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    [resumo] => Em 2013 o setor elétrico passou por momentos de ajustes e a dependência de São Pedro ficou evidente de forma transparente para a Sociedade. O vital papel das térmicas, para a segurança energética, ficou claro e a dificuldade de gestão do sistema elétrico que, passa a incorporar cada vez mais fontes intermitentes, deixou todos preocupados.
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Em 2013 o setor elétrico passou por momentos de ajustes e a dependência de São Pedro ficou evidente de forma transparente para a Sociedade. O vital papel das térmicas, para a segurança energética, ficou claro e a dificuldade de gestão do sistema elétrico que, passa a incorporar cada vez mais fontes intermitentes, deixou todos preocupados.

A falta e o alto custo do gás natural para a indústria e para a geração térmica demonstrou que, a curto e médio prazo, não é a solução energética para o Brasil. O elevado dispêndio financeiro com o necessário despacho térmico de custo caro gerou apreensão inclusive no Tesouro Nacional que passou a pagar a conta do elétron.

O crescimento da demanda de energia elétrica (cerca de 4%), mesmo com o baixo PIB (cerca de 2%), demonstrou a necessidade de incorporação de energia nova em grande quantidade. As dificuldades ambientais, as negociações com os índios e problemas diversos tornaram a evolução de novos projetos hidráulicos mais lentos e o atraso das obras corroeram as taxas internas de retornos dos investimentos.

O governo fez diversos ajustes, visando garantir a segurança energética e a modicidade tarifária. Com referência ao carvão mineral houve a decisão do Governo de liberar a volta da participação de projetos a carvão nos leilões A-5. Houve um esforço do MME e outros agentes do Governo, em viabilizar mecanismos tributários e financeiros para baixar os custos da geração térmica a carvão mineral.

A ação efetiva da Frente Parlamentar em Defesa do Carvão Mineral, capitaneada pelo seu presidente Deputado Afonso Hamm, a ação dos políticos municipais e estaduais contribuíram para que políticas públicas fossem estabelecidas permitindo a isonomia de tratamento com outras fontes.

Houve investimentos e enorme esforço dos empreendedores, fornecedores de usinas, fornecedores materiais e mineradores de carvão, para melhorar as condições de competição dos projetos.  Esse esforço é reconhecido pela ABCM. Mas o leilão de Agosto de 2013 não ofereceu condições adequadas para participação de projetos à carvão devido ao preço teto.

O leilão de Dezembro de 2013 endereçou a alguns itens que influenciavam no preço teto e flexibilizou a data de entrada de operação das usinas adequando o prazo de entrega de energia ao prazo de construção das plantas. Entretanto o preço teto estabelecido pelo Governo, novamente, inviabilizou a participação de projetos termelétricos a carvão frustrando a expectativa de agentes do setor elétrico e da Sociedade do Sul do Brasil.

Se não houve sucesso nos novos projetos, as térmicas em operação e a mineração de carvão fizerem seu dever de casa garantindo a segurança energética com baixo custo de despacho. Tivemos um ano de diversos recordes em consumo de carvão nas termelétricas e de produção nas minas. Esse elevado nível de despacho e o baixo custo demonstraram que, na pratica, o carvão mineral nacional é uma energia confiável, firme, segura, disponível e de baixo custo.

Realizamos estudos para apresentar uma política integrada para o carvão mineral, visando a produção de gás, químicos e fertilizantes o que já está sendo discutido com o Ministério da Industria e Comércio. Na área de P&D realizamos o IV Congresso Brasileiro do Carvão Mineral, que teve 90 trabalhos científicos e mais de 350 participantes. Inauguramos o primeiro prédio do Centro de Tecnologia de Carvão Limpo e iniciamos a construção do laboratório de combustíveis sólidos.

