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A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) cobrou ontem o estabelecimento de metas ousadas para enfrentar a crise energética que assola o País e anunciou a implantação do Balcão de Eficiência Energética, que dará suporte ao setor industrial na busca de soluções para proporcionar economia do insumo. O setor teme o aumento no custo da energia e suas consequências imediatas: a redução drástica na atratividade do Brasil para investimento do exterior e a queda na competitividade dos produtos no mercado internacional. 

Durante o encontro de empresários com representantes do Executivo estadual e das principais distribuidoras de energia do Estado, o presidente da entidade Heitor José Müller pediu que um trabalho conjunto seja feito para apontar soluções à “crise anunciada”. “E se nada for feito com urgência, acabaremos tendo que apelar para a Argentina nos vender energia atômica das duas centrais nucleares que a China promete construir no país vizinho”, avisou Muller.

As saídas, segundo Müller, são a redução das contas de energia das indústrias por meio de programas de eficiência energética e a ampliação da matriz de geração energética incorporando, por exemplo, o carvão mineral. Dirigente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Carlos Weinschenk de Faria assegurou que hoje a tecnologia avançou o suficiente para garantir uma produção limpa de energia a partir do mineral em todo o seu processo, até mesmo na extração.

O secretário de Minas e Energia do Estado, Lucas Redecker, complementou que o governo do Estado está trabalhando duro para garantir o abastecimento de todos os setores produtivos e tem um interesse particular no fomento à utilização do carvão mineral. O Rio Grande do Sul concentra aproximadamente 90% das reservas do insumo no País. 

Redecker informou que, ainda neste mês, começará a ser elaborado o Plano Energético do Rio Grande do Sul. O objetivo é realizar um mapeamento das necessidades regionais que seja capaz de nortear os investimentos a serem feitos no setor a partir do ano que vem.

A burocracia no licenciamento ambiental de novos projetos de geração de energia foi apontada como uma das grandes causadoras da crise que hoje assola o País. O modelo atual é acusado de não ter incentivado, nos últimos anos, a implementação de alternativas energéticas.

A secretária de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, Ana Pellini, assume que o modelo de análise é defasado. Para ela, o ideal é que haja uma mudança no método, mas os resultado só devem aparecer no médio e longo prazo. No curto prazo, Ana avisou que o órgão pretende criar Câmaras de Consensualidade Mínima, a fim de dar mais segurança aos empreendedores, e Salas de Atendimento ao Cidadão, para dar maior transparência aos processos, com agendamento pela internet.

Atualmente, 13 mil processos aguardam a análise da Fundação Estadual Proteção Ambiental (Fepam). Uma parte significativa deles diz respeito a projetos do setor. Ana Pellini diz que há muito a ser feito, mas “ao lidar com um problema grave como esse é preciso ir devagar”.

PCHs são alternativa às grandes geradoras de energia elétrica

Ante um panorama que combina estiagem, reajuste nas bandeiras tarifárias e uma possibilidade, ainda que pequena, de racionamento, as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) despontam como alternativa à crise energética do País. Empreendimentos capazes de gerar entre 1 e 30 megawatts (MW) de potência, elas são hoje responsáveis por 3,5% de toda a capacidade instalada do sistema interligado nacional, mas esbarram na burocracia, principalmente dos órgãos ambientais, antes mesmo de entrarem em funcionamento.

Para o presidente da Associação Gaúcha de Pequenas Centrais Hidrelétricas (AGPCHs), Luiz Antonio Leão, a crise enfrentada hoje é reflexo de uma política de estímulo apenas aos grandes projetos de geração de energia. “Se mais PCHs estivessem em funcionamento não precisaríamos ter importado 160 MW da Argentina para atender a demanda do País”, alerta. Segundo Leão, 10 PCHs nacionais seriam capazes de suprir o valor da energia importada.

O Rio Grande do Sul conta com 49 PCHs e 42 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), capazes de gerar até 1 MW de energia, em operação. Contudo, mais de 200 projetos seguem sendo analisados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ao todo, a geração de 1 mil MW poderia ser implementada no Rio Grande do Sul, de forma descentralizada, se todas essas unidades já estivessem operando.

Pensando nisso, o presidente do Conselho Superior da Agenda 2020, Humberto Busnello, pediu diretamente à secretária do Meio Ambiente Ana Pellini que priorize o licenciamento das PCHs. Para Busnello, as pequenas centrais hidrelétricas têm um impacto social e contribuem para o desenvolvimento descentralizado de energia.

Citando o presidente do Uruguai, José Mujica, o presidente da Fiergs, Heitor José Muller, disse: “O meio ambiente também deve servir para a felicidade humana”. E completou: “E não só para a alegria dos ecologistas”.

