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    [5] => Fernando Luiz Zancan - Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM)
    [autor] => Fernando Luiz Zancan - Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM)
    [6] => O assunto mais recorrente na imprensa nacional nesse momento é o sistema elétrico. Todo dia temos notícias que estamos usando as térmicas e que isso aumenta a conta de energia, pois são mais caras. 
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Precisamos rever alguns conceitos. Primeiro, as térmicas não são caras. O elétron 
gerado na Usina hidroelétrica de Belo Monte para chegar ao consumidor de São Paulo – 
centro de carga do Brasil – custa o equivalente a um elétron gerado por uma térmica a 
carvão mineral nacional. As térmicas a carvão hoje representam 41% da geração de 
energia elétrica do mundo. Países como os EUA, que tem um dos menores custos 
energia elétrica do mundo, usam cerca de 40% de térmicas a carvão. No Brasil, com 70% 
de geração hidráulica, deveríamos ter um custo menor. Mas por ser mais barato, usamos 
a energia gerada a óleo diesel nos horário de ponta. Algo está errado. 
O nosso sistema é hidrotérmico com cerca de 80% de geração hidráulica. Como 
estamos fazendo usinas hidráulicas sem reservatório e incorporando usinas eólicas em 
larga escala – energia intermitente - cada vez mais dependemos de São Pedro, rezando 
para chover e ventar. As usinas térmicas (carvão, gás, óleo e biomassa) fazem parte do 
sistema com cerca de 23,5%. Quanto à segurança energética as térmicas dependem do 
combustível. As de biomassa dependem da safra, são sazonais. Neste ano, tivemos 
problemas com a baixa safra de cana devido à seca no sudeste. As térmicas a óleo e gás 
devido ao seu elevado despacho, têm um custo de combustível mais elevado, inclusive 
sendo parte dele importado, causando mais prejuízo a Petrobrás, que compra no mercado 
spot e revende a preços menores no Brasil. 
As térmicas a carvão nacional têm um custo de combustível em moeda nacional e 
um custo operacional por MWh cerca de 10% do custo de uma térmica a óleo 
combustível. Portanto se nós tivéssemos operando 1000 MW (USITESC/SC e Seival/RS) 
teríamos hoje uma economia de R$ 500 milhões/mês do nosso contribuinte que, via 
Tesouro Nacional, pagará essa conta em 2014. Em 2015, quem pagará será o 
consumidor via o aumento na conta da energia.
No ano de 2013, tivemos o recorde de operação das nossas usinas térmicas e em 
2014 bateremos um novo recorde, visto que como o carvão é mais barato, as térmicas 
são despachadas primeiro.
Creio que chegou a hora de efetivamente inserirmos o carvão nacional na matriz 
elétrica Brasileira. Precisamos abrir novas minas, ramais ferroviários e viabilizar as 
nossas térmicas nos leilões A-5. A realidade está mostrando aos planejadores do setor 
elétrico que precisamos incorporar térmicas que operem na base e que tenham um custo 
operacional barato, como é o caso do carvão mineral. A velha máxima “o seguro morreu 
de velho” não deve ser esquecida. 
Fernando Zancan
Secretário Executivo do Sindicato da Indústria de Extração do Carvão do Estado de 
Santa Catarina (SIECESC)

