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No início da tarde, o professor Alexandre SalenSzclo, do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe, apresentou palestra sobre as “Perspectivas da gaseificação do carvão mineral no Brasil”.  Na abertura, ele citou brevemente estudos e teses já realizados no âmbito do programa sobre o tema e comparou tecnologias existentes. Uma das conclusões foi que existem boas perspectivas de aproveitamento da gaseificação do carvão mineral no Brasil em maior escala, principalmente a partir de 2040 – quando o potencial hídrico do país já terá um aproveitamento pleno e a produção de óleo e gás estará no platô.

Szklo explicou que o gás carbônico liberado no processo é injetado no solo, o que minimiza o custo ambiental do método de aproveitamento energético. “Não estou defendendo este como o melhor método, mas considero importante desenvolvermos uma curva de aprendizado sobre ele”. De acordo com o professor, a gaseificação do carvão mineral pode representar uma alternativa importante, num cenário decrescimento econômico.

Gerente Executivo da Diretoria de Gás Energia da Petrobras, Hugo Repsold Junior afirmou que é possível o Brasil reduzir sua dependência externa de gás natural com pesquisas e investimentos. Ele ressaltou a importância das licitações da ANP para exploração de gás em terra (onshore) em sete bacias sedimentadas em onze estados brasileiros, principalmente para fazer com que o gás possa atingir o interior do país.

Repsold falou dos resultados do Programa Onshore de Gás Natural (Pron-Gás) na avaliação do potencial das bacias sedimentares brasileiras: nos últimos 18 meses foram feitas 55 descobertas, das quais 27 marítimas (16 no pré-sal). Ele também ressaltou que desde 2000 tem havido reposição das reservas, principalmente em decorrência do potencial exploratório e destacou o aumento das descobertas de gás não associado ao óleo, o que facilita e reduz o custo da exploração.

Em momentos de déficits hídricos, há picos de consumo de gás no país, e a dependência pelo produto adquirido no mercado externo chega a 50%, à mercê dos preços internacionais, “que são bastante regionalizados”. Segundo Hugo Repsold, o mercado termoelétrico já consome mais de 1/3 da produção nacional de gás.

ZeviKann, consultor de Regulação da Abegás, associação de reúne as distribuidoras de gás natural no país, concorda que o desafio principal do setor é a interiorização. Segundo ele, apesar de existirem cerca de 20 empresas estaduais de distribuição, algumas delas estão apenas “no papel”, pois o gás não chega àquela região. “As que funcionam são as localizadas na costa brasileira, pois estão próximas às reservas de gás offshore”.

Ainda assim, ZeviKann destaca que o gás natural já representa 12% da matriz energética brasileira e que deverá representar 15,5% em 2021. Para ele, as vantagens do gás não-tradicional e do gás onshore são a redução da dependência das reservas offshore, a multiplicação das áreas de exploração, a conquista de novos mercados com a diversificação de produtos, entre outras.

Marco Aurélio Tavares, da Gás Energy,  deu o exemplo do mercado norte-americano, no qual a competitividade gerada pela oferta de energia barata está recuperando setores como a indústria automobilística, bastante afetada pela crise de 2008. Tavares exemplificou com o uso do gás no transporte, que vem mudando a matriz de consumo, e lembrou que a Ford lançou a primeira pick-up movida a GNL. Ele considera as rodadas de leilões da ANP, a chegada de novos players e o Pré-sal, importantes para quebra de paradigmas, e prevê que o setor de gás no Brasil vai crescer a uma média de 10% ao ano, mas que é necessário rediscutir o modelo do sistema para promover um choque de oferta.

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No início da tarde, o professor Alexandre SalenSzclo, do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe, apresentou palestra sobre as “Perspectivas da gaseificação do carvão mineral no Brasil”.  Na abertura, ele citou brevemente estudos e teses já realizados no âmbito do programa sobre o tema e comparou tecnologias existentes. Uma das conclusões foi que existem boas perspectivas de aproveitamento da gaseificação do carvão mineral no Brasil em maior escala, principalmente a partir de 2040 – quando o potencial hídrico do país já terá um aproveitamento pleno e a produção de óleo e gás estará no platô.

Szklo explicou que o gás carbônico liberado no processo é injetado no solo, o que minimiza o custo ambiental do método de aproveitamento energético. “Não estou defendendo este como o melhor método, mas considero importante desenvolvermos uma curva de aprendizado sobre ele”. De acordo com o professor, a gaseificação do carvão mineral pode representar uma alternativa importante, num cenário decrescimento econômico.

Gerente Executivo da Diretoria de Gás Energia da Petrobras, Hugo Repsold Junior afirmou que é possível o Brasil reduzir sua dependência externa de gás natural com pesquisas e investimentos. Ele ressaltou a importância das licitações da ANP para exploração de gás em terra (onshore) em sete bacias sedimentadas em onze estados brasileiros, principalmente para fazer com que o gás possa atingir o interior do país.

Repsold falou dos resultados do Programa Onshore de Gás Natural (Pron-Gás) na avaliação do potencial das bacias sedimentares brasileiras: nos últimos 18 meses foram feitas 55 descobertas, das quais 27 marítimas (16 no pré-sal). Ele também ressaltou que desde 2000 tem havido reposição das reservas, principalmente em decorrência do potencial exploratório e destacou o aumento das descobertas de gás não associado ao óleo, o que facilita e reduz o custo da exploração.