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A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) cobrou ontem o estabelecimento de metas ousadas para enfrentar a crise energética que assola o País e anunciou a implantação do Balcão de Eficiência Energética, que dará suporte ao setor industrial na busca de soluções para proporcionar economia do insumo. O setor teme o aumento no custo da energia e suas consequências imediatas: a redução drástica na atratividade do Brasil para investimento do exterior e a queda na competitividade dos produtos no mercado internacional. 

Durante o encontro de empresários com representantes do Executivo estadual e das principais distribuidoras de energia do Estado, o presidente da entidade Heitor José Müller pediu que um trabalho conjunto seja feito para apontar soluções à “crise anunciada”. “E se nada for feito com urgência, acabaremos tendo que apelar para a Argentina nos vender energia atômica das duas centrais nucleares que a China promete construir no país vizinho”, avisou Muller.

As saídas, segundo Müller, são a redução das contas de energia das indústrias por meio de programas de eficiência energética e a ampliação da matriz de geração energética incorporando, por exemplo, o carvão mineral. Dirigente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Carlos Weinschenk de Faria assegurou que hoje a tecnologia avançou o suficiente para garantir uma produção limpa de energia a partir do mineral em todo o seu processo, até mesmo na extração.

O secretário de Minas e Energia do Estado, Lucas Redecker, complementou que o governo do Estado está trabalhando duro para garantir o abastecimento de todos os setores produtivos e tem um interesse particular no fomento à utilização do carvão mineral. O Rio Grande do Sul concentra aproximadamente 90% das reservas do insumo no País. 

Redecker informou que, ainda neste mês, começará a ser elaborado o Plano Energético do Rio Grande do Sul. O objetivo é realizar um mapeamento das necessidades regionais que seja capaz de nortear os investimentos a serem feitos no setor a partir do ano que vem.

A burocracia no licenciamento ambiental de novos projetos de geração de energia foi apontada como uma das grandes causadoras da crise que hoje assola o País. O modelo atual é acusado de não ter incentivado, nos últimos anos, a implementação de alternativas energéticas.

A secretária de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, Ana Pellini, assume que o modelo de análise é defasado. Para ela, o ideal é que haja uma mudança no método, mas os resultado só devem aparecer no médio e longo prazo. No curto prazo, Ana avisou que o órgão pretende criar Câmaras de Consensualidade Mínima, a fim de dar mais segurança aos empreendedores, e Salas de Atendimento ao Cidadão, para dar maior transparência aos processos, com agendamento pela internet.

Atualmente, 13 mil processos aguardam a análise da Fundação Estadual Proteção Ambiental (Fepam). Uma parte significativa deles diz respeito a projetos do setor. Ana Pellini diz que há muito a ser feito, mas “ao lidar com um problema grave como esse é preciso ir devagar”.

PCHs são alternativa às grandes geradoras de energia elétrica

Ante um panorama que combina estiagem, reajuste nas bandeiras tarifárias e uma possibilidade, ainda que pequena, de racionamento, as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) despontam como alternativa à crise energética do País. Empreendimentos capazes de gerar entre 1 e 30 megawatts (MW) de potência, elas são hoje responsáveis por 3,5% de toda a capacidade instalada do sistema interligado nacional, mas esbarram na burocracia, principalmente dos órgãos ambientais, antes mesmo de entrarem em funcionamento.

Para o presidente da Associação Gaúcha de Pequenas Centrais Hidrelétricas (AGPCHs), Luiz Antonio Leão, a crise enfrentada hoje é reflexo de uma política de estímulo apenas aos grandes projetos de geração de energia. “Se mais PCHs estivessem em funcionamento não precisaríamos ter importado 160 MW da Argentina para atender a demanda do País”, alerta. Segundo Leão, 10 PCHs nacionais seriam capazes de suprir o valor da energia importada.

O Rio Grande do Sul conta com 49 PCHs e 42 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), capazes de gerar até 1 MW de energia, em operação. Contudo, mais de 200 projetos seguem sendo analisados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ao todo, a geração de 1 mil MW poderia ser implementada no Rio Grande do Sul, de forma descentralizada, se todas essas unidades já estivessem operando.

Pensando nisso, o presidente do Conselho Superior da Agenda 2020, Humberto Busnello, pediu diretamente à secretária do Meio Ambiente Ana Pellini que priorize o licenciamento das PCHs. Para Busnello, as pequenas centrais hidrelétricas têm um impacto social e contribuem para o desenvolvimento descentralizado de energia.

Citando o presidente do Uruguai, José Mujica, o presidente da Fiergs, Heitor José Muller, disse: “O meio ambiente também deve servir para a felicidade humana”. E completou: “E não só para a alegria dos ecologistas”.

