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Se o levantamento que será feito pela norte-americana Synthesis Energy Systems (SES) e sua representante no Brasil, a Vamtec, comprovar a viabilidade do uso do carvão gaúcho para a gaseificação, essas companhias investirão pesadamente no aproveitamento dessa possibilidade. O presidente da Vamtec, José Roberto Varella, afirma que, se a opção adotada for a construção de uma termelétrica para consumir o gás, o aporte necessário deverá ser em torno de US$ 200 milhões. 

Caso a escolha seja por uma unidade carboquímica, para fabricação de metanol, os recursos serão da ordem de US$ 450 milhões. O executivo revela que a sua preferência é por instalar uma planta mista, com a produção de ambos os insumos.

Na manhã de ontem, dirigentes das empresas envolvidas com o projeto e o governador Tarso Genro assinaram um memorando de entendimento para a concretização de estudo de viabilidade técnica, econômico-financeira e ambiental voltado à implantação de uma usina de gaseificação de carvão na região de Candiota. “A nossa expectativa é arregaçar as mangas e iniciar imediatamente o trabalho”, afirma Varella. A pesquisa para fazer o modelamento da iniciativa deve levar aproximadamente 12 meses e absorver cerca de US$ 4 milhões. O executivo é otimista quanto à confirmação da viabilidade e projeta um prazo para a inauguração do empreendimento: 30 de março de 2017. Varella comenta que o carvão gaúcho é muito similar ao chinês, que é aproveitado para a gaseificação.

No caso da ideia da termelétrica, Varella diz que a energia seria gerada a partir de módulos de 75 MW (cerca de 2% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul). O dirigente adianta que uma opção que será avaliada é o aproveitamento da estrutura existente da Fase A e Fase B do complexo termelétrico de Candiota, da estatal federal Cgtee, que está interligada ao sistema elétrico brasileiro.

Quanto à comercialização da energia a ser gerada, uma hipótese considerada é o mercado livre (formado por grandes consumidores que podem escolher de quem vão adquirir a eletricidade). 
Já na linha carboquímica, a planta teria capacidade para a fabricação de até 300 mil toneladas ao ano. Varella esclarece que o metanol é aplicado na produção de biodiesel e o Rio Grande do Sul é um dos maiores fornecedores desse combustível no País. 

A geração de energia elétrica consumiria em torno de 1,8 mil toneladas diárias de carvão e a rota carboquímica cerca de 6 mil toneladas ao dia. O mineral será procedente da Companhia Riograndense de Mineração (CRM).

Proposta pode ser replicada em outras regiões gaúchas

Conforme o presidente da Vamtec, José Roberto Varella, a primeira planta de gaseificação deve ser feita em Candiota, mas, posteriormente, a expectativa é de que a experiência multiplique-se por outros municípios carboníferos do Rio Grande do Sul. O governador Tarso Genro frisa que, com a tecnologia adequada, o potencial a ser aproveitado é extraordinário. Contudo, ressalta que, se o estudo não indicar a viabilidade da gaseificação do carvão, serão buscadas outras alternativas para a utilização do mineral.

O presidente da Fiergs, Heitor Müller, espera que o acordo desperte o interesse pelas reservas de carvão gaúcho. O dirigente recorda que o Rio Grande do Sul possui reservas estimadas em cerca de 30 bilhões de toneladas. “Uma riqueza imensa, que não está sendo explorada.” Müller acrescenta que o Estado gera em seu território menos da metade da energia que consome, o que é um risco para o abastecimento da indústria local.

Já o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, destaca que a carboquímica pode repetir os benefícios gerados com o polo petroquímico de Triunfo, mas agora em uma região mais carente economicamente. De acordo com o secretário, no momento, a contrapartida do governo para a definição dos estudos é somente o fornecimento de dados.

Além do convênio firmado no Palácio Piratini, no dia 30 de abril, em Seul, na Coreia do Sul, foi assinado um memorando de entendimento entre o governo do Estado e o grupo Posco, abrangendo o tema carvão. O acordo envolve ainda a empresa gaúcha Copelmi. O trabalho com o grupo coreano avaliará a viabilidade de implantação de usinas voltadas à produção de gás de síntese para uso industrial, comercial e residencial.

