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A maior oferta de geração de energia em usinas térmicas a partir do carvão mineral poderia gerar uma economia mensal de R$ 500 milhões na despesa com energia pelos consumidores finais no País. O custo se elevou recentemente diante da menor oferta de geração hidrelétrica, associada aos baixos níveis de reservas de água, e que levou o sistema a utilizar fontes térmicas que usam também gás e óleo, com maior preço. A Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM) considera no cálculo da economia a oferta que poderia estar disponível caso os projetos a carvão mineral não tivessem sido excluídos de leilões de energia desde 2009. 

A matriz foi reinserida em 2013 pelo governo federal e agora o setor tenta melhorar o preço de venda para viabilizar plantas de geração. Três projetos estão licenciados e habilitados a participar da concorrência prevista para 6 de junho. O presidente da ABCM, Fernando Zancan, condiciona a disputa à elevação do preço dos atuais R$ 144,00 pelo MWh (último leilão) para pelo menos R$ 180,00 por MWh. “Estamos discutindo com o Ministério de Minas e Energia. É preciso elevar o valor para tornar o negócio atrativo a investidores”, justificou Zancan, que apontou vantagens da geração a carvão mineral em evento do Comitê Estratégico de Energia da Câmara Americana de Comércio (Amcham), em Porto Alegre, ocorrido nessa quinta-feira. Ao recorrer à capacidade instalada, o custo chega a R$ 1 mil por MWh no caso da térmica de Uruguaiana, que usa gás natural, vindo da Argentina. A usina foi religada em fevereiro.

Segundo o dirigente, a melhoria na condição de preço permite viabilizar os projetos. São três empreendimentos licenciados que somam capacidade de geração de 1,5 mil megawatts, com investimentos avaliados em cerca de R$ 10 bilhões. Dois são previstos para o Rio Grande do Sul e um em Santa Catarina. Zancan citou que uma mudança importante para dar atratividade e viabilidade aos projetos seria mexer no marco regulatório, prevendo suprimento regional. “Hoje o maior problema de abastecimento está no Sul, e a energia é gerada a longas distâncias”, justificou o dirigente da área de carvão, que considera resolvido o dilema do impacto ambiental da fonte de energia. 

O Brasil precisa ampliar a oferta de energia em 6 mil megawatts ao ano, crescimento entre 3,5% e 4% ao ano, lembrou Zancan. O carvão mineral responde hoje por 2,4% da capacidade total de geração da matriz. A geração térmica total é de 20 mil megawatts, sendo 15% com uso do carvão. O leilão que será feito agora é para entrega em 2019. “Mas em 2017 já se calcula déficit de 2,3 mil megawatts”, adverte o dirigente. O evento da Amcham também mostrou a indecisão que cerca os projetos das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), que somam hoje geração de 4,6 mil megawatts (3,62% do total da matriz) por 462 empreendimentos, a maior parte no Estado. O presidente executivo da Abragel, que reúne as proprietárias das usinas, Charles Lenzi, disse que outras 30 estão em implantação e há ainda mais 142 outorgadas.

Há ainda 634 projetos em plano. “Podemos gerar mais 6,9 mil megawatts”, contabiliza Lenzi. O setor registra problema semelhante aos dos investidores em térmicas a carvão. O preço da energia determinará a ativação dos projetos e ainda a aprovação do potencial pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O presidente executivo da Abragel destacou que uma das vantagens é a proximidade do fornecimento das áreas de consumo, eliminando grandes aportes em linhas de transmissão.

O presidente da Araxá Solar, com sede em Florianópolis e que atua com soluções neste segmento, Rodolfo Pinto, mostrou números que indicam a queda no preço da energia fotovoltaica. Segundo Pinto, a inovação e disseminação das tecnologias deve acelerar o uso de projetos. A Alemanha é hoje o país com maior aplicação. A geração cresce me média 65% ao ano no mundo. O Brasil ainda tem participação ínfima. “O País tem de entrar nesta nova tecnologia energética”, avisou o executivo.

