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A tarefa, urgente e necessária, dos ministros Eduardo Braga e Joaquim Levy de ajustar o fluxo financeiro do setor elétrico não será fácil, pois é um setor complexo, com muitas regras, relações cruzadas e um elevado grau de incertezas (dependência de São Pedro). O nó gerado nos últimos anos deve ser desatado rápido e dentro da lógica econômica.

Ao visar o crescimento do Brasil, o setor elétrico é fundamental. Regras claras e estáveis, preços de leilões compatíveis com os custos e remuneração com taxas de retornos corretas para atrair os investimentos necessários para aumentar a geração, a transmissão e a distribuirão de energia elétrica são condições essenciais para atender um crescimento de 4 % a.a na demanda de energia.

A política econômica sinalizada pelo novo Governo Dilma, com a volta da realidade tarifária e o fim da intervenção do Tesouro Nacional, deve começar a recompor o setor.

Dentre as medidas, o pagamento dos débitos de 2014 com ao setor elétrico é o mais urgente. Cadeias de produção, como a dos combustíveis necessários a geração de energia sacrificadas em 2014, precisam recompor seu caixa e com isso reduzir os seus custos. O descompasso do fluxo financeiro no ano passado gerou custos adicionais e insegurança as cadeias produtivas, especialmente aquelas dependentes do aporte de recursos do Tesouro Nacional.

Após quitar, imediatamente as dívidas de 2014, deve-se estabelecer as regras para o curto e médio prazo organizando o fluxo financeiro para dar sustentabilidade econômica ao setor energético, buscando as soluções dentro do próprio setor.

No longo prazo, deve-se buscar a matriz de energética equilibrada, renováveis e térmicas com custo de geração mais barato. A solução passa por usar combustíveis nacionais mais baratos, sem buscar soluções energéticas que venham a sobrecarregar nossa balança de transações correntes, com importações de combustíveis fosseis para geração de energia elétrica (GNL ou carvão). Deve-se buscar a eficiência dos projetos sem que assimetrias tributárias ou subsídios venham a definir os ganhadores de leilões de “emergia nova”.

Como a energia é vital para a competitividade da indústria e de nossos produtos, não devemos agregar custos ao sistema energético brasileiro, a não ser que venham a ser estritamente necessários. Portanto não devemos cair no conto da sereia, que devemos ser ousados ou liderar processos ou negociações ambientais, o pragmatismo deve ser a ideologia, considerando as nossas necessidades e o interesse nacional. Só devemos copiar modelos externos após passar pelo devido escrutínio técnico e econômico. O setor energético deve ter a cara do Brasil.

Assim poderemos, crescer, reduzir as desigualdades sociais e tornar o Brasil um país mais equânime.

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A tarefa, urgente e necessária, dos ministros Eduardo Braga e Joaquim Levy de ajustar o fluxo financeiro do setor elétrico não será fácil, pois é um setor complexo, com muitas regras, relações cruzadas e um elevado grau de incertezas (dependência de São Pedro). O nó gerado nos últimos anos deve ser desatado rápido e dentro da lógica econômica.

Ao visar o crescimento do Brasil, o setor elétrico é fundamental. Regras claras e estáveis, preços de leilões compatíveis com os custos e remuneração com taxas de retornos corretas para atrair os investimentos necessários para aumentar a geração, a transmissão e a distribuirão de energia elétrica são condições essenciais para atender um crescimento de 4 % a.a na demanda de energia.

A política econômica sinalizada pelo novo Governo Dilma, com a volta da realidade tarifária e o fim da intervenção do Tesouro Nacional, deve começar a recompor o setor.

Dentre as medidas, o pagamento dos débitos de 2014 com ao setor elétrico é o mais urgente. Cadeias de produção, como a dos combustíveis necessários a geração de energia sacrificadas em 2014, precisam recompor seu caixa e com isso reduzir os seus custos. O descompasso do fluxo financeiro no ano passado gerou custos adicionais e insegurança as cadeias produtivas, especialmente aquelas dependentes do aporte de recursos do Tesouro Nacional.

