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A usina a carvão São Jerônimo, localizada no município gaúcho de mesmo nome e que em outubro tornou-se sexagenária, comemorou neste ano o seu último aniversário em funcionamento. A idade, a capacidade reduzida de geração de energia, os impactos ambientais e a relação custo/benefício da sua produção foram as causas do fim da termelétrica em operação mais antiga no Brasil.

O presidente da Eletrobras CGTEE (operadora do complexo), Sereno Chaise, pronunciou-se por nota sobre o assunto. No comunicado, o dirigente explica que, por determinação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), a usina de São Jerônimo deveria parar de operar em 31 de dezembro de 2013. Essa data foi antecipada pela empresa, já que em novembro houve um problema em um equipamento e não seria rentável fazer o reparo da máquina. Segundo Chaise, a companhia está providenciando com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) todos os procedimentos legais necessários para a interrupção dos serviços, e os funcionários diretos serão realocados em outras unidades da companhia.

O presidente do Sindicato dos Mineiros do Rio Grande do Sul, Oniro Camilo, diz que a situação preocupa. O dirigente informa que a usina propicia em torno de 60 empregos diretos e indiretos e em Minas do Leão, onde o carvão é extraído, são mais cerca de 200 postos de trabalho. Camilo ressalta que essa mão de obra também cria vagas em outros setores da região Carbonífera.

A empresa que fornecia o carvão para a térmica era a Companhia Riograndense de Mineração (CRM). O presidente da CRM, Elifas Simas, informa que a estatal municiava aproximadamente 2 mil toneladas de carvão ao mês para São Jerônimo. A companhia está procurando opções para realocar essa oferta e uma delas é fornecer o combustível para o complexo termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina. Simas lembra que existe a ideia da instalação de uma nova térmica na região Carbonífera gaúcha para substituir São Jerônimo. Essa usina seria de menor impacto ambiental e, além do carvão, utilizaria como combustíveis a biomassa (material orgânico), lixo e resíduos do próprio mineral. A iniciativa está sendo discutida entre governo do Estado e Eletrobras (controladora da CGTEE). No entanto, o presidente da CRM detalha que para construir um empreendimento dessa natureza seriam necessários cerca de três anos.

Se historicamente e quanto à geração de postos de trabalho os reflexos do fechamento da usina São Jerônimo são mais facilmente percebidos, o mesmo não pode se dizer da sua representatividade quando ao volume de energia produzida. A capacidade instalada da térmica é de 20 MW, o que representa apenas cerca de 0,5% da demanda média de energia do Estado. No período do seu aniversário, a estrutura estava operando a uma capacidade de apenas 3 MW (o que corresponde a um dos aerogeradores do parque eólico que a empresa Honda instalará em Xangri-Lá).

Usina de São Jerônimo

A termelétrica de São Jerônimo foi inaugurada pelo então governador Ernesto Dornelles e pelo ministro do Trabalho João Goulart, no dia 7 de outubro de 1953. O hoje presidente da CGTEE, Sereno Chaise, participou da solenidade de inauguração como vereador de Porto Alegre. A Central, como era denominada na época, foi projetada em duas etapas, com capacidade final de 20 MW. Além de ter transformado a paisagem da região, a instalação da usina deu início ao uso intensivo do carvão como fonte de geração de energia elétrica, projeto pioneiro que marcou profundamente a história da região. 

Chances para os projetos a carvão no próximo leilão são remotas

O fechamento da usina São Jerônimo não deve ser a única notícia negativa para os empreendedores do setor carbonífero. Vários agentes do segmento não apostam no sucesso dessa fonte no leilão de energia que será realizado pelo governo federal amanhã. O grande empecilho para os projetos a carvão é o preço-teto estipulado para as térmicas: R$ 144,00 o MWh. No certame, vencem a disputa e saem do papel as iniciativas que apresentarem os menores valores pela comercialização de energia.

