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    [6] => À medida que a estiagem se prolonga, aumenta, no setor elétrico, o número de vozes que defendem a utilização de todas as fontes disponíveis no país para viabilizar a expansão do parque gerador.
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À medida que a estiagem se prolonga, aumenta, no setor elétrico, o número de vozes que defendem a utilização de todas as fontes disponíveis no país para viabilizar a expansão do parque gerador. As restrições de caráter ambiental e econômico, antes apontadas com certa frequência, são relativizadas em nome da diversificação da matriz e da decorrente segurança da oferta. Assim, essa defesa, antes restrita a palestras mais técnicas e entrevistas à imprensa, agora ocupa parte, também, das conversas mais informais entre os agentes setoriais.
Ao mesmo tempo, tomam corpo os leilões de energia nova programados para 2014 e que viabilizarão parte dessa expansão nos próximos cinco anos – a outra parte foi contratada nos leilões de 2011 e 2013. O leilão A-­-5, previsto para o 2o semestre, está em fase de definição de regras. Quanto ao A-­-3, marcado para a próxima 6a feira, 06/06, conta com 7.010 MW em projetos habilitados, conforme a EPE divulgou na semana passada.
Destes, 6.159 MW correspondem a projetos eólicos, 418 MW ao projeto de expansão da hidrelétrica Santo Antônio, 235 MW a PCHs e apenas 198 MW a térmicas a biomassa (para detalhes, ver tópico Leilões). Assim, mantida a sistemática atual dos leilões, um aumento substancial da energia termelétrica, apontado por porta vozes oficiais do MME e do ONS como as principais opções para dotar o sistema de maior segurança, deve ser desdobramento, no mínimo, do leilão A-­-5 – o que significa que os empreendimentos serão concluídos em 2019. (Para detalhes, ver Setor Elétrico: Fatos e Tendências, ed. 105 e 106)

O carvão: importância estratégica para a região Sul

Este é o caso das térmicas a carvão. Atualmente, pelo menos quatro projetos, que totalizam cerca de 2.000 MW estão licenciados e prontos para participar do A-­-5, como mostra a tabela abaixo, à espera de uma tomada de decisão do governo federal sobre a possibilidade de sua habilitação. Alguns, inclusive, foram habilitados no A-­-5 de 2013, mas desistiram da disputa devido ao preço-­-teto estabelecido pela EPE, de R$ 140,00/MWh. Segundo Luiz Fernando Zancan, presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), os empreendimentos poderão ser viabilizados com preço teto entre R$ 180 e R$ 190/MWh.
Falam a favor da fonte a independência das condições climáticas, o elevado volume das reservas nacionais e o baixo CVU (custo variável unitário) na comparação com as outras fontes térmicas: entre R$ 110 e R$ 120/MWh nas usinas já em operação, diante dos mais de R$ 800/MWh das térmicas a óleo. “Se o leilão A-­-5 de 2009 não tivesse sido cancelado, teríamos hoje cerca de mais 1.000 MW em operação de térmicas a carvão, o que permitiria uma economia de R$ 500 milhões por mês, por evitar o acionamento das térmicas a óleo”, diz Zancan.
Não é coincidência que todos os projetos relacionados acima estejam concentrados na região Sul. As maiores reservas medidas do minério concentram-­-se no Rio Grande do Sul (particularmente a região de Candiota) e Santa Catarina: respectivamente, 5,3 bilhões de toneladas e 1,4 bilhões de toneladas, segundo dados do Ministério de Minas e Energia. Apenas a título de comparação: o projeto da Usitesc (SC), de 440 MW, consumirá 2,081 milhões de toneladas por ano.
Assim, se o governo emitir o sinal econômico compatível com as expectativas dos investidores, são grandes as possibilidades de em 2019, com o início de operação dos empreendimentos, este parque, abastecido pelo minério nacional, registrar nova expansão, depois de uma carência de 6 ou 8 anos, dependendo do critério utilizado:

  • Seis anos: Entrada em operação, em 2013, do mais recente projeto abastecido por carvão -­- a 2a. unidade geradora do complexo de Pecém, integrante do Complexo Industrial e Portuário de Pecém, no Ceará, e cuja potencia total é de 720 MW. Mas o minério é importado da Colômbia.
  • Oito anos: Entrada em operação, em 2011, do mais recente projeto abastecido pelo carvão nacional -­- Candiota III (350 MW), sob responsabilidade da CGTEE, do sistema Eletrobrás. Incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal), trata-­-se de um projeto de expansão do complexo Candiota, a 400 km da capital Porto Alegre, concebido no início da década de 80 pelo governo do Rio Grande do Sul, e que contava com 446 MW instalados. (Para detalhes sobre os recentes problemas da usina, ver tópico Geração)

Tanto uma quanto outra modalidade colocam a produção no Sistema Interligado Nacional (SIN), contribuindo para a segurança da oferta de energia elétrica. A diferença entre elas é a utilização ou não da produção nacional. Neste último caso, as usinas acabam por estimular a cadeia produtiva e, em decorrência, a economia local. “Cada real aplicado em termelétrica a carvão nacional tem um efeito de R$ 3,7 na economia como um todo”, diz Zancan.