Obtivemos a aprovação de R$ 4,4 milhões para implantação do primeiro laboratório de Captura de CO2 do Brasil e aprovamos vários projetos de P&D em carvão junto à ANEEL e ao CNPQ demonstrando que a política da ABCM em desenvolver massa crítica para o crescimento da indústria do carvão está no caminho certo.
Esperamos que, em 2014, possamos efetivar os novos projetos de carvão nos próximos leilões A-5, ajudando, com isso, a operação do sistema interligado. A competição e a efetiva implantação de novos projetos termelétricos a carvão só ocorrerá com condições econômicas realistas condizentes com o mercado.

Entendemos que discutir somente o valor do MWh, sem incorporar os benefícios da segurança energética, do incremento da economia dos estados produtores de carvão, e nem os benéficos sociais da implementação dessa indústria não está correto, falta uma visão integrada. Estaremos buscando a construção de uma política estruturada, com visão de longo prazo, para o desenvolvimento da cadeia produtiva do carvão junto ao Ministério do Desenvolvimento de Industria e Comercio e ao Ministério de Minas e Energia.

Combinar as políticas públicas existentes, criar novas, organizá-las em ações concretas para desenvolver um patrimônio, que está no subsolo brasileiro e que representa, em energia, o equivalente ao petróleo no Brasil incluindo o pré-sal, será o nosso desafio para 2014.

Informar a Sociedade sobre a importância do papel das térmicas, em especial do carvão, será uma agenda constante e construir uma agenda positiva para a cadeia produtiva do carvão (elétron, molécula, químicos, combustíveis, fertilizantes e cimento) será a pauta de discussões. Esperamos que os sinais econômicos dados pelo Governo Federal venham a mostrar aos investidores, efetivamente, que o carvão virá para contribuir com a matriz energética brasileira.

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Em 2013 o setor elétrico passou por momentos de ajustes e a dependência de São Pedro ficou evidente de forma transparente para a Sociedade. O vital papel das térmicas, para a segurança energética, ficou claro e a dificuldade de gestão do sistema elétrico que, passa a incorporar cada vez mais fontes intermitentes, deixou todos preocupados.

A falta e o alto custo do gás natural para a indústria e para a geração térmica demonstrou que, a curto e médio prazo, não é a solução energética para o Brasil. O elevado dispêndio financeiro com o necessário despacho térmico de custo caro gerou apreensão inclusive no Tesouro Nacional que passou a pagar a conta do elétron.

O crescimento da demanda de energia elétrica (cerca de 4%), mesmo com o baixo PIB (cerca de 2%), demonstrou a necessidade de incorporação de energia nova em grande quantidade. As dificuldades ambientais, as negociações com os índios e problemas diversos tornaram a evolução de novos projetos hidráulicos mais lentos e o atraso das obras corroeram as taxas internas de retornos dos investimentos.

O governo fez diversos ajustes, visando garantir a segurança energética e a modicidade tarifária. Com referência ao carvão mineral houve a decisão do Governo de liberar a volta da participação de projetos a carvão nos leilões A-5. Houve um esforço do MME e outros agentes do Governo, em viabilizar mecanismos tributários e financeiros para baixar os custos da geração térmica a carvão mineral.

A ação efetiva da Frente Parlamentar em Defesa do Carvão Mineral, capitaneada pelo seu presidente Deputado Afonso Hamm, a ação dos políticos municipais e estaduais contribuíram para que políticas públicas fossem estabelecidas permitindo a isonomia de tratamento com outras fontes.

Houve investimentos e enorme esforço dos empreendedores, fornecedores de usinas, fornecedores materiais e mineradores de carvão, para melhorar as condições de competição dos projetos.  Esse esforço é reconhecido pela ABCM. Mas o leilão de Agosto de 2013 não ofereceu condições adequadas para participação de projetos à carvão devido ao preço teto.

O leilão de Dezembro de 2013 endereçou a alguns itens que influenciavam no preço teto e flexibilizou a data de entrada de operação das usinas adequando o prazo de entrega de energia ao prazo de construção das plantas. Entretanto o preço teto estabelecido pelo Governo, novamente, inviabilizou a participação de projetos termelétricos a carvão frustrando a expectativa de agentes do setor elétrico e da Sociedade do Sul do Brasil.