“Apuração só depois da eleição, mas acho que o carvão vai passar em branco”, lamenta o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan. O dirigente afirma que um preço adequado estaria por volta de R$ 180,00 o MWh. Pelo Rio Grande do Sul, foram habilitados dois projetos a carvão para concorrerem: Seival, com 600 MW, e CTSUL, com 650 MW. A usina Seival, do grupo Eneva (ex-MPX – do empresário Eike Batista), será sediada em Candiota e o empreendimento da companhia CTSUL, em Cachoeira do Sul. As térmicas gaúchas a carvão, somadas, devem absorver um investimento superior a R$ 6 bilhões e representariam quase um terço da demanda média de energia elétrica do Estado.

O presidente da CRM, Elifas Simas, enfatiza que seria muito bom para o Estado se, pelo menos, uma dessas duas empresas saísse vitoriosa do leilão. “Seria uma surpresa, mas uma grata surpresa.” O dirigente defende que a matriz energética brasileira não pode abrir mão do carvão. “Hoje ou amanhã, teremos essas térmicas instaladas no Rio Grande do Sul”, projeta.

No total, abrangendo todas as fontes, 138 usinas que estão planejadas para serem instaladas no Rio Grande Sul ingressaram no certame, somando uma potência de 5,46 mil MW. Somente a Bahia registrou um número maior: 5,992 mil MW. Os complexos gaúchos abrangem o segmento eólico, de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e térmicas a gás natural liquefeito (GNL) e carvão. No conjunto do País, foram habilitados 687 empreendimentos de geração, alcançando uma capacidade de produção de 21,130 mil MW. O certame será realizado visando à contratação de eletricidade para abastecer o mercado consumidor do Brasil no ano de 2018. A maioria dos projetos é de fonte eólica: são 539 parques geradores, perfazendo uma potência instalada de 13,287 mil MW.

Se para esse ano a condição para o carvão é difícil, o presidente da CRM vê no interesse chinês uma oportunidade para aumentar as chances futuras de empreendimentos dessa natureza no Estado. Recentemente, Simas esteve em Pequim participando de reunião com Associação Nacional do Carvão - Certification and Accreditation Administration of the People’s Republic of China (CNCA). Na ocasião, foram discutidos investimentos no Rio Grande do Sul em gaseificação do carvão e ficou acertado o envio, pelo governo gaúcho, de um termo de referência para elaboração de projetos na área carboquímica envolvendo o município de Candiota. De acordo com o dirigente, os empreendedores asiáticos acreditam ter condições competitivas para entrar no mercado brasileiro na geração de energia elétrica e em outros aproveitamentos do carvão.

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A usina a carvão São Jerônimo, localizada no município gaúcho de mesmo nome e que em outubro tornou-se sexagenária, comemorou neste ano o seu último aniversário em funcionamento. A idade, a capacidade reduzida de geração de energia, os impactos ambientais e a relação custo/benefício da sua produção foram as causas do fim da termelétrica em operação mais antiga no Brasil.

O presidente da Eletrobras CGTEE (operadora do complexo), Sereno Chaise, pronunciou-se por nota sobre o assunto. No comunicado, o dirigente explica que, por determinação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), a usina de São Jerônimo deveria parar de operar em 31 de dezembro de 2013. Essa data foi antecipada pela empresa, já que em novembro houve um problema em um equipamento e não seria rentável fazer o reparo da máquina. Segundo Chaise, a companhia está providenciando com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) todos os procedimentos legais necessários para a interrupção dos serviços, e os funcionários diretos serão realocados em outras unidades da companhia.

O presidente do Sindicato dos Mineiros do Rio Grande do Sul, Oniro Camilo, diz que a situação preocupa. O dirigente informa que a usina propicia em torno de 60 empregos diretos e indiretos e em Minas do Leão, onde o carvão é extraído, são mais cerca de 200 postos de trabalho. Camilo ressalta que essa mão de obra também cria vagas em outros setores da região Carbonífera.