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Se o levantamento que será feito pela norte-americana Synthesis Energy Systems (SES) e sua representante no Brasil, a Vamtec, comprovar a viabilidade do uso do carvão gaúcho para a gaseificação, essas companhias investirão pesadamente no aproveitamento dessa possibilidade. O presidente da Vamtec, José Roberto Varella, afirma que, se a opção adotada for a construção de uma termelétrica para consumir o gás, o aporte necessário deverá ser em torno de US$ 200 milhões. 

Caso a escolha seja por uma unidade carboquímica, para fabricação de metanol, os recursos serão da ordem de US$ 450 milhões. O executivo revela que a sua preferência é por instalar uma planta mista, com a produção de ambos os insumos.

Na manhã de ontem, dirigentes das empresas envolvidas com o projeto e o governador Tarso Genro assinaram um memorando de entendimento para a concretização de estudo de viabilidade técnica, econômico-financeira e ambiental voltado à implantação de uma usina de gaseificação de carvão na região de Candiota. “A nossa expectativa é arregaçar as mangas e iniciar imediatamente o trabalho”, afirma Varella. A pesquisa para fazer o modelamento da iniciativa deve levar aproximadamente 12 meses e absorver cerca de US$ 4 milhões. O executivo é otimista quanto à confirmação da viabilidade e projeta um prazo para a inauguração do empreendimento: 30 de março de 2017. Varella comenta que o carvão gaúcho é muito similar ao chinês, que é aproveitado para a gaseificação.

No caso da ideia da termelétrica, Varella diz que a energia seria gerada a partir de módulos de 75 MW (cerca de 2% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul). O dirigente adianta que uma opção que será avaliada é o aproveitamento da estrutura existente da Fase A e Fase B do complexo termelétrico de Candiota, da estatal federal Cgtee, que está interligada ao sistema elétrico brasileiro.

Quanto à comercialização da energia a ser gerada, uma hipótese considerada é o mercado livre (formado por grandes consumidores que podem escolher de quem vão adquirir a eletricidade). 
Já na linha carboquímica, a planta teria capacidade para a fabricação de até 300 mil toneladas ao ano. Varella esclarece que o metanol é aplicado na produção de biodiesel e o Rio Grande do Sul é um dos maiores fornecedores desse combustível no País. 

A geração de energia elétrica consumiria em torno de 1,8 mil toneladas diárias de carvão e a rota carboquímica cerca de 6 mil toneladas ao dia. O mineral será procedente da Companhia Riograndense de Mineração (CRM).

Proposta pode ser replicada em outras regiões gaúchas

Conforme o presidente da Vamtec, José Roberto Varella, a primeira planta de gaseificação deve ser feita em Candiota, mas, posteriormente, a expectativa é de que a experiência multiplique-se por outros municípios carboníferos do Rio Grande do Sul. O governador Tarso Genro frisa que, com a tecnologia adequada, o potencial a ser aproveitado é extraordinário. Contudo, ressalta que, se o estudo não indicar a viabilidade da gaseificação do carvão, serão buscadas outras alternativas para a utilização do mineral.

O presidente da Fiergs, Heitor Müller, espera que o acordo desperte o interesse pelas reservas de carvão gaúcho. O dirigente recorda que o Rio Grande do Sul possui reservas estimadas em cerca de 30 bilhões de toneladas. “Uma riqueza imensa, que não está sendo explorada.” Müller acrescenta que o Estado gera em seu território menos da metade da energia que consome, o que é um risco para o abastecimento da indústria local.

Já o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, destaca que a carboquímica pode repetir os benefícios gerados com o polo petroquímico de Triunfo, mas agora em uma região mais carente economicamente. De acordo com o secretário, no momento, a contrapartida do governo para a definição dos estudos é somente o fornecimento de dados.

Além do convênio firmado no Palácio Piratini, no dia 30 de abril, em Seul, na Coreia do Sul, foi assinado um memorando de entendimento entre o governo do Estado e o grupo Posco, abrangendo o tema carvão. O acordo envolve ainda a empresa gaúcha Copelmi. O trabalho com o grupo coreano avaliará a viabilidade de implantação de usinas voltadas à produção de gás de síntese para uso industrial, comercial e residencial.