Se não houve sucesso nos novos projetos, as térmicas em operação e a mineração de carvão fizerem seu dever de casa garantindo a segurança energética com baixo custo de despacho. Tivemos um ano de diversos recordes em consumo de carvão nas termelétricas e de produção nas minas. Esse elevado nível de despacho e o baixo custo demonstraram que, na pratica, o carvão mineral nacional é uma energia confiável, firme, segura, disponível e de baixo custo.

Realizamos estudos para apresentar uma política integrada para o carvão mineral, visando a produção de gás, químicos e fertilizantes o que já está sendo discutido com o Ministério da Industria e Comércio. Na área de P&D realizamos o IV Congresso Brasileiro do Carvão Mineral, que teve 90 trabalhos científicos e mais de 350 participantes. Inauguramos o primeiro prédio do Centro de Tecnologia de Carvão Limpo e iniciamos a construção do laboratório de combustíveis sólidos.

Obtivemos a aprovação de R$ 4,4 milhões para implantação do primeiro laboratório de Captura de CO2 do Brasil e aprovamos vários projetos de P&D em carvão junto à ANEEL e ao CNPQ demonstrando que a política da ABCM em desenvolver massa crítica para o crescimento da indústria do carvão está no caminho certo.
Esperamos que, em 2014, possamos efetivar os novos projetos de carvão nos próximos leilões A-5, ajudando, com isso, a operação do sistema interligado. A competição e a efetiva implantação de novos projetos termelétricos a carvão só ocorrerá com condições econômicas realistas condizentes com o mercado.

Entendemos que discutir somente o valor do MWh, sem incorporar os benefícios da segurança energética, do incremento da economia dos estados produtores de carvão, e nem os benéficos sociais da implementação dessa indústria não está correto, falta uma visão integrada. Estaremos buscando a construção de uma política estruturada, com visão de longo prazo, para o desenvolvimento da cadeia produtiva do carvão junto ao Ministério do Desenvolvimento de Industria e Comercio e ao Ministério de Minas e Energia.

Combinar as políticas públicas existentes, criar novas, organizá-las em ações concretas para desenvolver um patrimônio, que está no subsolo brasileiro e que representa, em energia, o equivalente ao petróleo no Brasil incluindo o pré-sal, será o nosso desafio para 2014.

Informar a Sociedade sobre a importância do papel das térmicas, em especial do carvão, será uma agenda constante e construir uma agenda positiva para a cadeia produtiva do carvão (elétron, molécula, químicos, combustíveis, fertilizantes e cimento) será a pauta de discussões. Esperamos que os sinais econômicos dados pelo Governo Federal venham a mostrar aos investidores, efetivamente, que o carvão virá para contribuir com a matriz energética brasileira.

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2013: o ano do setor elétrico e o futuro

15/01/2014

Fernando Zancan - Presidente da ABCM

Em 2013 o setor elétrico passou por momentos de ajustes e a dependência de São Pedro ficou evidente de forma transparente para a Sociedade. O vital papel das térmicas, para a segurança energética, ficou claro e a dificuldade de gestão do sistema elétrico que, passa a incorporar cada vez mais fontes intermitentes, deixou todos preocupados.

A falta e o alto custo do gás natural para a indústria e para a geração térmica demonstrou que, a curto e médio prazo, não é a solução energética para o Brasil. O elevado dispêndio financeiro com o necessário despacho térmico de custo caro gerou apreensão inclusive no Tesouro Nacional que passou a pagar a conta do elétron.

O crescimento da demanda de energia elétrica (cerca de 4%), mesmo com o baixo PIB (cerca de 2%), demonstrou a necessidade de incorporação de energia nova em grande quantidade. As dificuldades ambientais, as negociações com os índios e problemas diversos tornaram a evolução de novos projetos hidráulicos mais lentos e o atraso das obras corroeram as taxas internas de retornos dos investimentos.

