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A última Conferência do Clima - COP20 demonstrou a dificuldade, em escala global, de balancearmos o desenvolvimento e as mudanças climáticas. Estamos a mais de vinte anos discutindo um acordo climático vinculante e não conseguimos.  É o desafio que teremos em 2015 para fechar algum acordo em Paris.
Qualquer acordo que não contemple o desenvolvimento e a redução da miséria nos países pobres não vingará. Os países devem ter o direito de usar os seus energéticos de forma a equilibrar o meio ambiente com o desenvolvimento. O papel do carvão no desenvolvimento das sociedades em crescimento é uma das razões de ter sido o combustível que mais cresceu no século XXI alcançando o seu maior nível – 30,1 % na matriz mundial de energia, o nível mais alto desde 1970.  
Com 1,3 bilhões de pessoas sem energia elétrica o mundo precisará de todas as formas de energia disponíveis, principalmente as mais baratas, onde o carvão reina sendo 40 % da energia elétrica mundial. A chave para integrar o desenvolvimento e as mudanças climáticas é   a tecnologia.  O aumento de eficiência das plantas de 33% para 40 % deverá reduzir 2 Gt de CO2 anualmente no mundo, basta criar programas de modernização do parque de usinas térmicas, algo que a China e Alemanha estão fazendo. 
Por outro lado as tecnologias de captura, uso e armazenamento de CO2, estão disponíveis mas precisam ganhar escala para reduzir o seu custo como foi feito com as energias eólica e fotovoltaica. O maior exemplo disso é o Projeto Boundary Dam no Canadá, onde uma usina térmica a carvão de 110MW, está operando desde outubro capturando 90 % do CO2. Todas as tecnologias de baixo carbono, devem ser usadas para atender as metas de redução de emissões. 
Nós não atenderemos a demanda energética, reduziremos a miséria e as emissões sem usar todas as tecnologias disponíveis. Portanto, não devemos demonizar os combustíveis fósseis e nem tentar impedir o seu uso, por conta dos possíveis impactos nas mudanças climáticas. Precisaremos de todas as energias e as renováveis sozinhas – vide a falta de água no Brasil hoje, não garantem a segurança energética e nem energia abaixo custo.
Devemos, outrossim, viabilizar as tecnologias que reduzam as emissões e que sejam de baixo carbono. A dicotomia de fosseis e renováveis está errada e serve somente a “Lobbies” de segmentos industriais e a indústria do CO2.  A taxação e o mercado de carbono servem para o mercado financeiro.  Portanto se somos sérios a respeito das mudanças climáticas, sem artificialismos econômicos, deveremos buscar a participação de todas fontes energéticas, visando chegar a um mundo de baixo carbono no menor prazo possível. 

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A última Conferência do Clima - COP20 demonstrou a dificuldade, em escala global, de balancearmos o desenvolvimento e as mudanças climáticas. Estamos a mais de vinte anos discutindo um acordo climático vinculante e não conseguimos.  É o desafio que teremos em 2015 para fechar algum acordo em Paris.
Qualquer acordo que não contemple o desenvolvimento e a redução da miséria nos países pobres não vingará. Os países devem ter o direito de usar os seus energéticos de forma a equilibrar o meio ambiente com o desenvolvimento. O papel do carvão no desenvolvimento das sociedades em crescimento é uma das razões de ter sido o combustível que mais cresceu no século XXI alcançando o seu maior nível – 30,1 % na matriz mundial de energia, o nível mais alto desde 1970.  
Com 1,3 bilhões de pessoas sem energia elétrica o mundo precisará de todas as formas de energia disponíveis, principalmente as mais baratas, onde o carvão reina sendo 40 % da energia elétrica mundial. A chave para integrar o desenvolvimento e as mudanças climáticas é   a tecnologia.  O aumento de eficiência das plantas de 33% para 40 % deverá reduzir 2 Gt de CO2 anualmente no mundo, basta criar programas de modernização do parque de usinas térmicas, algo que a China e Alemanha estão fazendo. 
Por outro lado as tecnologias de captura, uso e armazenamento de CO2, estão disponíveis mas precisam ganhar escala para reduzir o seu custo como foi feito com as energias eólica e fotovoltaica. O maior exemplo disso é o Projeto Boundary Dam no Canadá, onde uma usina térmica a carvão de 110MW, está operando desde outubro capturando 90 % do CO2. Todas as tecnologias de baixo carbono, devem ser usadas para atender as metas de redução de emissões. 
Nós não atenderemos a demanda energética, reduziremos a miséria e as emissões sem usar todas as tecnologias disponíveis. Portanto, não devemos demonizar os combustíveis fósseis e nem tentar impedir o seu uso, por conta dos possíveis impactos nas mudanças climáticas. Precisaremos de todas as energias e as renováveis sozinhas – vide a falta de água no Brasil hoje, não garantem a segurança energética e nem energia abaixo custo.
Devemos, outrossim, viabilizar as tecnologias que reduzam as emissões e que sejam de baixo carbono. A dicotomia de fosseis e renováveis está errada e serve somente a “Lobbies” de segmentos industriais e a indústria do CO2.  A taxação e o mercado de carbono servem para o mercado financeiro.  Portanto se somos sérios a respeito das mudanças climáticas, sem artificialismos econômicos, deveremos buscar a participação de todas fontes energéticas, visando chegar a um mundo de baixo carbono no menor prazo possível. 

