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O longo período sem chuvas, que faz estados brasileiros estarem em alerta, impacta também em Santa Catarina, mas de forma positiva. A Seca - e o consequente reflexo na produção de energia - obriga à busca de novas alternativas e isso pode fortalecer o setor carbonífero, que projeta a abertura de novas minas, mais geração de emprego e renda para a região Sul do Estado.

"O carvão está crescendo no mundo inteiro e vai continuar em expansão. No Brasil, com esse momento de 'estresse hidráulico', o Governo leva em consideração trazer outras fontes para o sistema de térmicas e. entre elas, a mais barata é o carvão. Então chegou o momento de deslanchar", entende o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan.

Ele explica que na Região Carbonífera a produção está a pleno, com todo o produto sendo consumido pela Termelétrica Jorge Lacerda, cerca de 11 mil toneladas/dia. "Estamos ampliando a produção e há perspectiva de abril novas minas. Jazida para isso nós temos. Esse momento favorável não vai ser só em 2014, mas também em 2015 e talvez 2016, de investimento em térmicas que não dependam das condições do clima para gerar energia", destaca.

No próximo leilão de energia, marcado para 12 de setembro, serão negociados contratos de comercialização, na modalidade por disponibilidades, também para usinas térmoelétricas a carvão, com ínicio de suprimento em 1 de janeiro de 2019. "Os interessados têm até o dia 16 de maio para cadastrar os projetos e, pelas informações que temos, a Usitesc vai participar, mas para isso é preciso ter um preço compatível", antecipa Zancan.

Mesmo habilitada tecnicamente, a Usina Termeletrica Sul Catarinense (Usitesc), projetada para Treviso, não participou do segundo Leilão de Energia A-5 realizado no final do ano passado, assim como outras termoeletricas a carvão, em virtude do baixo preço ofertado.

Região pode receber carboquímica

Uma comitiva catarinense participou no ínicio do mês de uma reunião com investidores americanos interessados em estabelecer no Estado uma carboquímica, para a produção de fertilizantes a partir do carvão. O presidente da ABCM também integrou o grupo e considerou as negociações com a TransGas Dvelopment Systems bastante positivas. 

"Ainda não tem um local exato para a instalação da planta de fertilizantes, vai depender das negociações e da logística, mas a ideia é fazer no Sul de Santa Catarina. Representantes da empresa já haviam vindo ao Brasil e mapeado e Estado, que tem portos, reserva de carvão, base tecnológica e um histórico de empreendedorismo", aponta Zancan.

A instalação da carboquímica significaria um investimento de US$ 2,7 bilhões, porém o projeto ainda está no estágio embrionário. Um memorando de entendimento foi assinado entre Governo de Santa Catarina e a Tran Gas e um grupo de trabalho deve ser montado para tratar das bases previstas no documento.

Além da fabricação de fertilizantes a partir do carvão, abriu-se a possibilidade de usar o mineral também para a produção de gás natural. "O mercado no Sul precisa ser atendido, pois a indústria não consegue se expandir porque falta gás", afirma Zancan.

Criciúma representa o Brasil em evento na Austrália

O presidente da ABCM e também secretário executivo do Sindicato da Indústria de Extração do Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc) participou recentemente de um seminário sobre os denominados carvoes de baixo rank a convite do Governo da Província de Victoria, na Australia. Representando o país, ele proferiu palestra sobre o desenvolvimento da indústria de carvão no Brasil, suas perspectivas, desafios e oportunidades.

"Discutimos questões como financiamentos para o setor, redução de impactos ambientais, importância do carvão na geração de emprego e renda e a busca na área tecnológica para agregar valor ao produto, como a gasificação e a produção de fertilizantes", detalha Zancan. O seminário durou três dias e contou com a presença de participantes de 23 países e representantes dos principais produtores dos principais produtores de carvão do mundo.