O governo fez diversos ajustes, visando garantir a segurança energética e a modicidade tarifária. Com referência ao carvão mineral houve a decisão do Governo de liberar a volta da participação de projetos a carvão nos leilões A-5. Houve um esforço do MME e outros agentes do Governo, em viabilizar mecanismos tributários e financeiros para baixar os custos da geração térmica a carvão mineral.

A ação efetiva da Frente Parlamentar em Defesa do Carvão Mineral, capitaneada pelo seu presidente Deputado Afonso Hamm, a ação dos políticos municipais e estaduais contribuíram para que políticas públicas fossem estabelecidas permitindo a isonomia de tratamento com outras fontes.

Houve investimentos e enorme esforço dos empreendedores, fornecedores de usinas, fornecedores materiais e mineradores de carvão, para melhorar as condições de competição dos projetos.  Esse esforço é reconhecido pela ABCM. Mas o leilão de Agosto de 2013 não ofereceu condições adequadas para participação de projetos à carvão devido ao preço teto.

O leilão de Dezembro de 2013 endereçou a alguns itens que influenciavam no preço teto e flexibilizou a data de entrada de operação das usinas adequando o prazo de entrega de energia ao prazo de construção das plantas. Entretanto o preço teto estabelecido pelo Governo, novamente, inviabilizou a participação de projetos termelétricos a carvão frustrando a expectativa de agentes do setor elétrico e da Sociedade do Sul do Brasil.

Se não houve sucesso nos novos projetos, as térmicas em operação e a mineração de carvão fizerem seu dever de casa garantindo a segurança energética com baixo custo de despacho. Tivemos um ano de diversos recordes em consumo de carvão nas termelétricas e de produção nas minas. Esse elevado nível de despacho e o baixo custo demonstraram que, na pratica, o carvão mineral nacional é uma energia confiável, firme, segura, disponível e de baixo custo.

Realizamos estudos para apresentar uma política integrada para o carvão mineral, visando a produção de gás, químicos e fertilizantes o que já está sendo discutido com o Ministério da Industria e Comércio. Na área de P&D realizamos o IV Congresso Brasileiro do Carvão Mineral, que teve 90 trabalhos científicos e mais de 350 participantes. Inauguramos o primeiro prédio do Centro de Tecnologia de Carvão Limpo e iniciamos a construção do laboratório de combustíveis sólidos.

Obtivemos a aprovação de R$ 4,4 milhões para implantação do primeiro laboratório de Captura de CO2 do Brasil e aprovamos vários projetos de P&D em carvão junto à ANEEL e ao CNPQ demonstrando que a política da ABCM em desenvolver massa crítica para o crescimento da indústria do carvão está no caminho certo.
Esperamos que, em 2014, possamos efetivar os novos projetos de carvão nos próximos leilões A-5, ajudando, com isso, a operação do sistema interligado. A competição e a efetiva implantação de novos projetos termelétricos a carvão só ocorrerá com condições econômicas realistas condizentes com o mercado.

Entendemos que discutir somente o valor do MWh, sem incorporar os benefícios da segurança energética, do incremento da economia dos estados produtores de carvão, e nem os benéficos sociais da implementação dessa indústria não está correto, falta uma visão integrada. Estaremos buscando a construção de uma política estruturada, com visão de longo prazo, para o desenvolvimento da cadeia produtiva do carvão junto ao Ministério do Desenvolvimento de Industria e Comercio e ao Ministério de Minas e Energia.

Combinar as políticas públicas existentes, criar novas, organizá-las em ações concretas para desenvolver um patrimônio, que está no subsolo brasileiro e que representa, em energia, o equivalente ao petróleo no Brasil incluindo o pré-sal, será o nosso desafio para 2014.

Informar a Sociedade sobre a importância do papel das térmicas, em especial do carvão, será uma agenda constante e construir uma agenda positiva para a cadeia produtiva do carvão (elétron, molécula, químicos, combustíveis, fertilizantes e cimento) será a pauta de discussões. Esperamos que os sinais econômicos dados pelo Governo Federal venham a mostrar aos investidores, efetivamente, que o carvão virá para contribuir com a matriz energética brasileira.

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