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Apesar de as estimativas serem ainda mais pessimistas, o Ministério de Minas e Energia informou no início de fevereiro que a média de reajuste nas contas de luz chegará a 40% este ano. O custo da energia, que já impacta no orçamento das famílias e empresas gaúchas, tem feito muitas pessoas se debruçarem sobre os boletos de pagamento e acharem meios para reduzir o consumo. 

Em um minimercado localizado no bairro Floresta, em Porto Alegre, apesar de ter consumido 5% menos energia em janeiro na comparação com dezembro de 2014, o valor da conta foi 16,2% maior. A empresa pagou R$ 1.078,00 em dezembro contra R$ 1.253,00 em janeiro. O incremento no valor é o resultado do reajuste médio de 23,51%, anunciado em dezembro pela CEEE e aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

Como a situação dos reservatórios do Sudeste continua grave e existe a necessidade de acionamento das termoelétricas, a situação tende a piorar. A notícia preocupa os proprietários do minimercado, Leandro e Lisandro Pellenz, que estão com planos de instalar aparelhos de ar-condicionado na loja. Hoje, os culpados pelo “susto” na conta de luz seriam os oito balcões e refrigeradores, mais um forno elétrico usado para assar pães. “À noite, passamos os produtos de um balcão para outro para podermos desligar pelo menos um deles”, diz Leandro.

No bairro Boa Vista, Gislaine Nunes Fagundes também sente o impacto do aumento e dos tributos embutidos no boleto. Em dezembro de 2014 ela pagou R$ 160,57 de energia. Um mês depois, o valor chegou a R$ 321,33. A explicação estaria no consumo. Em dezembro, ela usou 360 quilowatt-hora (kWh) e, em janeiro, 604 kWh. Gislaine estranha o tamanho da diferença de um mês para outro. “Não mudamos a nossa rotina em casa. Usamos os mesmos aparelhos de sempre. Se continuar assim, estou esperando uma conta de R$ 500 em março”, reclama. Dos R$ 321,33 gastos em janeiro, R$ 90,19 se referem a tributos.

O proprietário de uma fábrica de confecção de uniformes, na zona Norte de Porto Alegre, Roberto Garcia, diz que a luz, isoladamente, não atrapalha tanto nas finanças da empresa. “O problema maior é o bolo todo de carga tributária que os empreendedores têm que bancar”, diz. A empresa emprega 50 funcionários e mantém todo tipo de maquinário funcionando em dois turnos. Em novembro de 2014, a fábrica consumiu 2.391 kWh e pagou R$ 1.022,59. Em fevereiro, apesar do consumo ter diminuído 24,2% (1.810 kWh), o valor da conta foi maior: R$ 1.058,46. “Está muito pesado para o empresário suportar isto.”

Estado importa mais de 65% de energia 

O RS importa 65% da energia que consome. Este número indica que, se não encontrar alternativas para fomentar a geração, o Estado continuará reforçando a ineficiência energética. Mais de 1 mil megawatts teriam condições de ser implantados no RS por meio das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), mas 125 projetos esperam liberação de licenças na Fepam. Enquanto isso, o país teve que importar em fevereiro 160 MW da Argentina para dar conta da demanda. “Empreendedores desistiram de outros 100 projetos diante da burocracia para a concretização”, diz o presidente da Associação Gaúcha de Fomento às PCHs, Luís Antônio Leão.

As estratégias para conter a crise de energia e a elevação das tarifas foram temas de reunião da Fiergs no dia 12. Para o presidente da entidade, Heitor José Müller, é “lamentável” que a situação vivida no país reduza a competitividade, assim como a atratividade de investimentos do exterior e reflita na geração de empregos. Segundo o coordenador do grupo de energia no Conselho de Infraestrutura (Coinfra) na Fiergs, Edilson Deitos, somente em projetos de energia hidráulica e eólica estão represados em torno de R$ 20 bilhões em investimentos no RS. A secretária estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, informou que são 13 mil processos de toda a ordem estocados hoje na Fepam. Segundo ela, apesar de o governo estar empenhado em buscar alternativas para agilizar a análise de documentos, os métodos não mudarão em curto prazo. “A gente não consegue fazer nada no canetaço, por isso peço paciência de todos”, argumenta.

O secretário estadual de Minas e Energia, Lucas Redecker, disse que o governo irá elaborar, até o início de 2016, um plano energético do RS. O instrumento apontará as carências de cada região e as necessidades de incremento de energia, seja na área hidrelétrica, do carvão mineral, fotovoltaica e outras. 

