Acesso Restrito
Array
(
    [0] => 1
    [i_empresa] => 1
    [1] => 446
    [i_conteudo] => 446
    [2] => 0
    [i_subarea] => 0
    [3] => 2015-04-01
    [dt_conteudo] => 2015-04-01
    [4] => Transgas irá investir US$ 2,7 bilhões em Candiota
    [titulo] => Transgas irá investir US$ 2,7 bilhões em Candiota
    [5] => Jefferson Klein - Jornal do Comércio
    [autor] => Jefferson Klein - Jornal do Comércio
    [6] => Grupo norte-americano produzirá fertilizantes a partir da gaseificação do carvão mineral extraído no Rio Grande do Sul 
    [resumo] => Grupo norte-americano produzirá fertilizantes a partir da gaseificação do carvão mineral extraído no Rio Grande do Sul 
    [7] => 

Dentro de 18 meses, o grupo norte-americano Transgas Development Brazil pretende iniciar as obras do seu primeiro empreendimento no País: uma fábrica de fertilizantes a partir da gaseificação do carvão mineral. O complexo será instalado no município de Candiota e absorverá um investimento de aproximadamente US$ 2,7 bilhões (valor superior ao maior projeto atualmente em andamento no Estado, a ampliação da Celulose Riograndense, estimado em R$ 5 bilhões).

O protocolo de intenções foi assinado ontem no Palácio Piratini entre o governador José Ivo Sartori, o presidente da Transgas, Adam Victor, secretários de Estado, Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e prefeitos. O presidente da CRM, Edivilson Meurer Brum, explica que o acordo prevê o fornecimento de carvão, por parte da estatal gaúcha, para a empresa estrangeira.

A unidade da Transgas extrairá do carvão o syngas (gás de síntese, mistura de monóxido de carbono e hidrogênio), matéria-prima para a elaboração do fertilizante (amônia, que é convertida em ureia). A CRM deverá fornecer 2,5 milhões de toneladas de carvão ao ano à planta industrial do grupo norte-americano.

A Transgas já sondou outros estados, como Santa Catarina, "mas as negociações aqui são as mais importantes, pois aqui o assunto é tratado com mais empenho e apoio", assinalou Victor. A meta da empresa é produzir 2,1 milhões de toneladas de ureia por ano, porém os detalhes do projeto ainda serão ajustados. O presidente da CRM esclarece que a definição do empreendimento da Transgas dependerá da garantia de demanda de mercado.

O secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker, estima que, a partir do início das obras, serão necessários cerca de três anos para finalizar uma estrutura como essa. O dirigente reforça que, além da geração de renda e emprego que o empreendimento irá proporcionar, o acréscimo de oferta de fertilizante no mercado regional poderá baixar custos para o setor agrícola gaúcho.

Redecker acrescenta que o Estado possui espaço para outros projetos de gaseificação do carvão, como é o caso das iniciativas da Copelmi com o grupo coreano Posco e da norte-americana Synthesis Energy Systems (SES) e sua representante no Brasil, a Vamtec.

Conforme apresentação feita ontem, realizada pelo presidenteda Transgas, serão gerados 5 mil empregos temporários nas obras da empresa. Depois de pronta, a fábrica terá 300 postos fixos de trabalho. Fornecedores e parceiros da unidade criarão mais 300 empregos e as áreas da infraestrutura e mineração, outros 600 postos, informa o executivo. A preferência pelo Rio Grande do Sul, segundo Victor, deve-se à presença, no Estado, das maiores reservas de carvão do Brasil (em torno de 90% do total do País). "Firmar contrato com fornecedor estatal nos dá tranquilidade jurídica e operacional", afirma o empresário.

No plano estratégico a implantação da fábrica deve-se à necessidade mundial crescente de expansão da produção de alimentos, cenário no qual o Brasil "é um celeiro", enfatiza Victor. "Cerca de 25% dos alimentos são cultivados no planeta a partir dos fertilizantes vindos do carvão mineral", acrescenta. Os mercados da Transgas, no Brasil, seriam cooperativas de produtores de grãos e consórcios de compradores de fertilizantes. A tecnologia é considerada de menor impacto. Em parceria com a alemã ThyssenKrupp, a Transgas promove a extração do syngas por processo químico e não pela queima do carvão mineral.