A empresa que fornecia o carvão para a térmica era a Companhia Riograndense de Mineração (CRM). O presidente da CRM, Elifas Simas, informa que a estatal municiava aproximadamente 2 mil toneladas de carvão ao mês para São Jerônimo. A companhia está procurando opções para realocar essa oferta e uma delas é fornecer o combustível para o complexo termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina. Simas lembra que existe a ideia da instalação de uma nova térmica na região Carbonífera gaúcha para substituir São Jerônimo. Essa usina seria de menor impacto ambiental e, além do carvão, utilizaria como combustíveis a biomassa (material orgânico), lixo e resíduos do próprio mineral. A iniciativa está sendo discutida entre governo do Estado e Eletrobras (controladora da CGTEE). No entanto, o presidente da CRM detalha que para construir um empreendimento dessa natureza seriam necessários cerca de três anos.

Se historicamente e quanto à geração de postos de trabalho os reflexos do fechamento da usina São Jerônimo são mais facilmente percebidos, o mesmo não pode se dizer da sua representatividade quando ao volume de energia produzida. A capacidade instalada da térmica é de 20 MW, o que representa apenas cerca de 0,5% da demanda média de energia do Estado. No período do seu aniversário, a estrutura estava operando a uma capacidade de apenas 3 MW (o que corresponde a um dos aerogeradores do parque eólico que a empresa Honda instalará em Xangri-Lá).

Usina de São Jerônimo

A termelétrica de São Jerônimo foi inaugurada pelo então governador Ernesto Dornelles e pelo ministro do Trabalho João Goulart, no dia 7 de outubro de 1953. O hoje presidente da CGTEE, Sereno Chaise, participou da solenidade de inauguração como vereador de Porto Alegre. A Central, como era denominada na época, foi projetada em duas etapas, com capacidade final de 20 MW. Além de ter transformado a paisagem da região, a instalação da usina deu início ao uso intensivo do carvão como fonte de geração de energia elétrica, projeto pioneiro que marcou profundamente a história da região. 

Chances para os projetos a carvão no próximo leilão são remotas

O fechamento da usina São Jerônimo não deve ser a única notícia negativa para os empreendedores do setor carbonífero. Vários agentes do segmento não apostam no sucesso dessa fonte no leilão de energia que será realizado pelo governo federal amanhã. O grande empecilho para os projetos a carvão é o preço-teto estipulado para as térmicas: R$ 144,00 o MWh. No certame, vencem a disputa e saem do papel as iniciativas que apresentarem os menores valores pela comercialização de energia.

“Apuração só depois da eleição, mas acho que o carvão vai passar em branco”, lamenta o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan. O dirigente afirma que um preço adequado estaria por volta de R$ 180,00 o MWh. Pelo Rio Grande do Sul, foram habilitados dois projetos a carvão para concorrerem: Seival, com 600 MW, e CTSUL, com 650 MW. A usina Seival, do grupo Eneva (ex-MPX – do empresário Eike Batista), será sediada em Candiota e o empreendimento da companhia CTSUL, em Cachoeira do Sul. As térmicas gaúchas a carvão, somadas, devem absorver um investimento superior a R$ 6 bilhões e representariam quase um terço da demanda média de energia elétrica do Estado.

O presidente da CRM, Elifas Simas, enfatiza que seria muito bom para o Estado se, pelo menos, uma dessas duas empresas saísse vitoriosa do leilão. “Seria uma surpresa, mas uma grata surpresa.” O dirigente defende que a matriz energética brasileira não pode abrir mão do carvão. “Hoje ou amanhã, teremos essas térmicas instaladas no Rio Grande do Sul”, projeta.