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A Dicotomia Errada

13/02/2015

Fernando Luiz Zancan – Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral

A última Conferência do Clima - COP20 demonstrou a dificuldade, em escala global, de balancearmos o desenvolvimento e as mudanças climáticas. Estamos a mais de vinte anos discutindo um acordo climático vinculante e não conseguimos.  É o desafio que teremos em 2015 para fechar algum acordo em Paris.
Qualquer acordo que não contemple o desenvolvimento e a redução da miséria nos países pobres não vingará. Os países devem ter o direito de usar os seus energéticos de forma a equilibrar o meio ambiente com o desenvolvimento. O papel do carvão no desenvolvimento das sociedades em crescimento é uma das razões de ter sido o combustível que mais cresceu no século XXI alcançando o seu maior nível – 30,1 % na matriz mundial de energia, o nível mais alto desde 1970.  
Com 1,3 bilhões de pessoas sem energia elétrica o mundo precisará de todas as formas de energia disponíveis, principalmente as mais baratas, onde o carvão reina sendo 40 % da energia elétrica mundial. A chave para integrar o desenvolvimento e as mudanças climáticas é   a tecnologia.  O aumento de eficiência das plantas de 33% para 40 % deverá reduzir 2 Gt de CO2 anualmente no mundo, basta criar programas de modernização do parque de usinas térmicas, algo que a China e Alemanha estão fazendo. 
Por outro lado as tecnologias de captura, uso e armazenamento de CO2, estão disponíveis mas precisam ganhar escala para reduzir o seu custo como foi feito com as energias eólica e fotovoltaica. O maior exemplo disso é o Projeto Boundary Dam no Canadá, onde uma usina térmica a carvão de 110MW, está operando desde outubro capturando 90 % do CO2. Todas as tecnologias de baixo carbono, devem ser usadas para atender as metas de redução de emissões. 
Nós não atenderemos a demanda energética, reduziremos a miséria e as emissões sem usar todas as tecnologias disponíveis. Portanto, não devemos demonizar os combustíveis fósseis e nem tentar impedir o seu uso, por conta dos possíveis impactos nas mudanças climáticas. Precisaremos de todas as energias e as renováveis sozinhas – vide a falta de água no Brasil hoje, não garantem a segurança energética e nem energia abaixo custo.
Devemos, outrossim, viabilizar as tecnologias que reduzam as emissões e que sejam de baixo carbono. A dicotomia de fosseis e renováveis está errada e serve somente a “Lobbies” de segmentos industriais e a indústria do CO2.  A taxação e o mercado de carbono servem para o mercado financeiro.  Portanto se somos sérios a respeito das mudanças climáticas, sem artificialismos econômicos, deveremos buscar a participação de todas fontes energéticas, visando chegar a um mundo de baixo carbono no menor prazo possível. 

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