilizadas na mídia mundial, pelos diversos agentes interessados na economia propiciada por uma agenda global para o clima.

A indústria do petróleo, que tem associado o negócio do gás natural, está dividida. As empresas americanas são contra a taxação do carbono gerado pelo uso dos combustíveis fósseis. Defendem que aumentando o custo da energia para aqueles que menos podem pagar por ela, não é uma boa estratégia para combater as mudanças climáticas. Por outro lado, as europeias defendem a taxação, pois isso tornará, na Europa, o carvão menos competitivo que o gás, diminuindo as emissões e melhorando seu mercado.

Por outro lado, a indústria nuclear, pouco emissora de CO2, busca seu espaço como sendo fonte de baixa emissão. Ao taxar o carbono, aumenta o custo do competidor, mas no final a sociedade paga por um custo maior na energia. Vejamos, a nuclear só é competitiva quando as condições econômicas, financiamento barato, contrato de longo prazo, seguros mais baratos, escala de produção são elementos decisivos.

Comparar a nuclear, com preços de curto prazo do carvão e gás natural, não a torna mais atrativa. Além disso, tendo ainda os prazos para aprovação de projeto e de acordo da sociedade. Como diz o professor Paul Dorfman do University College UK, “a energia nuclear traz um enorme risco econômico associado”.

O projeto desenvolvido no Reino Unido junto a EDF, tem o dobro de custo da energia elétrica, sendo que o governo britânico dará uma garantia de 10 bilhões de libras a EDF, tudo isso pago no final pelo consumidor. A indústria de renováveis, politicamente correta, tem suas limitações quanto a intermitência e segurança de suprimento de energia.

O mundo real é demostrado pela Agência Internacional de Energia, no Gás Market Report, publicado na semana passada, onde a geração de energia elétrica a carvão deverá crescer mais que o gás e as renováveis no horizonte 2014-2020. O carvão terá um acréscimo de cerca de 1300 TWh, o gás 900 e as renováveis (solar e eólica) cerca de 1000 TWh. A realidade está expressa em números e não em declarações políticas. 

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No processo de convencimento -  “lobby” - dos agentes políticos e da sociedade, para que o planeta chegue a um acordo sobre as mudanças climáticas em dezembro deste ano, em Paris, existem várias afirmações disponibilizadas na mídia mundial, pelos diversos agentes interessados na economia propiciada por uma agenda global para o clima.

A indústria do petróleo, que tem associado o negócio do gás natural, está dividida. As empresas americanas são contra a taxação do carbono gerado pelo uso dos combustíveis fósseis. Defendem que aumentando o custo da energia para aqueles que menos podem pagar por ela, não é uma boa estratégia para combater as mudanças climáticas. Por outro lado, as europeias defendem a taxação, pois isso tornará, na Europa, o carvão menos competitivo que o gás, diminuindo as emissões e melhorando seu mercado.

Por outro lado, a indústria nuclear, pouco emissora de CO2, busca seu espaço como sendo fonte de baixa emissão. Ao taxar o carbono, aumenta o custo do competidor, mas no final a sociedade paga por um custo maior na energia. Vejamos, a nuclear só é competitiva quando as condições econômicas, financiamento barato, contrato de longo prazo, seguros mais baratos, escala de produção são elementos decisivos.

Comparar a nuclear, com preços de curto prazo do carvão e gás natural, não a torna mais atrativa. Além disso, tendo ainda os prazos para aprovação de projeto e de acordo da sociedade. Como diz o professor Paul Dorfman do University College UK, “a energia nuclear traz um enorme risco econômico associado”.

O projeto desenvolvido no Reino Unido junto a EDF, tem o dobro de custo da energia elétrica, sendo que o governo britânico dará uma garantia de 10 bilhões de libras a EDF, tudo isso pago no final pelo consumidor. A indústria de renováveis, politicamente correta, tem suas limitações quanto a intermitência e segurança de suprimento de energia.

O mundo real é demostrado pela Agência Internacional de Energia, no Gás Market Report, publicado na semana passada, onde a geração de energia elétrica a carvão deverá crescer mais que o gás e as renováveis no horizonte 2014-2020. O carvão terá um acréscimo de cerca de 1300 TWh, o gás 900 e as renováveis (solar e eólica) cerca de 1000 TWh. A realidade está expressa em números e não em declarações políticas. 

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Guerra de palavras

09/06/2015

Fernando Zancan - Presidente da ABCM

No processo de convencimento -  “lobby” - dos agentes políticos e da sociedade, para que o planeta chegue a um acordo sobre as mudanças climáticas em dezembro deste ano, em Paris, existem várias afirmações disponibilizadas na mídia mundial, pelos diversos agentes interessados na economia propiciada por uma agenda global para o clima.

A indústria do petróleo, que tem associado o negócio do gás natural, está dividida. As empresas americanas são contra a taxação do carbono gerado pelo uso dos combustíveis fósseis. Defendem que aumentando o custo da energia para aqueles que menos podem pagar por ela, não é uma boa estratégia para combater as mudanças climáticas. Por outro lado, as europeias defendem a taxação, pois isso tornará, na Europa, o carvão menos competitivo que o gás, diminuindo as emissões e melhorando seu mercado.

Por outro lado, a indústria nuclear, pouco emissora de CO2, busca seu espaço como sendo fonte de baixa emissão. Ao taxar o carbono, aumenta o custo do competidor, mas no final a sociedade paga por um custo maior na energia. Vejamos, a nuclear só é competitiva quando as condições econômicas, financiamento barato, contrato de longo prazo, seguros mais baratos, escala de produção são elementos decisivos.

Comparar a nuclear, com preços de curto prazo do carvão e gás natural, não a torna mais atrativa. Além disso, tendo ainda os prazos para aprovação de projeto e de acordo da sociedade. Como diz o professor Paul Dorfman do University College UK, “a energia nuclear traz um enorme risco econômico associado”.

O projeto desenvolvido no Reino Unido junto a EDF, tem o dobro de custo da energia elétrica, sendo que o governo britânico dará uma garantia de 10 bilhões de libras a EDF, tudo isso pago no final pelo consumidor. A indústria de renováveis, politicamente correta, tem suas limitações quanto a intermitência e segurança de suprimento de energia.

O mundo real é demostrado pela Agência Internacional de Energia, no Gás Market Report, publicado na semana passada, onde a geração de energia elétrica a carvão deverá crescer mais que o gás e as renováveis no horizonte 2014-2020. O carvão terá um acréscimo de cerca de 1300 TWh, o gás 900 e as renováveis (solar e eólica) cerca de 1000 TWh. A realidade está expressa em números e não em declarações políticas. 

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