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O leilão A-5, que aconteceu nesta sexta-feira, 13 de dezembro, vai ficar na história em termos de contratação. O certame superou as expectativas de muitos agentes do setor. Além de tirar do papel a tão esperada UHE São Manoel, arrematada por EDP e Furnas, o leilão negociou energia de 97 empreendimentos eólicos, que somam 2,3 GW; 16 PCHs, que somam 307 MW; e cinco térmicas a biomassa, sendo uma a cavaco de madeira, que totalizam 161 MW. No final foram contratados 3,5 GW a um preço médio de R$ 109,93/MWh. Tanto a Associação Brasileira de Energia Eólica quanto a Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa se surpreenderam com a contratação recorde das eólicas e PCHs.

No ano, de acordo com Elbia Melo, presidente-executiva da ABEEólica, a contratação eólica chegou a 4,7 GW. "2013 marcará a trajetória da fonte eólica no Brasil como uma ano histórico no volume de contratação", comentou a executiva. Ela ressaltou que o segmento se mostrou competente para passar por mudanças que se apresentaram, como as envolvem as regras de conteúdo nacional do Finame, a metodologia dos leilões, além da obrigatoriedade do P90 e a situação das linhas de transmissão.

"A fonte demonstrou competência e competitividade e reforçou sua posição na matriz elétrica nacional", declarou a executiva. Elbia disse ainda que a eólica se consolidou como opção de expansão da matriz elétrica brasileira e que a indústria está preparada para atender a alta demanda por equipamentos. "A indústria com certeza está muito feliz e mesmo que ela precise fazer algum tipo de expansão, ela tem tempo, porque o leilão é para entrega daqui há quatro anos. A indústria tem disposição e recursos para investir. Ela só precisava de uma sinalização que foi claramente dada neste ano", avaliou Elbia.

Com o volume total de energia eólica contratado em 2013, a energia eólica contribuirá  para a geração de mais de 70 mil empregos, R$ 21,2 bilhões em investimentos, 8,5 milhões de casas abastecidas e 4 milhões de toneladas de CO2 evitadas, segundo dados da ABEEólica. “Esses números reforçam que, além da importância da fonte para a matriz elétrica nacional, a energia eólica impacta, de forma positiva, a sociedade brasileira como um todo”, comenta Elbia.

As PCHs também estão em ritmo de comemoração. Segundo Charles Lenzi, presidente da Abragel, nunca, em nenhum outro certame, tantos projetos da fonte haviam saído do papel. "A participação foi muito acima das expectativas. Foi a melhor participação de todos os leilões. Isso demonstra que aquela ideia de ter um preço-teto um pouco mais alto associado à melhoria das condições de financiamento deu certo", analisou Lenzi em entrevista à Agência CanalEnergia.

As PCHs, assim como as térmicas, tiveram preço-teto de R$ 144/MWh. Lenzi diz que o preço ainda não é o ideal, mas as mudanças realizadas pelo governo estão indo na direção correta e dá um sinal muito positivo para a indústria de PCHs, que andava desanimada com a baixa contratação da fonte. "Isso movimento toda a cadeia de PCHs", aponta.

Por outro lado, as térmicas não vivem o mesmo momento de euforia. Fernando Luiz Zancan, presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, contou que na última quinta-feira, 12 de dezembro, foi protocolada uma carta no Ministério de Minas e Energia dizendo que não tinha como as térmicas a carvão nacional participarem do leilão com o preço estabelecido. "O governo está tentando adivinhar qual é o preço da térmica. Se ele coloca um preço mais alto, os projetos acabam competindo entre si", salientou.

Segundo ele, é de conhecimento de todos que a região Sul precisa de geração térmica, mas os leilões não estão levando para esse tipo de contratação. "É preciso colocar a usina certa no local certo. Não estamos conseguindo colocar energia onde se precisa. Temos realmente que discutir o modelo e fazer leilões por fonte ou regional, de forma a colocar a energia que se precisa ao menor custo", defendeu.

De geração térmica, apenas cinco usinas a biomassa conseguiram vender energia no leilão, sendo quatro de bagaço de cana e uma a cavaco de madeira. Zilmar de Souza, gerente de bioeletricidade da União da Indústria da Cana-de-Açúcar, disse que vis-a-vis o potencial da fonte, a contratação foi bastante modesta. Ele comemora a volta da biomassa aos certames nesse ano, mas continua pedindo uma melhora nos preços. "É preciso considerar as externalidades da fonte, como a proximidade dos centros de consumo", argumentou. Segundo ele, a biomassa já chegou a vender 40 projetos em um único leilão. "É importante ter uma política de mais longo prazo", afirmou.