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Indústria cobra saídas para a crise energética

24/02/2015

Roberta Mello - Jornal do Comércio

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) cobrou ontem o estabelecimento de metas ousadas para enfrentar a crise energética que assola o País e anunciou a implantação do Balcão de Eficiência Energética, que dará suporte ao setor industrial na busca de soluções para proporcionar economia do insumo. O setor teme o aumento no custo da energia e suas consequências imediatas: a redução drástica na atratividade do Brasil para investimento do exterior e a queda na competitividade dos produtos no mercado internacional. 

Durante o encontro de empresários com representantes do Executivo estadual e das principais distribuidoras de energia do Estado, o presidente da entidade Heitor José Müller pediu que um trabalho conjunto seja feito para apontar soluções à “crise anunciada”. “E se nada for feito com urgência, acabaremos tendo que apelar para a Argentina nos vender energia atômica das duas centrais nucleares que a China promete construir no país vizinho”, avisou Muller.

As saídas, segundo Müller, são a redução das contas de energia das indústrias por meio de programas de eficiência energética e a ampliação da matriz de geração energética incorporando, por exemplo, o carvão mineral. Dirigente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Carlos Weinschenk de Faria assegurou que hoje a tecnologia avançou o suficiente para garantir uma produção limpa de energia a partir do mineral em todo o seu processo, até mesmo na extração.

O secretário de Minas e Energia do Estado, Lucas Redecker, complementou que o governo do Estado está trabalhando duro para garantir o abastecimento de todos os setores produtivos e tem um interesse particular no fomento à utilização do carvão mineral. O Rio Grande do Sul concentra aproximadamente 90% das reservas do insumo no País. 

Redecker informou que, ainda neste mês, começará a ser elaborado o Plano Energético do Rio Grande do Sul. O objetivo é realizar um mapeamento das necessidades regionais que seja capaz de nortear os investimentos a serem feitos no setor a partir do ano que vem.

A burocracia no licenciamento ambiental de novos projetos de geração de energia foi apontada como uma das grandes causadoras da crise que hoje assola o País. O modelo atual é acusado de não ter incentivado, nos últimos anos, a implementação de alternativas energéticas.

A secretária de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, Ana Pellini, assume que o modelo de análise é defasado. Para ela, o ideal é que haja uma mudança no método, mas os resultado só devem aparecer no médio e longo prazo. No curto prazo, Ana avisou que o órgão pretende criar Câmaras de Consensualidade Mínima, a fim de dar mais segurança aos empreendedores, e Salas de Atendimento ao Cidadão, para dar maior transparência aos processos, com agendamento pela internet.

Atualmente, 13 mil processos aguardam a análise da Fundação Estadual Proteção Ambiental (Fepam). Uma parte significativa deles diz respeito a projetos do setor. Ana Pellini diz que há muito a ser feito, mas “ao lidar com um problema grave como esse é preciso ir devagar”.

PCHs são alternativa às grandes geradoras de energia elétrica

Ante um panorama que combina estiagem, reajuste nas bandeiras tarifárias e uma possibilidade, ainda que pequena, de racionamento, as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) despontam como alternativa à crise energética do País. Empreendimentos capazes de gerar entre 1 e 30 megawatts (MW) de potência, elas são hoje responsáveis por 3,5% de toda a capacidade instalada do sistema interligado nacional, mas esbarram na burocracia, principalmente dos órgãos ambientais, antes mesmo de entrarem em funcionamento.

Para o presidente da Associação Gaúcha de Pequenas Centrais Hidrelétricas (AGPCHs), Luiz Antonio Leão, a crise enfrentada hoje é reflexo de uma política de estímulo apenas aos grandes projetos de geração de energia. “Se mais PCHs estivessem em funcionamento não precisaríamos ter importado 160 MW da Argentina para atender a demanda do País”, alerta. Segundo Leão, 10 PCHs nacionais seriam capazes de suprir o valor da energia importada.

O Rio Grande do Sul conta com 49 PCHs e 42 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), capazes de gerar até 1 MW de energia, em operação. Contudo, mais de 200 projetos seguem sendo analisados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ao todo, a geração de 1 mil MW poderia ser implementada no Rio Grande do Sul, de forma descentralizada, se todas essas unidades já estivessem operando.

Pensando nisso, o presidente do Conselho Superior da Agenda 2020, Humberto Busnello, pediu diretamente à secretária do Meio Ambiente Ana Pellini que priorize o licenciamento das PCHs. Para Busnello, as pequenas centrais hidrelétricas têm um impacto social e contribuem para o desenvolvimento descentralizado de energia.

Citando o presidente do Uruguai, José Mujica, o presidente da Fiergs, Heitor José Muller, disse: “O meio ambiente também deve servir para a felicidade humana”. E completou: “E não só para a alegria dos ecologistas”.

Rua Pascoal Meller, 73 - Bairro Universitário - CEP 88.805-380 - CP 362 - Criciúma - Santa Catarina
Tel. (48) 3431.8350/Fax: (48) 3431.8351