Após quitar, imediatamente as dívidas de 2014, deve-se estabelecer as regras para o curto e médio prazo organizando o fluxo financeiro para dar sustentabilidade econômica ao setor energético, buscando as soluções dentro do próprio setor.

No longo prazo, deve-se buscar a matriz de energética equilibrada, renováveis e térmicas com custo de geração mais barato. A solução passa por usar combustíveis nacionais mais baratos, sem buscar soluções energéticas que venham a sobrecarregar nossa balança de transações correntes, com importações de combustíveis fosseis para geração de energia elétrica (GNL ou carvão). Deve-se buscar a eficiência dos projetos sem que assimetrias tributárias ou subsídios venham a definir os ganhadores de leilões de “emergia nova”.

Como a energia é vital para a competitividade da indústria e de nossos produtos, não devemos agregar custos ao sistema energético brasileiro, a não ser que venham a ser estritamente necessários. Portanto não devemos cair no conto da sereia, que devemos ser ousados ou liderar processos ou negociações ambientais, o pragmatismo deve ser a ideologia, considerando as nossas necessidades e o interesse nacional. Só devemos copiar modelos externos após passar pelo devido escrutínio técnico e econômico. O setor energético deve ter a cara do Brasil.

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A energia dos ministros

13/01/2015

Fernando L. Zancan

A tarefa, urgente e necessária, dos ministros Eduardo Braga e Joaquim Levy de ajustar o fluxo financeiro do setor elétrico não será fácil, pois é um setor complexo, com muitas regras, relações cruzadas e um elevado grau de incertezas (dependência de São Pedro). O nó gerado nos últimos anos deve ser desatado rápido e dentro da lógica econômica.

Ao visar o crescimento do Brasil, o setor elétrico é fundamental. Regras claras e estáveis, preços de leilões compatíveis com os custos e remuneração com taxas de retornos corretas para atrair os investimentos necessários para aumentar a geração, a transmissão e a distribuirão de energia elétrica são condições essenciais para atender um crescimento de 4 % a.a na demanda de energia.

A política econômica sinalizada pelo novo Governo Dilma, com a volta da realidade tarifária e o fim da intervenção do Tesouro Nacional, deve começar a recompor o setor.

Dentre as medidas, o pagamento dos débitos de 2014 com ao setor elétrico é o mais urgente. Cadeias de produção, como a dos combustíveis necessários a geração de energia sacrificadas em 2014, precisam recompor seu caixa e com isso reduzir os seus custos. O descompasso do fluxo financeiro no ano passado gerou custos adicionais e insegurança as cadeias produtivas, especialmente aquelas dependentes do aporte de recursos do Tesouro Nacional.

Após quitar, imediatamente as dívidas de 2014, deve-se estabelecer as regras para o curto e médio prazo organizando o fluxo financeiro para dar sustentabilidade econômica ao setor energético, buscando as soluções dentro do próprio setor.

No longo prazo, deve-se buscar a matriz de energética equilibrada, renováveis e térmicas com custo de geração mais barato. A solução passa por usar combustíveis nacionais mais baratos, sem buscar soluções energéticas que venham a sobrecarregar nossa balança de transações correntes, com importações de combustíveis fosseis para geração de energia elétrica (GNL ou carvão). Deve-se buscar a eficiência dos projetos sem que assimetrias tributárias ou subsídios venham a definir os ganhadores de leilões de “emergia nova”.

Como a energia é vital para a competitividade da indústria e de nossos produtos, não devemos agregar custos ao sistema energético brasileiro, a não ser que venham a ser estritamente necessários. Portanto não devemos cair no conto da sereia, que devemos ser ousados ou liderar processos ou negociações ambientais, o pragmatismo deve ser a ideologia, considerando as nossas necessidades e o interesse nacional. Só devemos copiar modelos externos após passar pelo devido escrutínio técnico e econômico. O setor energético deve ter a cara do Brasil.

Assim poderemos, crescer, reduzir as desigualdades sociais e tornar o Brasil um país mais equânime.

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