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O leilão A-5, que aconteceu nesta sexta-feira, 13 de dezembro, vai ficar na história em termos de contratação. O certame superou as expectativas de muitos agentes do setor. Além de tirar do papel a tão esperada UHE São Manoel, arrematada por EDP e Furnas, o leilão negociou energia de 97 empreendimentos eólicos, que somam 2,3 GW; 16 PCHs, que somam 307 MW; e cinco térmicas a biomassa, sendo uma a cavaco de madeira, que totalizam 161 MW. No final foram contratados 3,5 GW a um preço médio de R$ 109,93/MWh. Tanto a Associação Brasileira de Energia Eólica quanto a Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa se surpreenderam com a contratação recorde das eólicas e PCHs.

No ano, de acordo com Elbia Melo, presidente-executiva da ABEEólica, a contratação eólica chegou a 4,7 GW. "2013 marcará a trajetória da fonte eólica no Brasil como uma ano histórico no volume de contratação", comentou a executiva. Ela ressaltou que o segmento se mostrou competente para passar por mudanças que se apresentaram, como as envolvem as regras de conteúdo nacional do Finame, a metodologia dos leilões, além da obrigatoriedade do P90 e a situação das linhas de transmissão.

"A fonte demonstrou competência e competitividade e reforçou sua posição na matriz elétrica nacional", declarou a executiva. Elbia disse ainda que a eólica se consolidou como opção de expansão da matriz elétrica brasileira e que a indústria está preparada para atender a alta demanda por equipamentos. "A indústria com certeza está muito feliz e mesmo que ela precise fazer algum tipo de expansão, ela tem tempo, porque o leilão é para entrega daqui há quatro anos. A indústria tem disposição e recursos para investir. Ela só precisava de uma sinalização que foi claramente dada neste ano", avaliou Elbia.

Com o volume total de energia eólica contratado em 2013, a energia eólica contribuirá  para a geração de mais de 70 mil empregos, R$ 21,2 bilhões em investimentos, 8,5 milhões de casas abastecidas e 4 milhões de toneladas de CO2 evitadas, segundo dados da ABEEólica. “Esses números reforçam que, além da importância da fonte para a matriz elétrica nacional, a energia eólica impacta, de forma positiva, a sociedade brasileira como um todo”, comenta Elbia.

As PCHs também estão em ritmo de comemoração. Segundo Charles Lenzi, presidente da Abragel, nunca, em nenhum outro certame, tantos projetos da fonte haviam saído do papel. "A participação foi muito acima das expectativas. Foi a melhor participação de todos os leilões. Isso demonstra que aquela ideia de ter um preço-teto um pouco mais alto associado à melhoria das condições de financiamento deu certo", analisou Lenzi em entrevista à Agência CanalEnergia.

As PCHs, assim como as térmicas, tiveram preço-teto de R$ 144/MWh. Lenzi diz que o preço ainda não é o ideal, mas as mudanças realizadas pelo governo estão indo na direção correta e dá um sinal muito positivo para a indústria de PCHs, que andava desanimada com a baixa contratação da fonte. "Isso movimento toda a cadeia de PCHs", aponta.

Por outro lado, as térmicas não vivem o mesmo momento de euforia. Fernando Luiz Zancan, presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, contou que na última quinta-feira, 12 de dezembro, foi protocolada uma carta no Ministério de Minas e Energia dizendo que não tinha como as térmicas a carvão nacional participarem do leilão com o preço estabelecido. "O governo está tentando adivinhar qual é o preço da térmica. Se ele coloca um preço mais alto, os projetos acabam competindo entre si", salientou.

Segundo ele, é de conhecimento de todos que a região Sul precisa de geração térmica, mas os leilões não estão levando para esse tipo de contratação. "É preciso colocar a usina certa no local certo. Não estamos conseguindo colocar energia onde se precisa. Temos realmente que discutir o modelo e fazer leilões por fonte ou regional, de forma a colocar a energia que se precisa ao menor custo", defendeu.

De geração térmica, apenas cinco usinas a biomassa conseguiram vender energia no leilão, sendo quatro de bagaço de cana e uma a cavaco de madeira. Zilmar de Souza, gerente de bioeletricidade da União da Indústria da Cana-de-Açúcar, disse que vis-a-vis o potencial da fonte, a contratação foi bastante modesta. Ele comemora a volta da biomassa aos certames nesse ano, mas continua pedindo uma melhora nos preços. "É preciso considerar as externalidades da fonte, como a proximidade dos centros de consumo", argumentou. Segundo ele, a biomassa já chegou a vender 40 projetos em um único leilão. "É importante ter uma política de mais longo prazo", afirmou.