Em momentos de déficits hídricos, há picos de consumo de gás no país, e a dependência pelo produto adquirido no mercado externo chega a 50%, à mercê dos preços internacionais, “que são bastante regionalizados”. Segundo Hugo Repsold, o mercado termoelétrico já consome mais de 1/3 da produção nacional de gás.

ZeviKann, consultor de Regulação da Abegás, associação de reúne as distribuidoras de gás natural no país, concorda que o desafio principal do setor é a interiorização. Segundo ele, apesar de existirem cerca de 20 empresas estaduais de distribuição, algumas delas estão apenas “no papel”, pois o gás não chega àquela região. “As que funcionam são as localizadas na costa brasileira, pois estão próximas às reservas de gás offshore”.

Ainda assim, ZeviKann destaca que o gás natural já representa 12% da matriz energética brasileira e que deverá representar 15,5% em 2021. Para ele, as vantagens do gás não-tradicional e do gás onshore são a redução da dependência das reservas offshore, a multiplicação das áreas de exploração, a conquista de novos mercados com a diversificação de produtos, entre outras.

Marco Aurélio Tavares, da Gás Energy,  deu o exemplo do mercado norte-americano, no qual a competitividade gerada pela oferta de energia barata está recuperando setores como a indústria automobilística, bastante afetada pela crise de 2008. Tavares exemplificou com o uso do gás no transporte, que vem mudando a matriz de consumo, e lembrou que a Ford lançou a primeira pick-up movida a GNL. Ele considera as rodadas de leilões da ANP, a chegada de novos players e o Pré-sal, importantes para quebra de paradigmas, e prevê que o setor de gás no Brasil vai crescer a uma média de 10% ao ano, mas que é necessário rediscutir o modelo do sistema para promover um choque de oferta.

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O aproveitamento do carvão mineral, do gás natural e do gás não convencional

12/04/2015

No início da tarde, o professor Alexandre SalenSzclo, do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe, apresentou palestra sobre as “Perspectivas da gaseificação do carvão mineral no Brasil”.  Na abertura, ele citou brevemente estudos e teses já realizados no âmbito do programa sobre o tema e comparou tecnologias existentes. Uma das conclusões foi que existem boas perspectivas de aproveitamento da gaseificação do carvão mineral no Brasil em maior escala, principalmente a partir de 2040 – quando o potencial hídrico do país já terá um aproveitamento pleno e a produção de óleo e gás estará no platô.

Szklo explicou que o gás carbônico liberado no processo é injetado no solo, o que minimiza o custo ambiental do método de aproveitamento energético. “Não estou defendendo este como o melhor método, mas considero importante desenvolvermos uma curva de aprendizado sobre ele”. De acordo com o professor, a gaseificação do carvão mineral pode representar uma alternativa importante, num cenário decrescimento econômico.

Gerente Executivo da Diretoria de Gás Energia da Petrobras, Hugo Repsold Junior afirmou que é possível o Brasil reduzir sua dependência externa de gás natural com pesquisas e investimentos. Ele ressaltou a importância das licitações da ANP para exploração de gás em terra (onshore) em sete bacias sedimentadas em onze estados brasileiros, principalmente para fazer com que o gás possa atingir o interior do país.

Repsold falou dos resultados do Programa Onshore de Gás Natural (Pron-Gás) na avaliação do potencial das bacias sedimentares brasileiras: nos últimos 18 meses foram feitas 55 descobertas, das quais 27 marítimas (16 no pré-sal). Ele também ressaltou que desde 2000 tem havido reposição das reservas, principalmente em decorrência do potencial exploratório e destacou o aumento das descobertas de gás não associado ao óleo, o que facilita e reduz o custo da exploração.

Em momentos de déficits hídricos, há picos de consumo de gás no país, e a dependência pelo produto adquirido no mercado externo chega a 50%, à mercê dos preços internacionais, “que são bastante regionalizados”. Segundo Hugo Repsold, o mercado termoelétrico já consome mais de 1/3 da produção nacional de gás.

ZeviKann, consultor de Regulação da Abegás, associação de reúne as distribuidoras de gás natural no país, concorda que o desafio principal do setor é a interiorização. Segundo ele, apesar de existirem cerca de 20 empresas estaduais de distribuição, algumas delas estão apenas “no papel”, pois o gás não chega àquela região. “As que funcionam são as localizadas na costa brasileira, pois estão próximas às reservas de gás offshore”.

Ainda assim, ZeviKann destaca que o gás natural já representa 12% da matriz energética brasileira e que deverá representar 15,5% em 2021. Para ele, as vantagens do gás não-tradicional e do gás onshore são a redução da dependência das reservas offshore, a multiplicação das áreas de exploração, a conquista de novos mercados com a diversificação de produtos, entre outras.

Marco Aurélio Tavares, da Gás Energy,  deu o exemplo do mercado norte-americano, no qual a competitividade gerada pela oferta de energia barata está recuperando setores como a indústria automobilística, bastante afetada pela crise de 2008. Tavares exemplificou com o uso do gás no transporte, que vem mudando a matriz de consumo, e lembrou que a Ford lançou a primeira pick-up movida a GNL. Ele considera as rodadas de leilões da ANP, a chegada de novos players e o Pré-sal, importantes para quebra de paradigmas, e prevê que o setor de gás no Brasil vai crescer a uma média de 10% ao ano, mas que é necessário rediscutir o modelo do sistema para promover um choque de oferta.

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