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Carvão pode render mais investimentos ao Rio Grande do Sul

13/05/2014

Jefferson Klein

Se o levantamento que será feito pela norte-americana Synthesis Energy Systems (SES) e sua representante no Brasil, a Vamtec, comprovar a viabilidade do uso do carvão gaúcho para a gaseificação, essas companhias investirão pesadamente no aproveitamento dessa possibilidade. O presidente da Vamtec, José Roberto Varella, afirma que, se a opção adotada for a construção de uma termelétrica para consumir o gás, o aporte necessário deverá ser em torno de US$ 200 milhões. 

Caso a escolha seja por uma unidade carboquímica, para fabricação de metanol, os recursos serão da ordem de US$ 450 milhões. O executivo revela que a sua preferência é por instalar uma planta mista, com a produção de ambos os insumos.

Na manhã de ontem, dirigentes das empresas envolvidas com o projeto e o governador Tarso Genro assinaram um memorando de entendimento para a concretização de estudo de viabilidade técnica, econômico-financeira e ambiental voltado à implantação de uma usina de gaseificação de carvão na região de Candiota. “A nossa expectativa é arregaçar as mangas e iniciar imediatamente o trabalho”, afirma Varella. A pesquisa para fazer o modelamento da iniciativa deve levar aproximadamente 12 meses e absorver cerca de US$ 4 milhões. O executivo é otimista quanto à confirmação da viabilidade e projeta um prazo para a inauguração do empreendimento: 30 de março de 2017. Varella comenta que o carvão gaúcho é muito similar ao chinês, que é aproveitado para a gaseificação.

No caso da ideia da termelétrica, Varella diz que a energia seria gerada a partir de módulos de 75 MW (cerca de 2% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul). O dirigente adianta que uma opção que será avaliada é o aproveitamento da estrutura existente da Fase A e Fase B do complexo termelétrico de Candiota, da estatal federal Cgtee, que está interligada ao sistema elétrico brasileiro.

Quanto à comercialização da energia a ser gerada, uma hipótese considerada é o mercado livre (formado por grandes consumidores que podem escolher de quem vão adquirir a eletricidade). 
Já na linha carboquímica, a planta teria capacidade para a fabricação de até 300 mil toneladas ao ano. Varella esclarece que o metanol é aplicado na produção de biodiesel e o Rio Grande do Sul é um dos maiores fornecedores desse combustível no País. 

A geração de energia elétrica consumiria em torno de 1,8 mil toneladas diárias de carvão e a rota carboquímica cerca de 6 mil toneladas ao dia. O mineral será procedente da Companhia Riograndense de Mineração (CRM).

Proposta pode ser replicada em outras regiões gaúchas

Conforme o presidente da Vamtec, José Roberto Varella, a primeira planta de gaseificação deve ser feita em Candiota, mas, posteriormente, a expectativa é de que a experiência multiplique-se por outros municípios carboníferos do Rio Grande do Sul. O governador Tarso Genro frisa que, com a tecnologia adequada, o potencial a ser aproveitado é extraordinário. Contudo, ressalta que, se o estudo não indicar a viabilidade da gaseificação do carvão, serão buscadas outras alternativas para a utilização do mineral.

O presidente da Fiergs, Heitor Müller, espera que o acordo desperte o interesse pelas reservas de carvão gaúcho. O dirigente recorda que o Rio Grande do Sul possui reservas estimadas em cerca de 30 bilhões de toneladas. “Uma riqueza imensa, que não está sendo explorada.” Müller acrescenta que o Estado gera em seu território menos da metade da energia que consome, o que é um risco para o abastecimento da indústria local.

Já o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, destaca que a carboquímica pode repetir os benefícios gerados com o polo petroquímico de Triunfo, mas agora em uma região mais carente economicamente. De acordo com o secretário, no momento, a contrapartida do governo para a definição dos estudos é somente o fornecimento de dados.

Além do convênio firmado no Palácio Piratini, no dia 30 de abril, em Seul, na Coreia do Sul, foi assinado um memorando de entendimento entre o governo do Estado e o grupo Posco, abrangendo o tema carvão. O acordo envolve ainda a empresa gaúcha Copelmi. O trabalho com o grupo coreano avaliará a viabilidade de implantação de usinas voltadas à produção de gás de síntese para uso industrial, comercial e residencial.

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