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A manchete “os combustíveis fósseis acabaram de perder a corrida para as energias renováveis” deixou muitos ambientalistas com sentimento de vitória.

Porém, essa informação não é de fato correta. Mais uma meia verdade. Energia não é a mesma coisa que energia elétrica. A manchete foi baseada em informações de capacidade de energia elétrica instalada. Carros, aviões, cimento, aço e a indústria, não utilizam totalmente energias renováveis, também usam combustíveis fósseis.

Por outro lado, olhando o fator de despacho, geração efetiva de energia elétrica, um MW de carvão produz cerca de 80% do tempo e quanto o mesmo MW de solar produz cerca de 20% do tempo, devido a suas características de intermitência (nuvens, intensidade de sol etc.).

Se analisarmos o consumo de energia primária, segundo o BP Statistical Review 2014, os combustíveis fósseis representaram, em 2013, 87% do consumo e as fontes (nuclear, hidro, solar, eólica, biomassa, etc.) apenas 13 %. Essa relação vem se mantendo desde 1999.  

Claro que as fontes não fósseis estão crescendo muito nos últimos anos, principalmente a solar e a eólica, mas ainda estão longe de alcançar os combustíveis fósseis. 

O crescimento da capacidade instalada de solar e eólica, devido as reduções de custo destas fontes, é notável no mundo e no Brasil ocorrerá o mesmo.  Em um mundo que ainda tem 1,3 bilhões de pessoas sem acesso à energia elétrica, essa corrida não tem sentido.

O mundo precisará desenvolver todas as formas de energia para reduzir a pobreza energética e consequentemente a miséria.
No caso do Brasil, em 2012, consumimos 2509 kwh/percapita/ano de eletricidade. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), deveremos crescer o consumo, mesmo com todos os programas de eficiência energética aplicados, em 2,2% ao ano até 2050, alcançando cerca de  sete mil Kwh/percapita/ano.

Para que isso seja possível de forma a termos segurança energética, ou seja, energia elétrica de qualidade, 24 horas por dia e sete dias por semana, deveremos utilizar todas as formas de energias domésticas, que felizmente dispomos. O desenvolvimento de uma matriz de energia primária equilibrada é o grande desafio que enfrentaremos, visando ter o menor custo, a maior segurança e menor impacto ambiental.  

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A manchete “os combustíveis fósseis acabaram de perder a corrida para as energias renováveis” deixou muitos ambientalistas com sentimento de vitória.

Porém, essa informação não é de fato correta. Mais uma meia verdade. Energia não é a mesma coisa que energia elétrica. A manchete foi baseada em informações de capacidade de energia elétrica instalada. Carros, aviões, cimento, aço e a indústria, não utilizam totalmente energias renováveis, também usam combustíveis fósseis.

Por outro lado, olhando o fator de despacho, geração efetiva de energia elétrica, um MW de carvão produz cerca de 80% do tempo e quanto o mesmo MW de solar produz cerca de 20% do tempo, devido a suas características de intermitência (nuvens, intensidade de sol etc.).

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Claro que as fontes não fósseis estão crescendo muito nos últimos anos, principalmente a solar e a eólica, mas ainda estão longe de alcançar os combustíveis fósseis. 

O crescimento da capacidade instalada de solar e eólica, devido as reduções de custo destas fontes, é notável no mundo e no Brasil ocorrerá o mesmo.  Em um mundo que ainda tem 1,3 bilhões de pessoas sem acesso à energia elétrica, essa corrida não tem sentido.

O mundo precisará desenvolver todas as formas de energia para reduzir a pobreza energética e consequentemente a miséria.
No caso do Brasil, em 2012, consumimos 2509 kwh/percapita/ano de eletricidade. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), deveremos crescer o consumo, mesmo com todos os programas de eficiência energética aplicados, em 2,2% ao ano até 2050, alcançando cerca de  sete mil Kwh/percapita/ano.

Para que isso seja possível de forma a termos segurança energética, ou seja, energia elétrica de qualidade, 24 horas por dia e sete dias por semana, deveremos utilizar todas as formas de energias domésticas, que felizmente dispomos. O desenvolvimento de uma matriz de energia primária equilibrada é o grande desafio que enfrentaremos, visando ter o menor custo, a maior segurança e menor impacto ambiental.  

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A corrida da energia

28/04/2015

Fernando Luiz Zancan - Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral

A manchete “os combustíveis fósseis acabaram de perder a corrida para as energias renováveis” deixou muitos ambientalistas com sentimento de vitória.

Porém, essa informação não é de fato correta. Mais uma meia verdade. Energia não é a mesma coisa que energia elétrica. A manchete foi baseada em informações de capacidade de energia elétrica instalada. Carros, aviões, cimento, aço e a indústria, não utilizam totalmente energias renováveis, também usam combustíveis fósseis.

Por outro lado, olhando o fator de despacho, geração efetiva de energia elétrica, um MW de carvão produz cerca de 80% do tempo e quanto o mesmo MW de solar produz cerca de 20% do tempo, devido a suas características de intermitência (nuvens, intensidade de sol etc.).

Se analisarmos o consumo de energia primária, segundo o BP Statistical Review 2014, os combustíveis fósseis representaram, em 2013, 87% do consumo e as fontes (nuclear, hidro, solar, eólica, biomassa, etc.) apenas 13 %. Essa relação vem se mantendo desde 1999.  

Claro que as fontes não fósseis estão crescendo muito nos últimos anos, principalmente a solar e a eólica, mas ainda estão longe de alcançar os combustíveis fósseis. 

O crescimento da capacidade instalada de solar e eólica, devido as reduções de custo destas fontes, é notável no mundo e no Brasil ocorrerá o mesmo.  Em um mundo que ainda tem 1,3 bilhões de pessoas sem acesso à energia elétrica, essa corrida não tem sentido.

O mundo precisará desenvolver todas as formas de energia para reduzir a pobreza energética e consequentemente a miséria.
No caso do Brasil, em 2012, consumimos 2509 kwh/percapita/ano de eletricidade. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), deveremos crescer o consumo, mesmo com todos os programas de eficiência energética aplicados, em 2,2% ao ano até 2050, alcançando cerca de  sete mil Kwh/percapita/ano.

Para que isso seja possível de forma a termos segurança energética, ou seja, energia elétrica de qualidade, 24 horas por dia e sete dias por semana, deveremos utilizar todas as formas de energias domésticas, que felizmente dispomos. O desenvolvimento de uma matriz de energia primária equilibrada é o grande desafio que enfrentaremos, visando ter o menor custo, a maior segurança e menor impacto ambiental.  

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