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Apesar de as estimativas serem ainda mais pessimistas, o Ministério de Minas e Energia informou no início de fevereiro que a média de reajuste nas contas de luz chegará a 40% este ano. O custo da energia, que já impacta no orçamento das famílias e empresas gaúchas, tem feito muitas pessoas se debruçarem sobre os boletos de pagamento e acharem meios para reduzir o consumo. 

Em um minimercado localizado no bairro Floresta, em Porto Alegre, apesar de ter consumido 5% menos energia em janeiro na comparação com dezembro de 2014, o valor da conta foi 16,2% maior. A empresa pagou R$ 1.078,00 em dezembro contra R$ 1.253,00 em janeiro. O incremento no valor é o resultado do reajuste médio de 23,51%, anunciado em dezembro pela CEEE e aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

Como a situação dos reservatórios do Sudeste continua grave e existe a necessidade de acionamento das termoelétricas, a situação tende a piorar. A notícia preocupa os proprietários do minimercado, Leandro e Lisandro Pellenz, que estão com planos de instalar aparelhos de ar-condicionado na loja. Hoje, os culpados pelo “susto” na conta de luz seriam os oito balcões e refrigeradores, mais um forno elétrico usado para assar pães. “À noite, passamos os produtos de um balcão para outro para podermos desligar pelo menos um deles”, diz Leandro.

No bairro Boa Vista, Gislaine Nunes Fagundes também sente o impacto do aumento e dos tributos embutidos no boleto. Em dezembro de 2014 ela pagou R$ 160,57 de energia. Um mês depois, o valor chegou a R$ 321,33. A explicação estaria no consumo. Em dezembro, ela usou 360 quilowatt-hora (kWh) e, em janeiro, 604 kWh. Gislaine estranha o tamanho da diferença de um mês para outro. “Não mudamos a nossa rotina em casa. Usamos os mesmos aparelhos de sempre. Se continuar assim, estou esperando uma conta de R$ 500 em março”, reclama. Dos R$ 321,33 gastos em janeiro, R$ 90,19 se referem a tributos.

O proprietário de uma fábrica de confecção de uniformes, na zona Norte de Porto Alegre, Roberto Garcia, diz que a luz, isoladamente, não atrapalha tanto nas finanças da empresa. “O problema maior é o bolo todo de carga tributária que os empreendedores têm que bancar”, diz. A empresa emprega 50 funcionários e mantém todo tipo de maquinário funcionando em dois turnos. Em novembro de 2014, a fábrica consumiu 2.391 kWh e pagou R$ 1.022,59. Em fevereiro, apesar do consumo ter diminuído 24,2% (1.810 kWh), o valor da conta foi maior: R$ 1.058,46. “Está muito pesado para o empresário suportar isto.”

Estado importa mais de 65% de energia 

O RS importa 65% da energia que consome. Este número indica que, se não encontrar alternativas para fomentar a geração, o Estado continuará reforçando a ineficiência energética. Mais de 1 mil megawatts teriam condições de ser implantados no RS por meio das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), mas 125 projetos esperam liberação de licenças na Fepam. Enquanto isso, o país teve que importar em fevereiro 160 MW da Argentina para dar conta da demanda. “Empreendedores desistiram de outros 100 projetos diante da burocracia para a concretização”, diz o presidente da Associação Gaúcha de Fomento às PCHs, Luís Antônio Leão.

As estratégias para conter a crise de energia e a elevação das tarifas foram temas de reunião da Fiergs no dia 12. Para o presidente da entidade, Heitor José Müller, é “lamentável” que a situação vivida no país reduza a competitividade, assim como a atratividade de investimentos do exterior e reflita na geração de empregos. Segundo o coordenador do grupo de energia no Conselho de Infraestrutura (Coinfra) na Fiergs, Edilson Deitos, somente em projetos de energia hidráulica e eólica estão represados em torno de R$ 20 bilhões em investimentos no RS. A secretária estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, informou que são 13 mil processos de toda a ordem estocados hoje na Fepam. Segundo ela, apesar de o governo estar empenhado em buscar alternativas para agilizar a análise de documentos, os métodos não mudarão em curto prazo. “A gente não consegue fazer nada no canetaço, por isso peço paciência de todos”, argumenta.

O secretário estadual de Minas e Energia, Lucas Redecker, disse que o governo irá elaborar, até o início de 2016, um plano energético do RS. O instrumento apontará as carências de cada região e as necessidades de incremento de energia, seja na área hidrelétrica, do carvão mineral, fotovoltaica e outras. 