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A maior oferta de geração de energia em usinas térmicas a partir do carvão mineral poderia gerar uma economia mensal de R$ 500 milhões na despesa com energia pelos consumidores finais no País. O custo se elevou recentemente diante da menor oferta de geração hidrelétrica, associada aos baixos níveis de reservas de água, e que levou o sistema a utilizar fontes térmicas que usam também gás e óleo, com maior preço. A Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM) considera no cálculo da economia a oferta que poderia estar disponível caso os projetos a carvão mineral não tivessem sido excluídos de leilões de energia desde 2009. 

A matriz foi reinserida em 2013 pelo governo federal e agora o setor tenta melhorar o preço de venda para viabilizar plantas de geração. Três projetos estão licenciados e habilitados a participar da concorrência prevista para 6 de junho. O presidente da ABCM, Fernando Zancan, condiciona a disputa à elevação do preço dos atuais R$ 144,00 pelo MWh (último leilão) para pelo menos R$ 180,00 por MWh. “Estamos discutindo com o Ministério de Minas e Energia. É preciso elevar o valor para tornar o negócio atrativo a investidores”, justificou Zancan, que apontou vantagens da geração a carvão mineral em evento do Comitê Estratégico de Energia da Câmara Americana de Comércio (Amcham), em Porto Alegre, ocorrido nessa quinta-feira. Ao recorrer à capacidade instalada, o custo chega a R$ 1 mil por MWh no caso da térmica de Uruguaiana, que usa gás natural, vindo da Argentina. A usina foi religada em fevereiro.

Segundo o dirigente, a melhoria na condição de preço permite viabilizar os projetos. São três empreendimentos licenciados que somam capacidade de geração de 1,5 mil megawatts, com investimentos avaliados em cerca de R$ 10 bilhões. Dois são previstos para o Rio Grande do Sul e um em Santa Catarina. Zancan citou que uma mudança importante para dar atratividade e viabilidade aos projetos seria mexer no marco regulatório, prevendo suprimento regional. “Hoje o maior problema de abastecimento está no Sul, e a energia é gerada a longas distâncias”, justificou o dirigente da área de carvão, que considera resolvido o dilema do impacto ambiental da fonte de energia. 

O Brasil precisa ampliar a oferta de energia em 6 mil megawatts ao ano, crescimento entre 3,5% e 4% ao ano, lembrou Zancan. O carvão mineral responde hoje por 2,4% da capacidade total de geração da matriz. A geração térmica total é de 20 mil megawatts, sendo 15% com uso do carvão. O leilão que será feito agora é para entrega em 2019. “Mas em 2017 já se calcula déficit de 2,3 mil megawatts”, adverte o dirigente. O evento da Amcham também mostrou a indecisão que cerca os projetos das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), que somam hoje geração de 4,6 mil megawatts (3,62% do total da matriz) por 462 empreendimentos, a maior parte no Estado. O presidente executivo da Abragel, que reúne as proprietárias das usinas, Charles Lenzi, disse que outras 30 estão em implantação e há ainda mais 142 outorgadas.

Há ainda 634 projetos em plano. “Podemos gerar mais 6,9 mil megawatts”, contabiliza Lenzi. O setor registra problema semelhante aos dos investidores em térmicas a carvão. O preço da energia determinará a ativação dos projetos e ainda a aprovação do potencial pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O presidente executivo da Abragel destacou que uma das vantagens é a proximidade do fornecimento das áreas de consumo, eliminando grandes aportes em linhas de transmissão.

O presidente da Araxá Solar, com sede em Florianópolis e que atua com soluções neste segmento, Rodolfo Pinto, mostrou números que indicam a queda no preço da energia fotovoltaica. Segundo Pinto, a inovação e disseminação das tecnologias deve acelerar o uso de projetos. A Alemanha é hoje o país com maior aplicação. A geração cresce me média 65% ao ano no mundo. O Brasil ainda tem participação ínfima. “O País tem de entrar nesta nova tecnologia energética”, avisou o executivo.

