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Maior mineradora privada de carvão do país, a gaúcha Copelmi prepara-se para iniciar um forte ciclo de expansão a partir da reinserção do combustível nos leilões de energia promovidos pelo governo federal e do desenvolvimento de um projeto de gaseificação do material em parceria com a coreana Posco. A estimativa da empresa, fundada em 1945 com a fusão de pequenas companhias do setor no Rio Grande do Sul, é de um potencial de faturamento em torno de R$ 1 bilhão em 2020, o equivalente a quatro vezes a receita bruta prevista para este ano.

Até lá, a Copelmi investirá cerca de R$ 400 milhões na abertura de mais duas minas a céu aberto, com profundidades entre 15 e 90 metros, para abastecer os novos empreendimentos, explica o diretor de desenvolvimento de novos negócios Roberto Faria. Segundo ele, os aportes serão diluídos ao longo de dois anos e meio, até o fim de 2019, e incluem desde a aquisição de equipamentos até a montagem da infraestrutura operacional nas áreas de mineração.

“Somos sempre os últimos a ser convidados para a festa devido ao estigma provocado pelas usinas térmicas a carvão construídas antes das legislações ambientais mais rigorosas, que têm cerca de 25 anos”, diz o diretor. Mas agora ele acredita que chegou a hora do combustível na matriz energética brasileira, pois as opções de geração hídrica estão se esgotando e alternativas renováveis como a solar e a eólica são muito caras ou não oferecem garantia de suprimento ininterrupto.

“Não podemos abrir mão deste recurso energético porque o carvão passou a ser uma alternativa segura, barata e garantida, inclusive para operar na base do sistema e preservar os reservatórios das hidrelétricas”, entende Faria. Segundo ele, o mineral é “competitivo” em relação a outras fontes fósseis como gás e óleo combustível, especialmente quando a usina fica a até 200 quilômetros da mina, e a concentração das reservas nos três Estados da região Sul favorece o aproveitamento local do insumo.

Conforme o Balanço Energético Nacional do Ministério das Minas e Energia, o Brasil dispõe de 32,2 bilhões de toneladas de carvão mineral em reservas medidas, indicadas e inferidas, mas o insumo gerou apenas 2,6% da energia produzida no país em 2013. Só a Copelmi possui recursos geológicos de 4,3 bilhões de toneladas em seis áreas no Rio Grande do Sul, sendo que cerca de 2 bilhões de toneladas correspondem a reservas com viabilidade econômica de extração.

“E na medida em que as tecnologias [de exploração] de desenvolvem, as reservas viáveis aumentam”, afirma Faria. Segundo ele, uma termelétrica de 340 megawatts (MW) de potência consome 2 milhões de toneladas de carvão bruto (ROM, ou “Run Of Mine, na sigla em inglês) por ano, em média. Isto significa que os estoques aproveitáveis atuais da Copelmi seriam suficientes, no limite, para abastecer uma usina dessas dimensões por cerca de mil anos.

Atualmente, a empresa minera 3 milhões de toneladas brutas por ano em duas minas a céu aberto nos municípios de Butiá e Arroio dos Ratos, na região conhecida como “baixo Jacuí”, e vende 1,6 milhão de toneladas, sendo 30% para geração de energia nas térmicas Charqueadas (RS) e Jorge Lacerda (SC), ambas da Tractebel. Os 70% restantes são beneficiados e destinam-se a clientes industriais como Braskem, CMPC Celulose Riograndense, Gerdau e InterCement, que utilizam o insumo na geração de calor.

Mas com os projetos já encaminhados e os negócios potenciais para os próximos anos, Faria acredita que a produção pode alcançar entre 13 milhões e 15 milhões de toneladas brutas anuais em 2020. O primeiro novo contrato, já assinado, prevê o fornecimento de 2 milhões de toneladas por ano a partir de janeiro de 2019 também para a Tractebel, que habilitou a térmica Pampa Sul no leilão de energia A-5 realizado em novembro. A usina receberá investimento de R$ 2,1 bilhões e terá 340 MW de potência no município de Candiota, no sul do Estado.