No total, abrangendo todas as fontes, 138 usinas que estão planejadas para serem instaladas no Rio Grande Sul ingressaram no certame, somando uma potência de 5,46 mil MW. Somente a Bahia registrou um número maior: 5,992 mil MW. Os complexos gaúchos abrangem o segmento eólico, de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e térmicas a gás natural liquefeito (GNL) e carvão. No conjunto do País, foram habilitados 687 empreendimentos de geração, alcançando uma capacidade de produção de 21,130 mil MW. O certame será realizado visando à contratação de eletricidade para abastecer o mercado consumidor do Brasil no ano de 2018. A maioria dos projetos é de fonte eólica: são 539 parques geradores, perfazendo uma potência instalada de 13,287 mil MW.

Se para esse ano a condição para o carvão é difícil, o presidente da CRM vê no interesse chinês uma oportunidade para aumentar as chances futuras de empreendimentos dessa natureza no Estado. Recentemente, Simas esteve em Pequim participando de reunião com Associação Nacional do Carvão - Certification and Accreditation Administration of the People’s Republic of China (CNCA). Na ocasião, foram discutidos investimentos no Rio Grande do Sul em gaseificação do carvão e ficou acertado o envio, pelo governo gaúcho, de um termo de referência para elaboração de projetos na área carboquímica envolvendo o município de Candiota. De acordo com o dirigente, os empreendedores asiáticos acreditam ter condições competitivas para entrar no mercado brasileiro na geração de energia elétrica e em outros aproveitamentos do carvão.

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Usina de São Jerônimo encerra as atividades

12/12/2013

Jefferson Klein

A usina a carvão São Jerônimo, localizada no município gaúcho de mesmo nome e que em outubro tornou-se sexagenária, comemorou neste ano o seu último aniversário em funcionamento. A idade, a capacidade reduzida de geração de energia, os impactos ambientais e a relação custo/benefício da sua produção foram as causas do fim da termelétrica em operação mais antiga no Brasil.

O presidente da Eletrobras CGTEE (operadora do complexo), Sereno Chaise, pronunciou-se por nota sobre o assunto. No comunicado, o dirigente explica que, por determinação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), a usina de São Jerônimo deveria parar de operar em 31 de dezembro de 2013. Essa data foi antecipada pela empresa, já que em novembro houve um problema em um equipamento e não seria rentável fazer o reparo da máquina. Segundo Chaise, a companhia está providenciando com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) todos os procedimentos legais necessários para a interrupção dos serviços, e os funcionários diretos serão realocados em outras unidades da companhia.

O presidente do Sindicato dos Mineiros do Rio Grande do Sul, Oniro Camilo, diz que a situação preocupa. O dirigente informa que a usina propicia em torno de 60 empregos diretos e indiretos e em Minas do Leão, onde o carvão é extraído, são mais cerca de 200 postos de trabalho. Camilo ressalta que essa mão de obra também cria vagas em outros setores da região Carbonífera.

A empresa que fornecia o carvão para a térmica era a Companhia Riograndense de Mineração (CRM). O presidente da CRM, Elifas Simas, informa que a estatal municiava aproximadamente 2 mil toneladas de carvão ao mês para São Jerônimo. A companhia está procurando opções para realocar essa oferta e uma delas é fornecer o combustível para o complexo termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina. Simas lembra que existe a ideia da instalação de uma nova térmica na região Carbonífera gaúcha para substituir São Jerônimo. Essa usina seria de menor impacto ambiental e, além do carvão, utilizaria como combustíveis a biomassa (material orgânico), lixo e resíduos do próprio mineral. A iniciativa está sendo discutida entre governo do Estado e Eletrobras (controladora da CGTEE). No entanto, o presidente da CRM detalha que para construir um empreendimento dessa natureza seriam necessários cerca de três anos.

Se historicamente e quanto à geração de postos de trabalho os reflexos do fechamento da usina São Jerônimo são mais facilmente percebidos, o mesmo não pode se dizer da sua representatividade quando ao volume de energia produzida. A capacidade instalada da térmica é de 20 MW, o que representa apenas cerca de 0,5% da demanda média de energia do Estado. No período do seu aniversário, a estrutura estava operando a uma capacidade de apenas 3 MW (o que corresponde a um dos aerogeradores do parque eólico que a empresa Honda instalará em Xangri-Lá).

