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O carvão dominou os mercados energéticos no último ano alcançando a maior participação na matriz energética mundial desde a década de 70.  Os dados da BP Statistical Review de 2014 mostram que o carvão cresceu 3% e alcançou 30,1% do consumo global de energia. As fontes renováveis ainda tímidas na sua participação, cresceram, mas em base menor, alcançando 2,7% da demanda energética global.

O carvão por ser um combustível barato, livre de tensões geopolíticas (por estar distribuído em 70 países no mundo) está ajudando as economias emergentes, como a China e Índia, a retirar centenas de milhões de pessoas da pobreza. Mesmo em países ricos e líderes na questão ambiental como a Alemanha o carvão está ajudando o motor econômico da Europa a diminuir o custo de sua energia. A Alemanha, ao produzir 186 milhões de toneladas de linhito, garante sua segurança energética com energia firme e competitiva com a implantação de usinas térmicas de alta eficiência e de baixo impacto ambiental.

Ao longo dos últimos 13 anos do século XXI o consumo de carvão cresceu 63,33%, o gás 38,74%, o óleo 16,78% e a nuclear praticamente estagnou. Deve-se entender que a Ásia, especialmente a China, tem no carvão o motor de seu processo de crescimento, ao fazer fertilizantes, plásticos, aço, cimento e energia elétrica. Em um país em que 100 milhões de pessoas virão para as cidades nos próximos 12 anos, e que tem 2.700 Kwh/ano per capita haverá um aumento significativo na sua demanda energética. Energia barata e disponível para retirar 1,3 bilhão de pessoas da escuridão, viabiliza o crescimento do país. A melhoria da qualidade de vida na segunda revolução industrial que ocorre no século XXI está ligada ao crescimento da demanda de carvão.

O Brasil, economia em crescimento, país afortunado por ter todas as fontes de energia disponíveis para seu uso, enfrenta dificuldades no fornecimento de energia. Sem gás, a indústria reclama que o mesmo é usado para gerar energia elétrica que é necessária para preservar os reservatórios que sofrem por falta de água. Cresce a geração eólica, com uma participação maior matriz elétrica, mas por ser intermitente e complementar precisa de fontes térmicas para dar estabilidade ao sistema. O carvão mineral, apesar de ser o maior recurso energético brasileiro, esteve fora do jogo energético por conta da política de mudanças climáticas nos últimos quatro anos e aguarda uma nova chance de poder implantar os projetos desenvolvidos a mais de uma década.

Fala-se em diversificar a matriz energética brasileira, aposta-se no gás natural como a fonte térmica base para implementação dos 30% de energia térmica para dar segurança ao setor elétrico, mas o gás também é necessário para a indústria, para fabricar fertilizantes nitrogenados e outros produtos.

Temos muitos questionamentos quanto a quantidade e os preços do futuro gás do pré-sal. Fala-se em gás não convencional, mas as questões ambientais, regulatórias, de infraestrutura e de tecnologias, levam o horizonte de seu uso para mais de uma década a frente. O combustível disponível no Brasil neste momento é o carvão mineral. Chegou a hora de discutirmos a matriz energética brasileira e implantar políticas públicas para implementar uma matriz que traga segurança, baixo custo, menor impacto ambiental, maior desenvolvimento das regiões produtoras. Ao implantarmos uma política industrial para o carvão mineral iniciará um processo inserção desta fonte, usada de forma pragmática no mundo, na matriz energética brasileira. Um programa de modernização das usinas térmicas existentes, a viabilização de novos projetos termelétricos com tecnologias limpas, a implantação de polos carboquímicos (fertilizantes, dimetíl éter, olefinas, etc.) podem trazer o desenvolvimento (emprego e renda) para as regiões produtoras de carvão no sul do Brasil. O seguro morreu de velho e passa pela diversificação das fontes energéticas. Esse é o desafio do próximo governo.