A termelétrica, que já tem projetada para o futuro uma segunda unidade de geração de 340 MW, será abastecida pela mina do Seival, no mesmo município. A área pertence à Copelmi, com 70% de participação, e por enquanto está paralisada. Os 30% restantes são da Eneva, sucessora da antiga MPX, que também já havia adquirido o projeto da térmica de Seival, desenvolvido pela própria mineradora nos anos 1990 para operar em Candiota. “Trabalhamos há 20 anos para criar mercado para esta mina”, lembra Faria.

Conforme o diretor, o projeto já tem licença ambiental, outorga para uso de água e contempla a construção de uma usina de 600 MW, o que representa uma demanda de quase 4 milhões de toneladas anuais de carvão. Para sair do papel, o empreendimento de US$ 1,5 bilhão precisa vender a energia nos próximos leilões do governo, mas Faria está otimista depois que a Empresa de Planejamento Energético (EPE) sinalizou, em maio passado, a possibilidade de leiloar 7,5 mil MW a carvão e gás natural até 2018.

O desenvolvimento de projetos de geração para estimular o consumo de carvão não é novidade para a Copelmi. No início dos anos 1960, a empresa construiu uma térmica de 72 MW em Charqueadas para absorver o minério produzido no subsolo no mesmo município, em uma mina hoje desativada. Com o golpe militar de 1964 ela foi estatizada, mas depois foi adquirida pela Tractebel no programa de privatização do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e hoje á abastecida pelas outras operações da mineradora.

Agora o modelo foi replicado para a área de produção de gás natural sintético (GNS), ou “gás de síntese”. O projeto, em parceria com a Posco, prevê uma unidade de gaseificação do carvão a ser extraído da mina Guaíba, que está paralisada mas possui 200 milhões de toneladas de reservas certificadas entre os municípios de Charqueadas e Eldorado do Sul. A produção estimada é de 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia a partir do processamento de 3,5 milhões de toneladas de carvão por ano, que serão injetados na rede da distribuidora Sulgás.

A usina de gaseificação exigirá investimentos de US$ 1,8 bilhão para começar a operar entre o fim de 2019 e o início de 2020. A Posco será responsável pela construção da planta e terá 30% do negócio. A Copelmi ficará com os 70% restantes, mas pretende vender uma parcela significativa da participação a terceiros. A prospecção dos investidores começará no fim do primeiro semestre de 2015 e, conforme Faria, a mineradora tem mais 500 milhões de toneladas em recursos passíveis de exploração na região para, numa segunda etapa, produzir químicos básicos como metanol e nafta destinados ao polo petroquímico no município vizinho de Triunfo.

Fonte: Valor Econômico

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Maior mineradora privada de carvão do país, a gaúcha Copelmi prepara-se para iniciar um forte ciclo de expansão a partir da reinserção do combustível nos leilões de energia promovidos pelo governo federal e do desenvolvimento de um projeto de gaseificação do material em parceria com a coreana Posco. A estimativa da empresa, fundada em 1945 com a fusão de pequenas companhias do setor no Rio Grande do Sul, é de um potencial de faturamento em torno de R$ 1 bilhão em 2020, o equivalente a quatro vezes a receita bruta prevista para este ano.

Até lá, a Copelmi investirá cerca de R$ 400 milhões na abertura de mais duas minas a céu aberto, com profundidades entre 15 e 90 metros, para abastecer os novos empreendimentos, explica o diretor de desenvolvimento de novos negócios Roberto Faria. Segundo ele, os aportes serão diluídos ao longo de dois anos e meio, até o fim de 2019, e incluem desde a aquisição de equipamentos até a montagem da infraestrutura operacional nas áreas de mineração.

“Somos sempre os últimos a ser convidados para a festa devido ao estigma provocado pelas usinas térmicas a carvão construídas antes das legislações ambientais mais rigorosas, que têm cerca de 25 anos”, diz o diretor. Mas agora ele acredita que chegou a hora do combustível na matriz energética brasileira, pois as opções de geração hídrica estão se esgotando e alternativas renováveis como a solar e a eólica são muito caras ou não oferecem garantia de suprimento ininterrupto.