O governador Sartori criou um grupo de trabalho para tratar do investimento com a Transgas, integrado pelas secretarias de Minas e Energia, Agricultura e Pecuária, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Desenvolvimento Ciência e Tecnologia, mais a CRM. A primeira reunião do grupo ocorre amanhã. "Essa fábrica valoriza o carvão gaúcho, municípios, e a economia primária com a oferta local de fertilizantes, a um custo menor", frisou Sartori.

[conteudo] =>

Dentro de 18 meses, o grupo norte-americano Transgas Development Brazil pretende iniciar as obras do seu primeiro empreendimento no País: uma fábrica de fertilizantes a partir da gaseificação do carvão mineral. O complexo será instalado no município de Candiota e absorverá um investimento de aproximadamente US$ 2,7 bilhões (valor superior ao maior projeto atualmente em andamento no Estado, a ampliação da Celulose Riograndense, estimado em R$ 5 bilhões).

O protocolo de intenções foi assinado ontem no Palácio Piratini entre o governador José Ivo Sartori, o presidente da Transgas, Adam Victor, secretários de Estado, Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e prefeitos. O presidente da CRM, Edivilson Meurer Brum, explica que o acordo prevê o fornecimento de carvão, por parte da estatal gaúcha, para a empresa estrangeira.

A unidade da Transgas extrairá do carvão o syngas (gás de síntese, mistura de monóxido de carbono e hidrogênio), matéria-prima para a elaboração do fertilizante (amônia, que é convertida em ureia). A CRM deverá fornecer 2,5 milhões de toneladas de carvão ao ano à planta industrial do grupo norte-americano.

A Transgas já sondou outros estados, como Santa Catarina, "mas as negociações aqui são as mais importantes, pois aqui o assunto é tratado com mais empenho e apoio", assinalou Victor. A meta da empresa é produzir 2,1 milhões de toneladas de ureia por ano, porém os detalhes do projeto ainda serão ajustados. O presidente da CRM esclarece que a definição do empreendimento da Transgas dependerá da garantia de demanda de mercado.

O secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker, estima que, a partir do início das obras, serão necessários cerca de três anos para finalizar uma estrutura como essa. O dirigente reforça que, além da geração de renda e emprego que o empreendimento irá proporcionar, o acréscimo de oferta de fertilizante no mercado regional poderá baixar custos para o setor agrícola gaúcho.

Redecker acrescenta que o Estado possui espaço para outros projetos de gaseificação do carvão, como é o caso das iniciativas da Copelmi com o grupo coreano Posco e da norte-americana Synthesis Energy Systems (SES) e sua representante no Brasil, a Vamtec.

Conforme apresentação feita ontem, realizada pelo presidenteda Transgas, serão gerados 5 mil empregos temporários nas obras da empresa. Depois de pronta, a fábrica terá 300 postos fixos de trabalho. Fornecedores e parceiros da unidade criarão mais 300 empregos e as áreas da infraestrutura e mineração, outros 600 postos, informa o executivo. A preferência pelo Rio Grande do Sul, segundo Victor, deve-se à presença, no Estado, das maiores reservas de carvão do Brasil (em torno de 90% do total do País). "Firmar contrato com fornecedor estatal nos dá tranquilidade jurídica e operacional", afirma o empresário.

No plano estratégico a implantação da fábrica deve-se à necessidade mundial crescente de expansão da produção de alimentos, cenário no qual o Brasil "é um celeiro", enfatiza Victor. "Cerca de 25% dos alimentos são cultivados no planeta a partir dos fertilizantes vindos do carvão mineral", acrescenta. Os mercados da Transgas, no Brasil, seriam cooperativas de produtores de grãos e consórcios de compradores de fertilizantes. A tecnologia é considerada de menor impacto. Em parceria com a alemã ThyssenKrupp, a Transgas promove a extração do syngas por processo químico e não pela queima do carvão mineral.

O governador Sartori criou um grupo de trabalho para tratar do investimento com a Transgas, integrado pelas secretarias de Minas e Energia, Agricultura e Pecuária, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Desenvolvimento Ciência e Tecnologia, mais a CRM. A primeira reunião do grupo ocorre amanhã. "Essa fábrica valoriza o carvão gaúcho, municípios, e a economia primária com a oferta local de fertilizantes, a um custo menor", frisou Sartori.