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Maior oferta de carvão reduziria R$ 500 milhões da conta mensal

21/03/2014

Patrícia Comunello

A maior oferta de geração de energia em usinas térmicas a partir do carvão mineral poderia gerar uma economia mensal de R$ 500 milhões na despesa com energia pelos consumidores finais no País. O custo se elevou recentemente diante da menor oferta de geração hidrelétrica, associada aos baixos níveis de reservas de água, e que levou o sistema a utilizar fontes térmicas que usam também gás e óleo, com maior preço. A Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM) considera no cálculo da economia a oferta que poderia estar disponível caso os projetos a carvão mineral não tivessem sido excluídos de leilões de energia desde 2009. 

A matriz foi reinserida em 2013 pelo governo federal e agora o setor tenta melhorar o preço de venda para viabilizar plantas de geração. Três projetos estão licenciados e habilitados a participar da concorrência prevista para 6 de junho. O presidente da ABCM, Fernando Zancan, condiciona a disputa à elevação do preço dos atuais R$ 144,00 pelo MWh (último leilão) para pelo menos R$ 180,00 por MWh. “Estamos discutindo com o Ministério de Minas e Energia. É preciso elevar o valor para tornar o negócio atrativo a investidores”, justificou Zancan, que apontou vantagens da geração a carvão mineral em evento do Comitê Estratégico de Energia da Câmara Americana de Comércio (Amcham), em Porto Alegre, ocorrido nessa quinta-feira. Ao recorrer à capacidade instalada, o custo chega a R$ 1 mil por MWh no caso da térmica de Uruguaiana, que usa gás natural, vindo da Argentina. A usina foi religada em fevereiro.

Segundo o dirigente, a melhoria na condição de preço permite viabilizar os projetos. São três empreendimentos licenciados que somam capacidade de geração de 1,5 mil megawatts, com investimentos avaliados em cerca de R$ 10 bilhões. Dois são previstos para o Rio Grande do Sul e um em Santa Catarina. Zancan citou que uma mudança importante para dar atratividade e viabilidade aos projetos seria mexer no marco regulatório, prevendo suprimento regional. “Hoje o maior problema de abastecimento está no Sul, e a energia é gerada a longas distâncias”, justificou o dirigente da área de carvão, que considera resolvido o dilema do impacto ambiental da fonte de energia. 

O Brasil precisa ampliar a oferta de energia em 6 mil megawatts ao ano, crescimento entre 3,5% e 4% ao ano, lembrou Zancan. O carvão mineral responde hoje por 2,4% da capacidade total de geração da matriz. A geração térmica total é de 20 mil megawatts, sendo 15% com uso do carvão. O leilão que será feito agora é para entrega em 2019. “Mas em 2017 já se calcula déficit de 2,3 mil megawatts”, adverte o dirigente. O evento da Amcham também mostrou a indecisão que cerca os projetos das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), que somam hoje geração de 4,6 mil megawatts (3,62% do total da matriz) por 462 empreendimentos, a maior parte no Estado. O presidente executivo da Abragel, que reúne as proprietárias das usinas, Charles Lenzi, disse que outras 30 estão em implantação e há ainda mais 142 outorgadas.

Há ainda 634 projetos em plano. “Podemos gerar mais 6,9 mil megawatts”, contabiliza Lenzi. O setor registra problema semelhante aos dos investidores em térmicas a carvão. O preço da energia determinará a ativação dos projetos e ainda a aprovação do potencial pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O presidente executivo da Abragel destacou que uma das vantagens é a proximidade do fornecimento das áreas de consumo, eliminando grandes aportes em linhas de transmissão.

O presidente da Araxá Solar, com sede em Florianópolis e que atua com soluções neste segmento, Rodolfo Pinto, mostrou números que indicam a queda no preço da energia fotovoltaica. Segundo Pinto, a inovação e disseminação das tecnologias deve acelerar o uso de projetos. A Alemanha é hoje o país com maior aplicação. A geração cresce me média 65% ao ano no mundo. O Brasil ainda tem participação ínfima. “O País tem de entrar nesta nova tecnologia energética”, avisou o executivo.

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