“Não podemos abrir mão deste recurso energético porque o carvão passou a ser uma alternativa segura, barata e garantida, inclusive para operar na base do sistema e preservar os reservatórios das hidrelétricas”, entende Faria. Segundo ele, o mineral é “competitivo” em relação a outras fontes fósseis como gás e óleo combustível, especialmente quando a usina fica a até 200 quilômetros da mina, e a concentração das reservas nos três Estados da região Sul favorece o aproveitamento local do insumo.

Conforme o Balanço Energético Nacional do Ministério das Minas e Energia, o Brasil dispõe de 32,2 bilhões de toneladas de carvão mineral em reservas medidas, indicadas e inferidas, mas o insumo gerou apenas 2,6% da energia produzida no país em 2013. Só a Copelmi possui recursos geológicos de 4,3 bilhões de toneladas em seis áreas no Rio Grande do Sul, sendo que cerca de 2 bilhões de toneladas correspondem a reservas com viabilidade econômica de extração.

“E na medida em que as tecnologias [de exploração] de desenvolvem, as reservas viáveis aumentam”, afirma Faria. Segundo ele, uma termelétrica de 340 megawatts (MW) de potência consome 2 milhões de toneladas de carvão bruto (ROM, ou “Run Of Mine, na sigla em inglês) por ano, em média. Isto significa que os estoques aproveitáveis atuais da Copelmi seriam suficientes, no limite, para abastecer uma usina dessas dimensões por cerca de mil anos.

Atualmente, a empresa minera 3 milhões de toneladas brutas por ano em duas minas a céu aberto nos municípios de Butiá e Arroio dos Ratos, na região conhecida como “baixo Jacuí”, e vende 1,6 milhão de toneladas, sendo 30% para geração de energia nas térmicas Charqueadas (RS) e Jorge Lacerda (SC), ambas da Tractebel. Os 70% restantes são beneficiados e destinam-se a clientes industriais como Braskem, CMPC Celulose Riograndense, Gerdau e InterCement, que utilizam o insumo na geração de calor.

Mas com os projetos já encaminhados e os negócios potenciais para os próximos anos, Faria acredita que a produção pode alcançar entre 13 milhões e 15 milhões de toneladas brutas anuais em 2020. O primeiro novo contrato, já assinado, prevê o fornecimento de 2 milhões de toneladas por ano a partir de janeiro de 2019 também para a Tractebel, que habilitou a térmica Pampa Sul no leilão de energia A-5 realizado em novembro. A usina receberá investimento de R$ 2,1 bilhões e terá 340 MW de potência no município de Candiota, no sul do Estado.

A termelétrica, que já tem projetada para o futuro uma segunda unidade de geração de 340 MW, será abastecida pela mina do Seival, no mesmo município. A área pertence à Copelmi, com 70% de participação, e por enquanto está paralisada. Os 30% restantes são da Eneva, sucessora da antiga MPX, que também já havia adquirido o projeto da térmica de Seival, desenvolvido pela própria mineradora nos anos 1990 para operar em Candiota. “Trabalhamos há 20 anos para criar mercado para esta mina”, lembra Faria.

Conforme o diretor, o projeto já tem licença ambiental, outorga para uso de água e contempla a construção de uma usina de 600 MW, o que representa uma demanda de quase 4 milhões de toneladas anuais de carvão. Para sair do papel, o empreendimento de US$ 1,5 bilhão precisa vender a energia nos próximos leilões do governo, mas Faria está otimista depois que a Empresa de Planejamento Energético (EPE) sinalizou, em maio passado, a possibilidade de leiloar 7,5 mil MW a carvão e gás natural até 2018.

O desenvolvimento de projetos de geração para estimular o consumo de carvão não é novidade para a Copelmi. No início dos anos 1960, a empresa construiu uma térmica de 72 MW em Charqueadas para absorver o minério produzido no subsolo no mesmo município, em uma mina hoje desativada. Com o golpe militar de 1964 ela foi estatizada, mas depois foi adquirida pela Tractebel no programa de privatização do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e hoje á abastecida pelas outras operações da mineradora.