 

http://solos.com.br/pdf/140602_Setor%20El%C3%A9trico%20Fatos%20e%20Tend%C3%AAncias.pdf

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À medida que a estiagem se prolonga, aumenta, no setor elétrico, o número de vozes que defendem a utilização de todas as fontes disponíveis no país para viabilizar a expansão do parque gerador. As restrições de caráter ambiental e econômico, antes apontadas com certa frequência, são relativizadas em nome da diversificação da matriz e da decorrente segurança da oferta. Assim, essa defesa, antes restrita a palestras mais técnicas e entrevistas à imprensa, agora ocupa parte, também, das conversas mais informais entre os agentes setoriais.
Ao mesmo tempo, tomam corpo os leilões de energia nova programados para 2014 e que viabilizarão parte dessa expansão nos próximos cinco anos – a outra parte foi contratada nos leilões de 2011 e 2013. O leilão A-­-5, previsto para o 2o semestre, está em fase de definição de regras. Quanto ao A-­-3, marcado para a próxima 6a feira, 06/06, conta com 7.010 MW em projetos habilitados, conforme a EPE divulgou na semana passada.
Destes, 6.159 MW correspondem a projetos eólicos, 418 MW ao projeto de expansão da hidrelétrica Santo Antônio, 235 MW a PCHs e apenas 198 MW a térmicas a biomassa (para detalhes, ver tópico Leilões). Assim, mantida a sistemática atual dos leilões, um aumento substancial da energia termelétrica, apontado por porta vozes oficiais do MME e do ONS como as principais opções para dotar o sistema de maior segurança, deve ser desdobramento, no mínimo, do leilão A-­-5 – o que significa que os empreendimentos serão concluídos em 2019. (Para detalhes, ver Setor Elétrico: Fatos e Tendências, ed. 105 e 106)

O carvão: importância estratégica para a região Sul

Este é o caso das térmicas a carvão. Atualmente, pelo menos quatro projetos, que totalizam cerca de 2.000 MW estão licenciados e prontos para participar do A-­-5, como mostra a tabela abaixo, à espera de uma tomada de decisão do governo federal sobre a possibilidade de sua habilitação. Alguns, inclusive, foram habilitados no A-­-5 de 2013, mas desistiram da disputa devido ao preço-­-teto estabelecido pela EPE, de R$ 140,00/MWh. Segundo Luiz Fernando Zancan, presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), os empreendimentos poderão ser viabilizados com preço teto entre R$ 180 e R$ 190/MWh.
Falam a favor da fonte a independência das condições climáticas, o elevado volume das reservas nacionais e o baixo CVU (custo variável unitário) na comparação com as outras fontes térmicas: entre R$ 110 e R$ 120/MWh nas usinas já em operação, diante dos mais de R$ 800/MWh das térmicas a óleo. “Se o leilão A-­-5 de 2009 não tivesse sido cancelado, teríamos hoje cerca de mais 1.000 MW em operação de térmicas a carvão, o que permitiria uma economia de R$ 500 milhões por mês, por evitar o acionamento das térmicas a óleo”, diz Zancan.
Não é coincidência que todos os projetos relacionados acima estejam concentrados na região Sul. As maiores reservas medidas do minério concentram-­-se no Rio Grande do Sul (particularmente a região de Candiota) e Santa Catarina: respectivamente, 5,3 bilhões de toneladas e 1,4 bilhões de toneladas, segundo dados do Ministério de Minas e Energia. Apenas a título de comparação: o projeto da Usitesc (SC), de 440 MW, consumirá 2,081 milhões de toneladas por ano.
Assim, se o governo emitir o sinal econômico compatível com as expectativas dos investidores, são grandes as possibilidades de em 2019, com o início de operação dos empreendimentos, este parque, abastecido pelo minério nacional, registrar nova expansão, depois de uma carência de 6 ou 8 anos, dependendo do critério utilizado:

  • Seis anos: Entrada em operação, em 2013, do mais recente projeto abastecido por carvão -­- a 2a. unidade geradora do complexo de Pecém, integrante do Complexo Industrial e Portuário de Pecém, no Ceará, e cuja potencia total é de 720 MW. Mas o minério é importado da Colômbia.
  • Oito anos: Entrada em operação, em 2011, do mais recente projeto abastecido pelo carvão nacional -­- Candiota III (350 MW), sob responsabilidade da CGTEE, do sistema Eletrobrás. Incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal), trata-­-se de um projeto de expansão do complexo Candiota, a 400 km da capital Porto Alegre, concebido no início da década de 80 pelo governo do Rio Grande do Sul, e que contava com 446 MW instalados. (Para detalhes sobre os recentes problemas da usina, ver tópico Geração)

Tanto uma quanto outra modalidade colocam a produção no Sistema Interligado Nacional (SIN), contribuindo para a segurança da oferta de energia elétrica. A diferença entre elas é a utilização ou não da produção nacional. Neste último caso, as usinas acabam por estimular a cadeia produtiva e, em decorrência, a economia local. “Cada real aplicado em termelétrica a carvão nacional tem um efeito de R$ 3,7 na economia como um todo”, diz Zancan.