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O longo período sem chuvas, que faz estados brasileiros estarem em alerta, impacta também em Santa Catarina, mas de forma positiva. A Seca - e o consequente reflexo na produção de energia - obriga à busca de novas alternativas e isso pode fortalecer o setor carbonífero, que projeta a abertura de novas minas, mais geração de emprego e renda para a região Sul do Estado.

"O carvão está crescendo no mundo inteiro e vai continuar em expansão. No Brasil, com esse momento de 'estresse hidráulico', o Governo leva em consideração trazer outras fontes para o sistema de térmicas e. entre elas, a mais barata é o carvão. Então chegou o momento de deslanchar", entende o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan.

Ele explica que na Região Carbonífera a produção está a pleno, com todo o produto sendo consumido pela Termelétrica Jorge Lacerda, cerca de 11 mil toneladas/dia. "Estamos ampliando a produção e há perspectiva de abril novas minas. Jazida para isso nós temos. Esse momento favorável não vai ser só em 2014, mas também em 2015 e talvez 2016, de investimento em térmicas que não dependam das condições do clima para gerar energia", destaca.

No próximo leilão de energia, marcado para 12 de setembro, serão negociados contratos de comercialização, na modalidade por disponibilidades, também para usinas térmoelétricas a carvão, com ínicio de suprimento em 1 de janeiro de 2019. "Os interessados têm até o dia 16 de maio para cadastrar os projetos e, pelas informações que temos, a Usitesc vai participar, mas para isso é preciso ter um preço compatível", antecipa Zancan.

Mesmo habilitada tecnicamente, a Usina Termeletrica Sul Catarinense (Usitesc), projetada para Treviso, não participou do segundo Leilão de Energia A-5 realizado no final do ano passado, assim como outras termoeletricas a carvão, em virtude do baixo preço ofertado.

Região pode receber carboquímica

Uma comitiva catarinense participou no ínicio do mês de uma reunião com investidores americanos interessados em estabelecer no Estado uma carboquímica, para a produção de fertilizantes a partir do carvão. O presidente da ABCM também integrou o grupo e considerou as negociações com a TransGas Dvelopment Systems bastante positivas. 

"Ainda não tem um local exato para a instalação da planta de fertilizantes, vai depender das negociações e da logística, mas a ideia é fazer no Sul de Santa Catarina. Representantes da empresa já haviam vindo ao Brasil e mapeado e Estado, que tem portos, reserva de carvão, base tecnológica e um histórico de empreendedorismo", aponta Zancan.

A instalação da carboquímica significaria um investimento de US$ 2,7 bilhões, porém o projeto ainda está no estágio embrionário. Um memorando de entendimento foi assinado entre Governo de Santa Catarina e a Tran Gas e um grupo de trabalho deve ser montado para tratar das bases previstas no documento.

Além da fabricação de fertilizantes a partir do carvão, abriu-se a possibilidade de usar o mineral também para a produção de gás natural. "O mercado no Sul precisa ser atendido, pois a indústria não consegue se expandir porque falta gás", afirma Zancan.

Criciúma representa o Brasil em evento na Austrália

O presidente da ABCM e também secretário executivo do Sindicato da Indústria de Extração do Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc) participou recentemente de um seminário sobre os denominados carvoes de baixo rank a convite do Governo da Província de Victoria, na Australia. Representando o país, ele proferiu palestra sobre o desenvolvimento da indústria de carvão no Brasil, suas perspectivas, desafios e oportunidades.

"Discutimos questões como financiamentos para o setor, redução de impactos ambientais, importância do carvão na geração de emprego e renda e a busca na área tecnológica para agregar valor ao produto, como a gasificação e a produção de fertilizantes", detalha Zancan. O seminário durou três dias e contou com a presença de participantes de 23 países e representantes dos principais produtores dos principais produtores de carvão do mundo.

