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    [6] => O País não corre o risco de enfrentar um novo racionamento de energia elétrica, assegura o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Ele reiterou que o abastecimento está garantido, defendeu o uso das usinas térmicas e minimizou o custo adicional dessa energia.
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O País não corre o risco de enfrentar um novo racionamento de energia elétrica, assegura o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. "Mesmo se não cair mais uma gota de chuva este ano, não teremos racionamento", declarou o ministro, em entrevista exclusiva. Ele reiterou que o abastecimento está garantido, defendeu o uso das usinas térmicas e minimizou o custo adicional dessa energia.

"Temos que fugir do desabastecimento. O que é caro não é a térmica, caro é não ter nenhuma energia", afirmou o ministro, argumentando que o objetivo da manutenção do parque térmico nacional é exatamente este: ser mantido em estado "mais ou menos letárgico" durante quase todo o tempo para servir de garantia quando necessário. "Não sou pregador de racionamento, não trabalho com essa hipótese", repetiu. 

Lobão comentou que, como a maioria dos brasileiros, desde 2001, quando o País atravessou um período de racionamento, adota medidas de economia de energia em casa. Naquela época, o governo de Fernando Henrique Cardoso impôs racionamento ao País devido à falta de chuvas e ao esvaziamento dos reservatórios das hidrelétricas. 

Agora, diz o ministro, a estrutura do sistema é outra. "Eu faço minha racionalização de energia desde 2001 e apago as luzes de todos os cômodos de casa", afirmou. "Mas não vou recomendar aos brasileiros que economizem. Isso não é mais necessário." 

Em seu gabinete, tendo à mão uma papelada com dados do setor elétrico, Lobão rebateu avaliações de especialistas que veem risco maior de apagão. Os números apresentados por esses especialistas diferem dos que balizam os estudos do ministério. "Fico com meus especialistas do ministério, que me asseguram que não teremos nenhum problema."

Lobão reconheceu que o custo da energia das térmicas é mais elevado que o das hidrelétricas, mas disse que essa é uma situação temporária e essas usinas servem de seguro em momentos como o atual. Além disso, segundo ele, são poucas as usinas com custos mais altos. 

Mais cara. "Temos duas usinas a diesel com custo de geração mais alto", afirmou Lobão. Segundo ele, são as usinas de Goiânia II, cujo custo do megawatt hora está em R$ 859, e Xavantes, com R$ 1.144,90.

"As duas juntas têm potência de 140 MW. Isso é nada diante de um sistema com capacidade de 127 mil MW." O ministro disse que a maioria da energia gerada no mundo é térmica, ao contrário do Brasil, onde as hidrelétricas predominam: "Nos Estados Unidos, a energia é qual? Térmica. No Japão? Térmica". 

Lobão rebateu ainda as críticas de que o acionamento das usinas térmicas eleva a necessidade de importação de combustíveis. "O que eu não posso é importar energia dos Estados Unidos e da Arábia Saudita." Pouco mais de um ano após a queda de 20% nas contas de luz, anunciada pela presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional de rádio e TV, Lobão reconhece que a energia ainda é cara no Brasil.

A causa, argumentou, são os impostos, principalmente o ICMS, uma das principais fontes de receita dos Estados. "Não temos jurisdição sobre o ICMS, que é dos Estados e é elevado. Mas não vou criar conflito porque esse é o principal imposto deles." 

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O País não corre o risco de enfrentar um novo racionamento de energia elétrica, assegura o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. "Mesmo se não cair mais uma gota de chuva este ano, não teremos racionamento", declarou o ministro, em entrevista exclusiva. Ele reiterou que o abastecimento está garantido, defendeu o uso das usinas térmicas e minimizou o custo adicional dessa energia.

"Temos que fugir do desabastecimento. O que é caro não é a térmica, caro é não ter nenhuma energia", afirmou o ministro, argumentando que o objetivo da manutenção do parque térmico nacional é exatamente este: ser mantido em estado "mais ou menos letárgico" durante quase todo o tempo para servir de garantia quando necessário. "Não sou pregador de racionamento, não trabalho com essa hipótese", repetiu. 

Lobão comentou que, como a maioria dos brasileiros, desde 2001, quando o País atravessou um período de racionamento, adota medidas de economia de energia em casa. Naquela época, o governo de Fernando Henrique Cardoso impôs racionamento ao País devido à falta de chuvas e ao esvaziamento dos reservatórios das hidrelétricas. 

Agora, diz o ministro, a estrutura do sistema é outra. "Eu faço minha racionalização de energia desde 2001 e apago as luzes de todos os cômodos de casa", afirmou. "Mas não vou recomendar aos brasileiros que economizem. Isso não é mais necessário." 

Em seu gabinete, tendo à mão uma papelada com dados do setor elétrico, Lobão rebateu avaliações de especialistas que veem risco maior de apagão. Os números apresentados por esses especialistas diferem dos que balizam os estudos do ministério. "Fico com meus especialistas do ministério, que me asseguram que não teremos nenhum problema."