Fernando L Zancan -Presidente da ABCM

Junho/2014

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O carvão dominou os mercados energéticos no último ano alcançando a maior participação na matriz energética mundial desde a década de 70.  Os dados da BP Statistical Review de 2014 mostram que o carvão cresceu 3% e alcançou 30,1% do consumo global de energia. As fontes renováveis ainda tímidas na sua participação, cresceram, mas em base menor, alcançando 2,7% da demanda energética global.

O carvão por ser um combustível barato, livre de tensões geopolíticas (por estar distribuído em 70 países no mundo) está ajudando as economias emergentes, como a China e Índia, a retirar centenas de milhões de pessoas da pobreza. Mesmo em países ricos e líderes na questão ambiental como a Alemanha o carvão está ajudando o motor econômico da Europa a diminuir o custo de sua energia. A Alemanha, ao produzir 186 milhões de toneladas de linhito, garante sua segurança energética com energia firme e competitiva com a implantação de usinas térmicas de alta eficiência e de baixo impacto ambiental.

Ao longo dos últimos 13 anos do século XXI o consumo de carvão cresceu 63,33%, o gás 38,74%, o óleo 16,78% e a nuclear praticamente estagnou. Deve-se entender que a Ásia, especialmente a China, tem no carvão o motor de seu processo de crescimento, ao fazer fertilizantes, plásticos, aço, cimento e energia elétrica. Em um país em que 100 milhões de pessoas virão para as cidades nos próximos 12 anos, e que tem 2.700 Kwh/ano per capita haverá um aumento significativo na sua demanda energética. Energia barata e disponível para retirar 1,3 bilhão de pessoas da escuridão, viabiliza o crescimento do país. A melhoria da qualidade de vida na segunda revolução industrial que ocorre no século XXI está ligada ao crescimento da demanda de carvão.

O Brasil, economia em crescimento, país afortunado por ter todas as fontes de energia disponíveis para seu uso, enfrenta dificuldades no fornecimento de energia. Sem gás, a indústria reclama que o mesmo é usado para gerar energia elétrica que é necessária para preservar os reservatórios que sofrem por falta de água. Cresce a geração eólica, com uma participação maior matriz elétrica, mas por ser intermitente e complementar precisa de fontes térmicas para dar estabilidade ao sistema. O carvão mineral, apesar de ser o maior recurso energético brasileiro, esteve fora do jogo energético por conta da política de mudanças climáticas nos últimos quatro anos e aguarda uma nova chance de poder implantar os projetos desenvolvidos a mais de uma década.

Fala-se em diversificar a matriz energética brasileira, aposta-se no gás natural como a fonte térmica base para implementação dos 30% de energia térmica para dar segurança ao setor elétrico, mas o gás também é necessário para a indústria, para fabricar fertilizantes nitrogenados e outros produtos.

Temos muitos questionamentos quanto a quantidade e os preços do futuro gás do pré-sal. Fala-se em gás não convencional, mas as questões ambientais, regulatórias, de infraestrutura e de tecnologias, levam o horizonte de seu uso para mais de uma década a frente. O combustível disponível no Brasil neste momento é o carvão mineral. Chegou a hora de discutirmos a matriz energética brasileira e implantar políticas públicas para implementar uma matriz que traga segurança, baixo custo, menor impacto ambiental, maior desenvolvimento das regiões produtoras. Ao implantarmos uma política industrial para o carvão mineral iniciará um processo inserção desta fonte, usada de forma pragmática no mundo, na matriz energética brasileira. Um programa de modernização das usinas térmicas existentes, a viabilização de novos projetos termelétricos com tecnologias limpas, a implantação de polos carboquímicos (fertilizantes, dimetíl éter, olefinas, etc.) podem trazer o desenvolvimento (emprego e renda) para as regiões produtoras de carvão no sul do Brasil. O seguro morreu de velho e passa pela diversificação das fontes energéticas. Esse é o desafio do próximo governo.