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Precisamos rever alguns conceitos. Primeiro, as térmicas não são caras. O elétron 
gerado na Usina hidroelétrica de Belo Monte para chegar ao consumidor de São Paulo – 
centro de carga do Brasil – custa o equivalente a um elétron gerado por uma térmica a 
carvão mineral nacional. As térmicas a carvão hoje representam 41% da geração de 
energia elétrica do mundo. Países como os EUA, que tem um dos menores custos 
energia elétrica do mundo, usam cerca de 40% de térmicas a carvão. No Brasil, com 70% 
de geração hidráulica, deveríamos ter um custo menor. Mas por ser mais barato, usamos 
a energia gerada a óleo diesel nos horário de ponta. Algo está errado. 
O nosso sistema é hidrotérmico com cerca de 80% de geração hidráulica. Como 
estamos fazendo usinas hidráulicas sem reservatório e incorporando usinas eólicas em 
larga escala – energia intermitente - cada vez mais dependemos de São Pedro, rezando 
para chover e ventar. As usinas térmicas (carvão, gás, óleo e biomassa) fazem parte do 
sistema com cerca de 23,5%. Quanto à segurança energética as térmicas dependem do 
combustível. As de biomassa dependem da safra, são sazonais. Neste ano, tivemos 
problemas com a baixa safra de cana devido à seca no sudeste. As térmicas a óleo e gás 
devido ao seu elevado despacho, têm um custo de combustível mais elevado, inclusive 
sendo parte dele importado, causando mais prejuízo a Petrobrás, que compra no mercado 
spot e revende a preços menores no Brasil. 
As térmicas a carvão nacional têm um custo de combustível em moeda nacional e 
um custo operacional por MWh cerca de 10% do custo de uma térmica a óleo 
combustível. Portanto se nós tivéssemos operando 1000 MW (USITESC/SC e Seival/RS) 
teríamos hoje uma economia de R$ 500 milhões/mês do nosso contribuinte que, via 
Tesouro Nacional, pagará essa conta em 2014. Em 2015, quem pagará será o 
consumidor via o aumento na conta da energia.
No ano de 2013, tivemos o recorde de operação das nossas usinas térmicas e em 
2014 bateremos um novo recorde, visto que como o carvão é mais barato, as térmicas 
são despachadas primeiro.
Creio que chegou a hora de efetivamente inserirmos o carvão nacional na matriz 
elétrica Brasileira. Precisamos abrir novas minas, ramais ferroviários e viabilizar as 
nossas térmicas nos leilões A-5. A realidade está mostrando aos planejadores do setor 
elétrico que precisamos incorporar térmicas que operem na base e que tenham um custo 
operacional barato, como é o caso do carvão mineral. A velha máxima “o seguro morreu 
de velho” não deve ser esquecida. 
Fernando Zancan
Secretário Executivo do Sindicato da Indústria de Extração do Carvão do Estado de 
Santa Catarina (SIECESC)

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O seguro morreu de velho

20/03/2014

Fernando Luiz Zancan - Presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM)

Precisamos rever alguns conceitos. Primeiro, as térmicas não são caras. O elétron 
gerado na Usina hidroelétrica de Belo Monte para chegar ao consumidor de São Paulo – 
centro de carga do Brasil – custa o equivalente a um elétron gerado por uma térmica a 
carvão mineral nacional. As térmicas a carvão hoje representam 41% da geração de 
energia elétrica do mundo. Países como os EUA, que tem um dos menores custos 
energia elétrica do mundo, usam cerca de 40% de térmicas a carvão. No Brasil, com 70% 
de geração hidráulica, deveríamos ter um custo menor. Mas por ser mais barato, usamos 
a energia gerada a óleo diesel nos horário de ponta. Algo está errado. 
O nosso sistema é hidrotérmico com cerca de 80% de geração hidráulica. Como 
estamos fazendo usinas hidráulicas sem reservatório e incorporando usinas eólicas em 
larga escala – energia intermitente - cada vez mais dependemos de São Pedro, rezando 
para chover e ventar. As usinas térmicas (carvão, gás, óleo e biomassa) fazem parte do 
sistema com cerca de 23,5%. Quanto à segurança energética as térmicas dependem do 
combustível. As de biomassa dependem da safra, são sazonais. Neste ano, tivemos 
problemas com a baixa safra de cana devido à seca no sudeste. As térmicas a óleo e gás 
devido ao seu elevado despacho, têm um custo de combustível mais elevado, inclusive 
sendo parte dele importado, causando mais prejuízo a Petrobrás, que compra no mercado 
spot e revende a preços menores no Brasil. 
As térmicas a carvão nacional têm um custo de combustível em moeda nacional e 
um custo operacional por MWh cerca de 10% do custo de uma térmica a óleo 
combustível. Portanto se nós tivéssemos operando 1000 MW (USITESC/SC e Seival/RS) 
teríamos hoje uma economia de R$ 500 milhões/mês do nosso contribuinte que, via 
Tesouro Nacional, pagará essa conta em 2014. Em 2015, quem pagará será o 
consumidor via o aumento na conta da energia.
No ano de 2013, tivemos o recorde de operação das nossas usinas térmicas e em 
2014 bateremos um novo recorde, visto que como o carvão é mais barato, as térmicas 
são despachadas primeiro.
Creio que chegou a hora de efetivamente inserirmos o carvão nacional na matriz 
elétrica Brasileira. Precisamos abrir novas minas, ramais ferroviários e viabilizar as 
nossas térmicas nos leilões A-5. A realidade está mostrando aos planejadores do setor 
elétrico que precisamos incorporar térmicas que operem na base e que tenham um custo 
operacional barato, como é o caso do carvão mineral. A velha máxima “o seguro morreu 
de velho” não deve ser esquecida. 
Fernando Zancan
Secretário Executivo do Sindicato da Indústria de Extração do Carvão do Estado de 
Santa Catarina (SIECESC)

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