Usina de São Jerônimo

A termelétrica de São Jerônimo foi inaugurada pelo então governador Ernesto Dornelles e pelo ministro do Trabalho João Goulart, no dia 7 de outubro de 1953. O hoje presidente da CGTEE, Sereno Chaise, participou da solenidade de inauguração como vereador de Porto Alegre. A Central, como era denominada na época, foi projetada em duas etapas, com capacidade final de 20 MW. Além de ter transformado a paisagem da região, a instalação da usina deu início ao uso intensivo do carvão como fonte de geração de energia elétrica, projeto pioneiro que marcou profundamente a história da região. 

Chances para os projetos a carvão no próximo leilão são remotas

O fechamento da usina São Jerônimo não deve ser a única notícia negativa para os empreendedores do setor carbonífero. Vários agentes do segmento não apostam no sucesso dessa fonte no leilão de energia que será realizado pelo governo federal amanhã. O grande empecilho para os projetos a carvão é o preço-teto estipulado para as térmicas: R$ 144,00 o MWh. No certame, vencem a disputa e saem do papel as iniciativas que apresentarem os menores valores pela comercialização de energia.

“Apuração só depois da eleição, mas acho que o carvão vai passar em branco”, lamenta o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan. O dirigente afirma que um preço adequado estaria por volta de R$ 180,00 o MWh. Pelo Rio Grande do Sul, foram habilitados dois projetos a carvão para concorrerem: Seival, com 600 MW, e CTSUL, com 650 MW. A usina Seival, do grupo Eneva (ex-MPX – do empresário Eike Batista), será sediada em Candiota e o empreendimento da companhia CTSUL, em Cachoeira do Sul. As térmicas gaúchas a carvão, somadas, devem absorver um investimento superior a R$ 6 bilhões e representariam quase um terço da demanda média de energia elétrica do Estado.

O presidente da CRM, Elifas Simas, enfatiza que seria muito bom para o Estado se, pelo menos, uma dessas duas empresas saísse vitoriosa do leilão. “Seria uma surpresa, mas uma grata surpresa.” O dirigente defende que a matriz energética brasileira não pode abrir mão do carvão. “Hoje ou amanhã, teremos essas térmicas instaladas no Rio Grande do Sul”, projeta.

No total, abrangendo todas as fontes, 138 usinas que estão planejadas para serem instaladas no Rio Grande Sul ingressaram no certame, somando uma potência de 5,46 mil MW. Somente a Bahia registrou um número maior: 5,992 mil MW. Os complexos gaúchos abrangem o segmento eólico, de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e térmicas a gás natural liquefeito (GNL) e carvão. No conjunto do País, foram habilitados 687 empreendimentos de geração, alcançando uma capacidade de produção de 21,130 mil MW. O certame será realizado visando à contratação de eletricidade para abastecer o mercado consumidor do Brasil no ano de 2018. A maioria dos projetos é de fonte eólica: são 539 parques geradores, perfazendo uma potência instalada de 13,287 mil MW.

Se para esse ano a condição para o carvão é difícil, o presidente da CRM vê no interesse chinês uma oportunidade para aumentar as chances futuras de empreendimentos dessa natureza no Estado. Recentemente, Simas esteve em Pequim participando de reunião com Associação Nacional do Carvão - Certification and Accreditation Administration of the People’s Republic of China (CNCA). Na ocasião, foram discutidos investimentos no Rio Grande do Sul em gaseificação do carvão e ficou acertado o envio, pelo governo gaúcho, de um termo de referência para elaboração de projetos na área carboquímica envolvendo o município de Candiota. De acordo com o dirigente, os empreendedores asiáticos acreditam ter condições competitivas para entrar no mercado brasileiro na geração de energia elétrica e em outros aproveitamentos do carvão.

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