Lobão reconheceu que o custo da energia das térmicas é mais elevado que o das hidrelétricas, mas disse que essa é uma situação temporária e essas usinas servem de seguro em momentos como o atual. Além disso, segundo ele, são poucas as usinas com custos mais altos. 

Mais cara. "Temos duas usinas a diesel com custo de geração mais alto", afirmou Lobão. Segundo ele, são as usinas de Goiânia II, cujo custo do megawatt hora está em R$ 859, e Xavantes, com R$ 1.144,90.

"As duas juntas têm potência de 140 MW. Isso é nada diante de um sistema com capacidade de 127 mil MW." O ministro disse que a maioria da energia gerada no mundo é térmica, ao contrário do Brasil, onde as hidrelétricas predominam: "Nos Estados Unidos, a energia é qual? Térmica. No Japão? Térmica". 

Lobão rebateu ainda as críticas de que o acionamento das usinas térmicas eleva a necessidade de importação de combustíveis. "O que eu não posso é importar energia dos Estados Unidos e da Arábia Saudita." Pouco mais de um ano após a queda de 20% nas contas de luz, anunciada pela presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional de rádio e TV, Lobão reconhece que a energia ainda é cara no Brasil.

A causa, argumentou, são os impostos, principalmente o ICMS, uma das principais fontes de receita dos Estados. "Não temos jurisdição sobre o ICMS, que é dos Estados e é elevado. Mas não vou criar conflito porque esse é o principal imposto deles." 

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Mesmo sem chuva, Lobão descarta racionamento

21/02/2014

Anne Warth e Lu Aiko Otta - Estadão

O País não corre o risco de enfrentar um novo racionamento de energia elétrica, assegura o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. "Mesmo se não cair mais uma gota de chuva este ano, não teremos racionamento", declarou o ministro, em entrevista exclusiva. Ele reiterou que o abastecimento está garantido, defendeu o uso das usinas térmicas e minimizou o custo adicional dessa energia.

"Temos que fugir do desabastecimento. O que é caro não é a térmica, caro é não ter nenhuma energia", afirmou o ministro, argumentando que o objetivo da manutenção do parque térmico nacional é exatamente este: ser mantido em estado "mais ou menos letárgico" durante quase todo o tempo para servir de garantia quando necessário. "Não sou pregador de racionamento, não trabalho com essa hipótese", repetiu. 

Lobão comentou que, como a maioria dos brasileiros, desde 2001, quando o País atravessou um período de racionamento, adota medidas de economia de energia em casa. Naquela época, o governo de Fernando Henrique Cardoso impôs racionamento ao País devido à falta de chuvas e ao esvaziamento dos reservatórios das hidrelétricas. 

Agora, diz o ministro, a estrutura do sistema é outra. "Eu faço minha racionalização de energia desde 2001 e apago as luzes de todos os cômodos de casa", afirmou. "Mas não vou recomendar aos brasileiros que economizem. Isso não é mais necessário." 

Em seu gabinete, tendo à mão uma papelada com dados do setor elétrico, Lobão rebateu avaliações de especialistas que veem risco maior de apagão. Os números apresentados por esses especialistas diferem dos que balizam os estudos do ministério. "Fico com meus especialistas do ministério, que me asseguram que não teremos nenhum problema."

Lobão reconheceu que o custo da energia das térmicas é mais elevado que o das hidrelétricas, mas disse que essa é uma situação temporária e essas usinas servem de seguro em momentos como o atual. Além disso, segundo ele, são poucas as usinas com custos mais altos. 

Mais cara. "Temos duas usinas a diesel com custo de geração mais alto", afirmou Lobão. Segundo ele, são as usinas de Goiânia II, cujo custo do megawatt hora está em R$ 859, e Xavantes, com R$ 1.144,90.

"As duas juntas têm potência de 140 MW. Isso é nada diante de um sistema com capacidade de 127 mil MW." O ministro disse que a maioria da energia gerada no mundo é térmica, ao contrário do Brasil, onde as hidrelétricas predominam: "Nos Estados Unidos, a energia é qual? Térmica. No Japão? Térmica". 

Lobão rebateu ainda as críticas de que o acionamento das usinas térmicas eleva a necessidade de importação de combustíveis. "O que eu não posso é importar energia dos Estados Unidos e da Arábia Saudita." Pouco mais de um ano após a queda de 20% nas contas de luz, anunciada pela presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional de rádio e TV, Lobão reconhece que a energia ainda é cara no Brasil.

A causa, argumentou, são os impostos, principalmente o ICMS, uma das principais fontes de receita dos Estados. "Não temos jurisdição sobre o ICMS, que é dos Estados e é elevado. Mas não vou criar conflito porque esse é o principal imposto deles." 

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