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Com falta de chuva no Brasil, carvão mineral aparece como alternativa para geração de energia

13/05/2014

Andreia Limas - Jornal da Manhã

O longo período sem chuvas, que faz estados brasileiros estarem em alerta, impacta também em Santa Catarina, mas de forma positiva. A Seca - e o consequente reflexo na produção de energia - obriga à busca de novas alternativas e isso pode fortalecer o setor carbonífero, que projeta a abertura de novas minas, mais geração de emprego e renda para a região Sul do Estado.

"O carvão está crescendo no mundo inteiro e vai continuar em expansão. No Brasil, com esse momento de 'estresse hidráulico', o Governo leva em consideração trazer outras fontes para o sistema de térmicas e. entre elas, a mais barata é o carvão. Então chegou o momento de deslanchar", entende o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan.

Ele explica que na Região Carbonífera a produção está a pleno, com todo o produto sendo consumido pela Termelétrica Jorge Lacerda, cerca de 11 mil toneladas/dia. "Estamos ampliando a produção e há perspectiva de abril novas minas. Jazida para isso nós temos. Esse momento favorável não vai ser só em 2014, mas também em 2015 e talvez 2016, de investimento em térmicas que não dependam das condições do clima para gerar energia", destaca.

No próximo leilão de energia, marcado para 12 de setembro, serão negociados contratos de comercialização, na modalidade por disponibilidades, também para usinas térmoelétricas a carvão, com ínicio de suprimento em 1 de janeiro de 2019. "Os interessados têm até o dia 16 de maio para cadastrar os projetos e, pelas informações que temos, a Usitesc vai participar, mas para isso é preciso ter um preço compatível", antecipa Zancan.

Mesmo habilitada tecnicamente, a Usina Termeletrica Sul Catarinense (Usitesc), projetada para Treviso, não participou do segundo Leilão de Energia A-5 realizado no final do ano passado, assim como outras termoeletricas a carvão, em virtude do baixo preço ofertado.

Região pode receber carboquímica

Uma comitiva catarinense participou no ínicio do mês de uma reunião com investidores americanos interessados em estabelecer no Estado uma carboquímica, para a produção de fertilizantes a partir do carvão. O presidente da ABCM também integrou o grupo e considerou as negociações com a TransGas Dvelopment Systems bastante positivas. 

"Ainda não tem um local exato para a instalação da planta de fertilizantes, vai depender das negociações e da logística, mas a ideia é fazer no Sul de Santa Catarina. Representantes da empresa já haviam vindo ao Brasil e mapeado e Estado, que tem portos, reserva de carvão, base tecnológica e um histórico de empreendedorismo", aponta Zancan.

A instalação da carboquímica significaria um investimento de US$ 2,7 bilhões, porém o projeto ainda está no estágio embrionário. Um memorando de entendimento foi assinado entre Governo de Santa Catarina e a Tran Gas e um grupo de trabalho deve ser montado para tratar das bases previstas no documento.

Além da fabricação de fertilizantes a partir do carvão, abriu-se a possibilidade de usar o mineral também para a produção de gás natural. "O mercado no Sul precisa ser atendido, pois a indústria não consegue se expandir porque falta gás", afirma Zancan.

Criciúma representa o Brasil em evento na Austrália

O presidente da ABCM e também secretário executivo do Sindicato da Indústria de Extração do Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc) participou recentemente de um seminário sobre os denominados carvoes de baixo rank a convite do Governo da Província de Victoria, na Australia. Representando o país, ele proferiu palestra sobre o desenvolvimento da indústria de carvão no Brasil, suas perspectivas, desafios e oportunidades.

"Discutimos questões como financiamentos para o setor, redução de impactos ambientais, importância do carvão na geração de emprego e renda e a busca na área tecnológica para agregar valor ao produto, como a gasificação e a produção de fertilizantes", detalha Zancan. O seminário durou três dias e contou com a presença de participantes de 23 países e representantes dos principais produtores dos principais produtores de carvão do mundo.

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