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Eles enfrentam um dos trabalhos mais perigosos do mundo: cumprem a jornada debaixo da terra. E são maioria em Santa Catarina. Dos 5.296 mineiros do Brasil, 4.196 atuam nas minas de carvão do Sul do Estado – o que representa quase 80% da mão de obra do país. São jovens, em grande parte filhos ou parentes de mineiros aposentados. A diferença entre as gerações é que agora os profissionais de alto risco estão assegurados por normas.

Há 30 anos, a região carbonífera servia de cenário para a pior tragédia da mineração brasileira. Uma explosão matou 31 trabalhadores. Segundo perícias realizadas na época, o acidente teria acontecido pelo acúmulo de gás metano e estaria associado à falta de ventilação adequada na mina.

– Antigamente a extração era um trabalho mais braçal, sem muita regra. Infelizmente as mudanças acontecem pela dor – diz o representante do Sindicato dos Mineiros, Leonor Rampinelli.

Nos anos 80, palco da tragédia, o Estado vivia uma das melhores fases da produção de carvão mineral. Produzia-se o dobro do que atualmente. No início da década de 90, porém, o setor foi desregulamentado por um decreto federal e a indústria ingressou numa crise. Só em 1996 começou a se restabelecer. E desde então regida por regras, visando proteção do meio ambiente e segurança, aprimoradas a partir dos anos 2000. 

Hoje ninguém desce para o subsolo sem equipamento de segurança e treinamento adequado. A atividade é regida por uma norma específica à mineração e a cada seis meses as mineradoras são fiscalizadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral – autarquia ligada ao Ministério das Minas e Energia.

O Ministério Público do Trabalho recebe os relatórios e, se necessário, firma Termos de Ajuste de Conduta (TAC) com as empresas. A região carbonífera de SC responde por metade da produção de carvão mineral do país. É interligada por Criciúma, Forquilhinha, Içara, Lauro Müller, Siderópolis e Treviso.

São 10 mineradoras no total e há projeto para a implantação de uma usina. Presidente da Associação Brasileira do Carvão, Fernando Zancan, explica que a falta de água no sistema de termelétrica fez a indústria operar a todo vapor nos últimos anos – 99% da produção é direcionada à geração de energia. Em 2013, as empresas atingiram o recorde de produção desde o fim dos anos 80.

 

Leia a matéria na íntegra: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2014/09/o-progresso-nas-minas-de-carvao-do-sul-do-estado-30-anos-apos-a-pior-tragedia-de-mineracao-no-pais-4592267.html

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Eles enfrentam um dos trabalhos mais perigosos do mundo: cumprem a jornada debaixo da terra. E são maioria em Santa Catarina. Dos 5.296 mineiros do Brasil, 4.196 atuam nas minas de carvão do Sul do Estado – o que representa quase 80% da mão de obra do país. São jovens, em grande parte filhos ou parentes de mineiros aposentados. A diferença entre as gerações é que agora os profissionais de alto risco estão assegurados por normas.

Há 30 anos, a região carbonífera servia de cenário para a pior tragédia da mineração brasileira. Uma explosão matou 31 trabalhadores. Segundo perícias realizadas na época, o acidente teria acontecido pelo acúmulo de gás metano e estaria associado à falta de ventilação adequada na mina.

– Antigamente a extração era um trabalho mais braçal, sem muita regra. Infelizmente as mudanças acontecem pela dor – diz o representante do Sindicato dos Mineiros, Leonor Rampinelli.

Nos anos 80, palco da tragédia, o Estado vivia uma das melhores fases da produção de carvão mineral. Produzia-se o dobro do que atualmente. No início da década de 90, porém, o setor foi desregulamentado por um decreto federal e a indústria ingressou numa crise. Só em 1996 começou a se restabelecer. E desde então regida por regras, visando proteção do meio ambiente e segurança, aprimoradas a partir dos anos 2000. 

Hoje ninguém desce para o subsolo sem equipamento de segurança e treinamento adequado. A atividade é regida por uma norma específica à mineração e a cada seis meses as mineradoras são fiscalizadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral – autarquia ligada ao Ministério das Minas e Energia.

O Ministério Público do Trabalho recebe os relatórios e, se necessário, firma Termos de Ajuste de Conduta (TAC) com as empresas. A região carbonífera de SC responde por metade da produção de carvão mineral do país. É interligada por Criciúma, Forquilhinha, Içara, Lauro Müller, Siderópolis e Treviso.

São 10 mineradoras no total e há projeto para a implantação de uma usina. Presidente da Associação Brasileira do Carvão, Fernando Zancan, explica que a falta de água no sistema de termelétrica fez a indústria operar a todo vapor nos últimos anos – 99% da produção é direcionada à geração de energia. Em 2013, as empresas atingiram o recorde de produção desde o fim dos anos 80.

 

Leia a matéria na íntegra: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2014/09/o-progresso-nas-minas-de-carvao-do-sul-do-estado-30-anos-apos-a-pior-tragedia-de-mineracao-no-pais-4592267.html

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O progresso nas minas de carvão do Sul do Estado 30 anos após a pior tragédia de mineração no país

05/09/2014

Joice Bacelo - Diário Catarinense

Eles enfrentam um dos trabalhos mais perigosos do mundo: cumprem a jornada debaixo da terra. E são maioria em Santa Catarina. Dos 5.296 mineiros do Brasil, 4.196 atuam nas minas de carvão do Sul do Estado – o que representa quase 80% da mão de obra do país. São jovens, em grande parte filhos ou parentes de mineiros aposentados. A diferença entre as gerações é que agora os profissionais de alto risco estão assegurados por normas.

Há 30 anos, a região carbonífera servia de cenário para a pior tragédia da mineração brasileira. Uma explosão matou 31 trabalhadores. Segundo perícias realizadas na época, o acidente teria acontecido pelo acúmulo de gás metano e estaria associado à falta de ventilação adequada na mina.

– Antigamente a extração era um trabalho mais braçal, sem muita regra. Infelizmente as mudanças acontecem pela dor – diz o representante do Sindicato dos Mineiros, Leonor Rampinelli.

Nos anos 80, palco da tragédia, o Estado vivia uma das melhores fases da produção de carvão mineral. Produzia-se o dobro do que atualmente. No início da década de 90, porém, o setor foi desregulamentado por um decreto federal e a indústria ingressou numa crise. Só em 1996 começou a se restabelecer. E desde então regida por regras, visando proteção do meio ambiente e segurança, aprimoradas a partir dos anos 2000. 

Hoje ninguém desce para o subsolo sem equipamento de segurança e treinamento adequado. A atividade é regida por uma norma específica à mineração e a cada seis meses as mineradoras são fiscalizadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral – autarquia ligada ao Ministério das Minas e Energia.

O Ministério Público do Trabalho recebe os relatórios e, se necessário, firma Termos de Ajuste de Conduta (TAC) com as empresas. A região carbonífera de SC responde por metade da produção de carvão mineral do país. É interligada por Criciúma, Forquilhinha, Içara, Lauro Müller, Siderópolis e Treviso.

São 10 mineradoras no total e há projeto para a implantação de uma usina. Presidente da Associação Brasileira do Carvão, Fernando Zancan, explica que a falta de água no sistema de termelétrica fez a indústria operar a todo vapor nos últimos anos – 99% da produção é direcionada à geração de energia. Em 2013, as empresas atingiram o recorde de produção desde o fim dos anos 80.

 

Leia a matéria na íntegra: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2014/09/o-progresso-nas-minas-de-carvao-do-sul-do-estado-30-anos-apos-a-pior-tragedia-de-mineracao-no-pais-4592267.html

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