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Alta da energia força procura por soluções

24/02/2015

Cíntia Marchi

Apesar de as estimativas serem ainda mais pessimistas, o Ministério de Minas e Energia informou no início de fevereiro que a média de reajuste nas contas de luz chegará a 40% este ano. O custo da energia, que já impacta no orçamento das famílias e empresas gaúchas, tem feito muitas pessoas se debruçarem sobre os boletos de pagamento e acharem meios para reduzir o consumo. 

Em um minimercado localizado no bairro Floresta, em Porto Alegre, apesar de ter consumido 5% menos energia em janeiro na comparação com dezembro de 2014, o valor da conta foi 16,2% maior. A empresa pagou R$ 1.078,00 em dezembro contra R$ 1.253,00 em janeiro. O incremento no valor é o resultado do reajuste médio de 23,51%, anunciado em dezembro pela CEEE e aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

Como a situação dos reservatórios do Sudeste continua grave e existe a necessidade de acionamento das termoelétricas, a situação tende a piorar. A notícia preocupa os proprietários do minimercado, Leandro e Lisandro Pellenz, que estão com planos de instalar aparelhos de ar-condicionado na loja. Hoje, os culpados pelo “susto” na conta de luz seriam os oito balcões e refrigeradores, mais um forno elétrico usado para assar pães. “À noite, passamos os produtos de um balcão para outro para podermos desligar pelo menos um deles”, diz Leandro.

No bairro Boa Vista, Gislaine Nunes Fagundes também sente o impacto do aumento e dos tributos embutidos no boleto. Em dezembro de 2014 ela pagou R$ 160,57 de energia. Um mês depois, o valor chegou a R$ 321,33. A explicação estaria no consumo. Em dezembro, ela usou 360 quilowatt-hora (kWh) e, em janeiro, 604 kWh. Gislaine estranha o tamanho da diferença de um mês para outro. “Não mudamos a nossa rotina em casa. Usamos os mesmos aparelhos de sempre. Se continuar assim, estou esperando uma conta de R$ 500 em março”, reclama. Dos R$ 321,33 gastos em janeiro, R$ 90,19 se referem a tributos.

O proprietário de uma fábrica de confecção de uniformes, na zona Norte de Porto Alegre, Roberto Garcia, diz que a luz, isoladamente, não atrapalha tanto nas finanças da empresa. “O problema maior é o bolo todo de carga tributária que os empreendedores têm que bancar”, diz. A empresa emprega 50 funcionários e mantém todo tipo de maquinário funcionando em dois turnos. Em novembro de 2014, a fábrica consumiu 2.391 kWh e pagou R$ 1.022,59. Em fevereiro, apesar do consumo ter diminuído 24,2% (1.810 kWh), o valor da conta foi maior: R$ 1.058,46. “Está muito pesado para o empresário suportar isto.”

Estado importa mais de 65% de energia 

O RS importa 65% da energia que consome. Este número indica que, se não encontrar alternativas para fomentar a geração, o Estado continuará reforçando a ineficiência energética. Mais de 1 mil megawatts teriam condições de ser implantados no RS por meio das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), mas 125 projetos esperam liberação de licenças na Fepam. Enquanto isso, o país teve que importar em fevereiro 160 MW da Argentina para dar conta da demanda. “Empreendedores desistiram de outros 100 projetos diante da burocracia para a concretização”, diz o presidente da Associação Gaúcha de Fomento às PCHs, Luís Antônio Leão.

As estratégias para conter a crise de energia e a elevação das tarifas foram temas de reunião da Fiergs no dia 12. Para o presidente da entidade, Heitor José Müller, é “lamentável” que a situação vivida no país reduza a competitividade, assim como a atratividade de investimentos do exterior e reflita na geração de empregos. Segundo o coordenador do grupo de energia no Conselho de Infraestrutura (Coinfra) na Fiergs, Edilson Deitos, somente em projetos de energia hidráulica e eólica estão represados em torno de R$ 20 bilhões em investimentos no RS. A secretária estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, informou que são 13 mil processos de toda a ordem estocados hoje na Fepam. Segundo ela, apesar de o governo estar empenhado em buscar alternativas para agilizar a análise de documentos, os métodos não mudarão em curto prazo. “A gente não consegue fazer nada no canetaço, por isso peço paciência de todos”, argumenta.

O secretário estadual de Minas e Energia, Lucas Redecker, disse que o governo irá elaborar, até o início de 2016, um plano energético do RS. O instrumento apontará as carências de cada região e as necessidades de incremento de energia, seja na área hidrelétrica, do carvão mineral, fotovoltaica e outras. 

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