[8] => [palavra_chave] => [9] => S [publica] => S [10] => 0 [i_usuario] => 0 [11] => 2015-04-06 09:55:25 [dt_sistema] => 2015-04-06 09:55:25 [12] => [foto] => [13] => [capa] => )

Transgas irá investir US$ 2,7 bilhões em Candiota

01/04/2015

Jefferson Klein - Jornal do Comércio

Dentro de 18 meses, o grupo norte-americano Transgas Development Brazil pretende iniciar as obras do seu primeiro empreendimento no País: uma fábrica de fertilizantes a partir da gaseificação do carvão mineral. O complexo será instalado no município de Candiota e absorverá um investimento de aproximadamente US$ 2,7 bilhões (valor superior ao maior projeto atualmente em andamento no Estado, a ampliação da Celulose Riograndense, estimado em R$ 5 bilhões).

O protocolo de intenções foi assinado ontem no Palácio Piratini entre o governador José Ivo Sartori, o presidente da Transgas, Adam Victor, secretários de Estado, Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e prefeitos. O presidente da CRM, Edivilson Meurer Brum, explica que o acordo prevê o fornecimento de carvão, por parte da estatal gaúcha, para a empresa estrangeira.

A unidade da Transgas extrairá do carvão o syngas (gás de síntese, mistura de monóxido de carbono e hidrogênio), matéria-prima para a elaboração do fertilizante (amônia, que é convertida em ureia). A CRM deverá fornecer 2,5 milhões de toneladas de carvão ao ano à planta industrial do grupo norte-americano.

A Transgas já sondou outros estados, como Santa Catarina, "mas as negociações aqui são as mais importantes, pois aqui o assunto é tratado com mais empenho e apoio", assinalou Victor. A meta da empresa é produzir 2,1 milhões de toneladas de ureia por ano, porém os detalhes do projeto ainda serão ajustados. O presidente da CRM esclarece que a definição do empreendimento da Transgas dependerá da garantia de demanda de mercado.

O secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker, estima que, a partir do início das obras, serão necessários cerca de três anos para finalizar uma estrutura como essa. O dirigente reforça que, além da geração de renda e emprego que o empreendimento irá proporcionar, o acréscimo de oferta de fertilizante no mercado regional poderá baixar custos para o setor agrícola gaúcho.

Redecker acrescenta que o Estado possui espaço para outros projetos de gaseificação do carvão, como é o caso das iniciativas da Copelmi com o grupo coreano Posco e da norte-americana Synthesis Energy Systems (SES) e sua representante no Brasil, a Vamtec.

Conforme apresentação feita ontem, realizada pelo presidenteda Transgas, serão gerados 5 mil empregos temporários nas obras da empresa. Depois de pronta, a fábrica terá 300 postos fixos de trabalho. Fornecedores e parceiros da unidade criarão mais 300 empregos e as áreas da infraestrutura e mineração, outros 600 postos, informa o executivo. A preferência pelo Rio Grande do Sul, segundo Victor, deve-se à presença, no Estado, das maiores reservas de carvão do Brasil (em torno de 90% do total do País). "Firmar contrato com fornecedor estatal nos dá tranquilidade jurídica e operacional", afirma o empresário.

No plano estratégico a implantação da fábrica deve-se à necessidade mundial crescente de expansão da produção de alimentos, cenário no qual o Brasil "é um celeiro", enfatiza Victor. "Cerca de 25% dos alimentos são cultivados no planeta a partir dos fertilizantes vindos do carvão mineral", acrescenta. Os mercados da Transgas, no Brasil, seriam cooperativas de produtores de grãos e consórcios de compradores de fertilizantes. A tecnologia é considerada de menor impacto. Em parceria com a alemã ThyssenKrupp, a Transgas promove a extração do syngas por processo químico e não pela queima do carvão mineral.

O governador Sartori criou um grupo de trabalho para tratar do investimento com a Transgas, integrado pelas secretarias de Minas e Energia, Agricultura e Pecuária, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Desenvolvimento Ciência e Tecnologia, mais a CRM. A primeira reunião do grupo ocorre amanhã. "Essa fábrica valoriza o carvão gaúcho, municípios, e a economia primária com a oferta local de fertilizantes, a um custo menor", frisou Sartori.

Rua Pascoal Meller, 73 - Bairro Universitário - CEP 88.805-380 - CP 362 - Criciúma - Santa Catarina
Tel. (48) 3431.8350/Fax: (48) 3431.8351