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“Não há nenhuma razão para as pessoas da Europa passarem frio nesse inverno”. Essa foi a frase do presidente da Comissão Europeia, Sr. José Manuel Barroso, depois da Ucrânia assinar um acordo entre a Gazprom (empresa estatal russa) e a Ucrânia, no dia 31 de outubro de 2014 para assegurar o fornecimento de gás russo para o abastecimento do inverno ucraniano.

Esse acordo foi firmado após a Comunidade Comum Europeia garantir o pagamento de 4,6 bilhões de dólares que a Ucrânia deverá fazer até março do ano que vem para pagar o gás que vem da Rússia.  Hoje, cerca de 60% do gás russo que é importado pela Europa passa pela Ucrânia, que encontra-se em meio a um conflito de difícil solução. Talvez esse acordo seja o ponto de alívio das tensões nesse país dividido entre fazer acordos comerciais com os blocos econômico europeu e russo.

A segurança energética é sempre um fator determinante na geopolítica mundial e em políticas públicas – incentivo as energias renováveis (caso da Europa), - interferência nos conflitos do oriente médio (caso USA).

No Brasil, também temos nossas mazelas quanto à segurança energética. Estamos entrando no “período úmido” com um dos piores índices de armazenamento dos reservatórios dos últimos 20 anos.

Graças ao parque térmico que temos (talvez não seja o ótimo, visto o alto custo das térmicas a óleo) estamos passando o ano de 2014 sem ter problemas de suprimento de energia elétrica. Esperamos que o período úmido, que vai de novembro a abril de 2015, traga as chuvas necessárias para regularizar os reservatórios do Sudeste, que são fundamentais para não racionar energia em 2015.

Ao longo dos dois últimos anos, com as poucas chuvas, ficou evidente o papel de segurança energética que as usinas térmicas têm no sistema brasileiro. Portanto, com o novo governo, chegou a hora de discutirmos a inserção, devidamente estruturada, da geração de energia elétrica a partir do carvão mineral nacional na matriz de geração de energia elétrica brasileira. A proposta de política industrial para o carvão já foi entregue a presidenta eleita e inclui a geração de energia elétrica e a viabilização de uma indústria carboquímica.

Infelizmente São Pedro não assina acordos para garantir a segurança energética, será necessário a mão humana para tal. 

Fernando L. Zancan - Presidente ABCM

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“Não há nenhuma razão para as pessoas da Europa passarem frio nesse inverno”. Essa foi a frase do presidente da Comissão Europeia, Sr. José Manuel Barroso, depois da Ucrânia assinar um acordo entre a Gazprom (empresa estatal russa) e a Ucrânia, no dia 31 de outubro de 2014 para assegurar o fornecimento de gás russo para o abastecimento do inverno ucraniano.

Esse acordo foi firmado após a Comunidade Comum Europeia garantir o pagamento de 4,6 bilhões de dólares que a Ucrânia deverá fazer até março do ano que vem para pagar o gás que vem da Rússia.  Hoje, cerca de 60% do gás russo que é importado pela Europa passa pela Ucrânia, que encontra-se em meio a um conflito de difícil solução. Talvez esse acordo seja o ponto de alívio das tensões nesse país dividido entre fazer acordos comerciais com os blocos econômico europeu e russo.

A segurança energética é sempre um fator determinante na geopolítica mundial e em políticas públicas – incentivo as energias renováveis (caso da Europa), - interferência nos conflitos do oriente médio (caso USA).

No Brasil, também temos nossas mazelas quanto à segurança energética. Estamos entrando no “período úmido” com um dos piores índices de armazenamento dos reservatórios dos últimos 20 anos.

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Ao longo dos dois últimos anos, com as poucas chuvas, ficou evidente o papel de segurança energética que as usinas térmicas têm no sistema brasileiro. Portanto, com o novo governo, chegou a hora de discutirmos a inserção, devidamente estruturada, da geração de energia elétrica a partir do carvão mineral nacional na matriz de geração de energia elétrica brasileira. A proposta de política industrial para o carvão já foi entregue a presidenta eleita e inclui a geração de energia elétrica e a viabilização de uma indústria carboquímica.

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Fernando L. Zancan - Presidente ABCM

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Assinatura de São Pedro

06/11/2014

Fernando Luiz Zancan - Presidente Associação Brasileira Carvão Mineral

“Não há nenhuma razão para as pessoas da Europa passarem frio nesse inverno”. Essa foi a frase do presidente da Comissão Europeia, Sr. José Manuel Barroso, depois da Ucrânia assinar um acordo entre a Gazprom (empresa estatal russa) e a Ucrânia, no dia 31 de outubro de 2014 para assegurar o fornecimento de gás russo para o abastecimento do inverno ucraniano.

Esse acordo foi firmado após a Comunidade Comum Europeia garantir o pagamento de 4,6 bilhões de dólares que a Ucrânia deverá fazer até março do ano que vem para pagar o gás que vem da Rússia.  Hoje, cerca de 60% do gás russo que é importado pela Europa passa pela Ucrânia, que encontra-se em meio a um conflito de difícil solução. Talvez esse acordo seja o ponto de alívio das tensões nesse país dividido entre fazer acordos comerciais com os blocos econômico europeu e russo.

A segurança energética é sempre um fator determinante na geopolítica mundial e em políticas públicas – incentivo as energias renováveis (caso da Europa), - interferência nos conflitos do oriente médio (caso USA).

No Brasil, também temos nossas mazelas quanto à segurança energética. Estamos entrando no “período úmido” com um dos piores índices de armazenamento dos reservatórios dos últimos 20 anos.

Graças ao parque térmico que temos (talvez não seja o ótimo, visto o alto custo das térmicas a óleo) estamos passando o ano de 2014 sem ter problemas de suprimento de energia elétrica. Esperamos que o período úmido, que vai de novembro a abril de 2015, traga as chuvas necessárias para regularizar os reservatórios do Sudeste, que são fundamentais para não racionar energia em 2015.

Ao longo dos dois últimos anos, com as poucas chuvas, ficou evidente o papel de segurança energética que as usinas térmicas têm no sistema brasileiro. Portanto, com o novo governo, chegou a hora de discutirmos a inserção, devidamente estruturada, da geração de energia elétrica a partir do carvão mineral nacional na matriz de geração de energia elétrica brasileira. A proposta de política industrial para o carvão já foi entregue a presidenta eleita e inclui a geração de energia elétrica e a viabilização de uma indústria carboquímica.

Infelizmente São Pedro não assina acordos para garantir a segurança energética, será necessário a mão humana para tal. 

Fernando L. Zancan - Presidente ABCM

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