 

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Ponto de situação dos recursos naturais: Carvão e Biomassa

02/06/2014

À medida que a estiagem se prolonga, aumenta, no setor elétrico, o número de vozes que defendem a utilização de todas as fontes disponíveis no país para viabilizar a expansão do parque gerador. As restrições de caráter ambiental e econômico, antes apontadas com certa frequência, são relativizadas em nome da diversificação da matriz e da decorrente segurança da oferta. Assim, essa defesa, antes restrita a palestras mais técnicas e entrevistas à imprensa, agora ocupa parte, também, das conversas mais informais entre os agentes setoriais.
Ao mesmo tempo, tomam corpo os leilões de energia nova programados para 2014 e que viabilizarão parte dessa expansão nos próximos cinco anos – a outra parte foi contratada nos leilões de 2011 e 2013. O leilão A-­-5, previsto para o 2o semestre, está em fase de definição de regras. Quanto ao A-­-3, marcado para a próxima 6a feira, 06/06, conta com 7.010 MW em projetos habilitados, conforme a EPE divulgou na semana passada.
Destes, 6.159 MW correspondem a projetos eólicos, 418 MW ao projeto de expansão da hidrelétrica Santo Antônio, 235 MW a PCHs e apenas 198 MW a térmicas a biomassa (para detalhes, ver tópico Leilões). Assim, mantida a sistemática atual dos leilões, um aumento substancial da energia termelétrica, apontado por porta vozes oficiais do MME e do ONS como as principais opções para dotar o sistema de maior segurança, deve ser desdobramento, no mínimo, do leilão A-­-5 – o que significa que os empreendimentos serão concluídos em 2019. (Para detalhes, ver Setor Elétrico: Fatos e Tendências, ed. 105 e 106)

O carvão: importância estratégica para a região Sul

Este é o caso das térmicas a carvão. Atualmente, pelo menos quatro projetos, que totalizam cerca de 2.000 MW estão licenciados e prontos para participar do A-­-5, como mostra a tabela abaixo, à espera de uma tomada de decisão do governo federal sobre a possibilidade de sua habilitação. Alguns, inclusive, foram habilitados no A-­-5 de 2013, mas desistiram da disputa devido ao preço-­-teto estabelecido pela EPE, de R$ 140,00/MWh. Segundo Luiz Fernando Zancan, presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), os empreendimentos poderão ser viabilizados com preço teto entre R$ 180 e R$ 190/MWh.
Falam a favor da fonte a independência das condições climáticas, o elevado volume das reservas nacionais e o baixo CVU (custo variável unitário) na comparação com as outras fontes térmicas: entre R$ 110 e R$ 120/MWh nas usinas já em operação, diante dos mais de R$ 800/MWh das térmicas a óleo. “Se o leilão A-­-5 de 2009 não tivesse sido cancelado, teríamos hoje cerca de mais 1.000 MW em operação de térmicas a carvão, o que permitiria uma economia de R$ 500 milhões por mês, por evitar o acionamento das térmicas a óleo”, diz Zancan.
Não é coincidência que todos os projetos relacionados acima estejam concentrados na região Sul. As maiores reservas medidas do minério concentram-­-se no Rio Grande do Sul (particularmente a região de Candiota) e Santa Catarina: respectivamente, 5,3 bilhões de toneladas e 1,4 bilhões de toneladas, segundo dados do Ministério de Minas e Energia. Apenas a título de comparação: o projeto da Usitesc (SC), de 440 MW, consumirá 2,081 milhões de toneladas por ano.
Assim, se o governo emitir o sinal econômico compatível com as expectativas dos investidores, são grandes as possibilidades de em 2019, com o início de operação dos empreendimentos, este parque, abastecido pelo minério nacional, registrar nova expansão, depois de uma carência de 6 ou 8 anos, dependendo do critério utilizado:

  • Seis anos: Entrada em operação, em 2013, do mais recente projeto abastecido por carvão -­- a 2a. unidade geradora do complexo de Pecém, integrante do Complexo Industrial e Portuário de Pecém, no Ceará, e cuja potencia total é de 720 MW. Mas o minério é importado da Colômbia.
  • Oito anos: Entrada em operação, em 2011, do mais recente projeto abastecido pelo carvão nacional -­- Candiota III (350 MW), sob responsabilidade da CGTEE, do sistema Eletrobrás. Incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal), trata-­-se de um projeto de expansão do complexo Candiota, a 400 km da capital Porto Alegre, concebido no início da década de 80 pelo governo do Rio Grande do Sul, e que contava com 446 MW instalados. (Para detalhes sobre os recentes problemas da usina, ver tópico Geração)

Tanto uma quanto outra modalidade colocam a produção no Sistema Interligado Nacional (SIN), contribuindo para a segurança da oferta de energia elétrica. A diferença entre elas é a utilização ou não da produção nacional. Neste último caso, as usinas acabam por estimular a cadeia produtiva e, em decorrência, a economia local. “Cada real aplicado em termelétrica a carvão nacional tem um efeito de R$ 3,7 na economia como um todo”, diz Zancan.

 

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