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Leilão A-5: eólicas e PCHs batem recorde de contratação e superam expectativas

13/12/2013

Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

O leilão A-5, que aconteceu nesta sexta-feira, 13 de dezembro, vai ficar na história em termos de contratação. O certame superou as expectativas de muitos agentes do setor. Além de tirar do papel a tão esperada UHE São Manoel, arrematada por EDP e Furnas, o leilão negociou energia de 97 empreendimentos eólicos, que somam 2,3 GW; 16 PCHs, que somam 307 MW; e cinco térmicas a biomassa, sendo uma a cavaco de madeira, que totalizam 161 MW. No final foram contratados 3,5 GW a um preço médio de R$ 109,93/MWh. Tanto a Associação Brasileira de Energia Eólica quanto a Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa se surpreenderam com a contratação recorde das eólicas e PCHs.

No ano, de acordo com Elbia Melo, presidente-executiva da ABEEólica, a contratação eólica chegou a 4,7 GW. "2013 marcará a trajetória da fonte eólica no Brasil como uma ano histórico no volume de contratação", comentou a executiva. Ela ressaltou que o segmento se mostrou competente para passar por mudanças que se apresentaram, como as envolvem as regras de conteúdo nacional do Finame, a metodologia dos leilões, além da obrigatoriedade do P90 e a situação das linhas de transmissão.

"A fonte demonstrou competência e competitividade e reforçou sua posição na matriz elétrica nacional", declarou a executiva. Elbia disse ainda que a eólica se consolidou como opção de expansão da matriz elétrica brasileira e que a indústria está preparada para atender a alta demanda por equipamentos. "A indústria com certeza está muito feliz e mesmo que ela precise fazer algum tipo de expansão, ela tem tempo, porque o leilão é para entrega daqui há quatro anos. A indústria tem disposição e recursos para investir. Ela só precisava de uma sinalização que foi claramente dada neste ano", avaliou Elbia.

Com o volume total de energia eólica contratado em 2013, a energia eólica contribuirá  para a geração de mais de 70 mil empregos, R$ 21,2 bilhões em investimentos, 8,5 milhões de casas abastecidas e 4 milhões de toneladas de CO2 evitadas, segundo dados da ABEEólica. “Esses números reforçam que, além da importância da fonte para a matriz elétrica nacional, a energia eólica impacta, de forma positiva, a sociedade brasileira como um todo”, comenta Elbia.

As PCHs também estão em ritmo de comemoração. Segundo Charles Lenzi, presidente da Abragel, nunca, em nenhum outro certame, tantos projetos da fonte haviam saído do papel. "A participação foi muito acima das expectativas. Foi a melhor participação de todos os leilões. Isso demonstra que aquela ideia de ter um preço-teto um pouco mais alto associado à melhoria das condições de financiamento deu certo", analisou Lenzi em entrevista à Agência CanalEnergia.

As PCHs, assim como as térmicas, tiveram preço-teto de R$ 144/MWh. Lenzi diz que o preço ainda não é o ideal, mas as mudanças realizadas pelo governo estão indo na direção correta e dá um sinal muito positivo para a indústria de PCHs, que andava desanimada com a baixa contratação da fonte. "Isso movimento toda a cadeia de PCHs", aponta.

Por outro lado, as térmicas não vivem o mesmo momento de euforia. Fernando Luiz Zancan, presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, contou que na última quinta-feira, 12 de dezembro, foi protocolada uma carta no Ministério de Minas e Energia dizendo que não tinha como as térmicas a carvão nacional participarem do leilão com o preço estabelecido. "O governo está tentando adivinhar qual é o preço da térmica. Se ele coloca um preço mais alto, os projetos acabam competindo entre si", salientou.

Segundo ele, é de conhecimento de todos que a região Sul precisa de geração térmica, mas os leilões não estão levando para esse tipo de contratação. "É preciso colocar a usina certa no local certo. Não estamos conseguindo colocar energia onde se precisa. Temos realmente que discutir o modelo e fazer leilões por fonte ou regional, de forma a colocar a energia que se precisa ao menor custo", defendeu.

De geração térmica, apenas cinco usinas a biomassa conseguiram vender energia no leilão, sendo quatro de bagaço de cana e uma a cavaco de madeira. Zilmar de Souza, gerente de bioeletricidade da União da Indústria da Cana-de-Açúcar, disse que vis-a-vis o potencial da fonte, a contratação foi bastante modesta. Ele comemora a volta da biomassa aos certames nesse ano, mas continua pedindo uma melhora nos preços. "É preciso considerar as externalidades da fonte, como a proximidade dos centros de consumo", argumentou. Segundo ele, a biomassa já chegou a vender 40 projetos em um único leilão. "É importante ter uma política de mais longo prazo", afirmou.

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