Agora o modelo foi replicado para a área de produção de gás natural sintético (GNS), ou “gás de síntese”. O projeto, em parceria com a Posco, prevê uma unidade de gaseificação do carvão a ser extraído da mina Guaíba, que está paralisada mas possui 200 milhões de toneladas de reservas certificadas entre os municípios de Charqueadas e Eldorado do Sul. A produção estimada é de 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia a partir do processamento de 3,5 milhões de toneladas de carvão por ano, que serão injetados na rede da distribuidora Sulgás.

A usina de gaseificação exigirá investimentos de US$ 1,8 bilhão para começar a operar entre o fim de 2019 e o início de 2020. A Posco será responsável pela construção da planta e terá 30% do negócio. A Copelmi ficará com os 70% restantes, mas pretende vender uma parcela significativa da participação a terceiros. A prospecção dos investidores começará no fim do primeiro semestre de 2015 e, conforme Faria, a mineradora tem mais 500 milhões de toneladas em recursos passíveis de exploração na região para, numa segunda etapa, produzir químicos básicos como metanol e nafta destinados ao polo petroquímico no município vizinho de Triunfo.

Fonte: Valor Econômico

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Copelmi prevê investimentos de R$ 400 milhões em duas minas

05/01/2015

Marcelo Villela

Maior mineradora privada de carvão do país, a gaúcha Copelmi prepara-se para iniciar um forte ciclo de expansão a partir da reinserção do combustível nos leilões de energia promovidos pelo governo federal e do desenvolvimento de um projeto de gaseificação do material em parceria com a coreana Posco. A estimativa da empresa, fundada em 1945 com a fusão de pequenas companhias do setor no Rio Grande do Sul, é de um potencial de faturamento em torno de R$ 1 bilhão em 2020, o equivalente a quatro vezes a receita bruta prevista para este ano.

Até lá, a Copelmi investirá cerca de R$ 400 milhões na abertura de mais duas minas a céu aberto, com profundidades entre 15 e 90 metros, para abastecer os novos empreendimentos, explica o diretor de desenvolvimento de novos negócios Roberto Faria. Segundo ele, os aportes serão diluídos ao longo de dois anos e meio, até o fim de 2019, e incluem desde a aquisição de equipamentos até a montagem da infraestrutura operacional nas áreas de mineração.

“Somos sempre os últimos a ser convidados para a festa devido ao estigma provocado pelas usinas térmicas a carvão construídas antes das legislações ambientais mais rigorosas, que têm cerca de 25 anos”, diz o diretor. Mas agora ele acredita que chegou a hora do combustível na matriz energética brasileira, pois as opções de geração hídrica estão se esgotando e alternativas renováveis como a solar e a eólica são muito caras ou não oferecem garantia de suprimento ininterrupto.

“Não podemos abrir mão deste recurso energético porque o carvão passou a ser uma alternativa segura, barata e garantida, inclusive para operar na base do sistema e preservar os reservatórios das hidrelétricas”, entende Faria. Segundo ele, o mineral é “competitivo” em relação a outras fontes fósseis como gás e óleo combustível, especialmente quando a usina fica a até 200 quilômetros da mina, e a concentração das reservas nos três Estados da região Sul favorece o aproveitamento local do insumo.

Conforme o Balanço Energético Nacional do Ministério das Minas e Energia, o Brasil dispõe de 32,2 bilhões de toneladas de carvão mineral em reservas medidas, indicadas e inferidas, mas o insumo gerou apenas 2,6% da energia produzida no país em 2013. Só a Copelmi possui recursos geológicos de 4,3 bilhões de toneladas em seis áreas no Rio Grande do Sul, sendo que cerca de 2 bilhões de toneladas correspondem a reservas com viabilidade econômica de extração.