Fernando L Zancan -Presidente da ABCM

Junho/2014

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O combustível que alavanca as economias em crescimento

25/06/2014

Fernando Luiz Zancan - Presidente da ABCM

O carvão dominou os mercados energéticos no último ano alcançando a maior participação na matriz energética mundial desde a década de 70.  Os dados da BP Statistical Review de 2014 mostram que o carvão cresceu 3% e alcançou 30,1% do consumo global de energia. As fontes renováveis ainda tímidas na sua participação, cresceram, mas em base menor, alcançando 2,7% da demanda energética global.

O carvão por ser um combustível barato, livre de tensões geopolíticas (por estar distribuído em 70 países no mundo) está ajudando as economias emergentes, como a China e Índia, a retirar centenas de milhões de pessoas da pobreza. Mesmo em países ricos e líderes na questão ambiental como a Alemanha o carvão está ajudando o motor econômico da Europa a diminuir o custo de sua energia. A Alemanha, ao produzir 186 milhões de toneladas de linhito, garante sua segurança energética com energia firme e competitiva com a implantação de usinas térmicas de alta eficiência e de baixo impacto ambiental.

Ao longo dos últimos 13 anos do século XXI o consumo de carvão cresceu 63,33%, o gás 38,74%, o óleo 16,78% e a nuclear praticamente estagnou. Deve-se entender que a Ásia, especialmente a China, tem no carvão o motor de seu processo de crescimento, ao fazer fertilizantes, plásticos, aço, cimento e energia elétrica. Em um país em que 100 milhões de pessoas virão para as cidades nos próximos 12 anos, e que tem 2.700 Kwh/ano per capita haverá um aumento significativo na sua demanda energética. Energia barata e disponível para retirar 1,3 bilhão de pessoas da escuridão, viabiliza o crescimento do país. A melhoria da qualidade de vida na segunda revolução industrial que ocorre no século XXI está ligada ao crescimento da demanda de carvão.

O Brasil, economia em crescimento, país afortunado por ter todas as fontes de energia disponíveis para seu uso, enfrenta dificuldades no fornecimento de energia. Sem gás, a indústria reclama que o mesmo é usado para gerar energia elétrica que é necessária para preservar os reservatórios que sofrem por falta de água. Cresce a geração eólica, com uma participação maior matriz elétrica, mas por ser intermitente e complementar precisa de fontes térmicas para dar estabilidade ao sistema. O carvão mineral, apesar de ser o maior recurso energético brasileiro, esteve fora do jogo energético por conta da política de mudanças climáticas nos últimos quatro anos e aguarda uma nova chance de poder implantar os projetos desenvolvidos a mais de uma década.

Fala-se em diversificar a matriz energética brasileira, aposta-se no gás natural como a fonte térmica base para implementação dos 30% de energia térmica para dar segurança ao setor elétrico, mas o gás também é necessário para a indústria, para fabricar fertilizantes nitrogenados e outros produtos.

Temos muitos questionamentos quanto a quantidade e os preços do futuro gás do pré-sal. Fala-se em gás não convencional, mas as questões ambientais, regulatórias, de infraestrutura e de tecnologias, levam o horizonte de seu uso para mais de uma década a frente. O combustível disponível no Brasil neste momento é o carvão mineral. Chegou a hora de discutirmos a matriz energética brasileira e implantar políticas públicas para implementar uma matriz que traga segurança, baixo custo, menor impacto ambiental, maior desenvolvimento das regiões produtoras. Ao implantarmos uma política industrial para o carvão mineral iniciará um processo inserção desta fonte, usada de forma pragmática no mundo, na matriz energética brasileira. Um programa de modernização das usinas térmicas existentes, a viabilização de novos projetos termelétricos com tecnologias limpas, a implantação de polos carboquímicos (fertilizantes, dimetíl éter, olefinas, etc.) podem trazer o desenvolvimento (emprego e renda) para as regiões produtoras de carvão no sul do Brasil. O seguro morreu de velho e passa pela diversificação das fontes energéticas. Esse é o desafio do próximo governo.

Fernando L Zancan -Presidente da ABCM

Junho/2014

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