“E na medida em que as tecnologias [de exploração] de desenvolvem, as reservas viáveis aumentam”, afirma Faria. Segundo ele, uma termelétrica de 340 megawatts (MW) de potência consome 2 milhões de toneladas de carvão bruto (ROM, ou “Run Of Mine, na sigla em inglês) por ano, em média. Isto significa que os estoques aproveitáveis atuais da Copelmi seriam suficientes, no limite, para abastecer uma usina dessas dimensões por cerca de mil anos.

Atualmente, a empresa minera 3 milhões de toneladas brutas por ano em duas minas a céu aberto nos municípios de Butiá e Arroio dos Ratos, na região conhecida como “baixo Jacuí”, e vende 1,6 milhão de toneladas, sendo 30% para geração de energia nas térmicas Charqueadas (RS) e Jorge Lacerda (SC), ambas da Tractebel. Os 70% restantes são beneficiados e destinam-se a clientes industriais como Braskem, CMPC Celulose Riograndense, Gerdau e InterCement, que utilizam o insumo na geração de calor.

Mas com os projetos já encaminhados e os negócios potenciais para os próximos anos, Faria acredita que a produção pode alcançar entre 13 milhões e 15 milhões de toneladas brutas anuais em 2020. O primeiro novo contrato, já assinado, prevê o fornecimento de 2 milhões de toneladas por ano a partir de janeiro de 2019 também para a Tractebel, que habilitou a térmica Pampa Sul no leilão de energia A-5 realizado em novembro. A usina receberá investimento de R$ 2,1 bilhões e terá 340 MW de potência no município de Candiota, no sul do Estado.

A termelétrica, que já tem projetada para o futuro uma segunda unidade de geração de 340 MW, será abastecida pela mina do Seival, no mesmo município. A área pertence à Copelmi, com 70% de participação, e por enquanto está paralisada. Os 30% restantes são da Eneva, sucessora da antiga MPX, que também já havia adquirido o projeto da térmica de Seival, desenvolvido pela própria mineradora nos anos 1990 para operar em Candiota. “Trabalhamos há 20 anos para criar mercado para esta mina”, lembra Faria.

Conforme o diretor, o projeto já tem licença ambiental, outorga para uso de água e contempla a construção de uma usina de 600 MW, o que representa uma demanda de quase 4 milhões de toneladas anuais de carvão. Para sair do papel, o empreendimento de US$ 1,5 bilhão precisa vender a energia nos próximos leilões do governo, mas Faria está otimista depois que a Empresa de Planejamento Energético (EPE) sinalizou, em maio passado, a possibilidade de leiloar 7,5 mil MW a carvão e gás natural até 2018.

O desenvolvimento de projetos de geração para estimular o consumo de carvão não é novidade para a Copelmi. No início dos anos 1960, a empresa construiu uma térmica de 72 MW em Charqueadas para absorver o minério produzido no subsolo no mesmo município, em uma mina hoje desativada. Com o golpe militar de 1964 ela foi estatizada, mas depois foi adquirida pela Tractebel no programa de privatização do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e hoje á abastecida pelas outras operações da mineradora.

Agora o modelo foi replicado para a área de produção de gás natural sintético (GNS), ou “gás de síntese”. O projeto, em parceria com a Posco, prevê uma unidade de gaseificação do carvão a ser extraído da mina Guaíba, que está paralisada mas possui 200 milhões de toneladas de reservas certificadas entre os municípios de Charqueadas e Eldorado do Sul. A produção estimada é de 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia a partir do processamento de 3,5 milhões de toneladas de carvão por ano, que serão injetados na rede da distribuidora Sulgás.

A usina de gaseificação exigirá investimentos de US$ 1,8 bilhão para começar a operar entre o fim de 2019 e o início de 2020. A Posco será responsável pela construção da planta e terá 30% do negócio. A Copelmi ficará com os 70% restantes, mas pretende vender uma parcela significativa da participação a terceiros. A prospecção dos investidores começará no fim do primeiro semestre de 2015 e, conforme Faria, a mineradora tem mais 500 milhões de toneladas em recursos passíveis de exploração na região para, numa segunda etapa, produzir químicos básicos como metanol e nafta destinados ao polo petroquímico no município vizinho de Triunfo.

Fonte: Valor Econômico

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