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O cerâmico vem enfrentando, nos últimos anos, dificuldades com a falta de gás natural. De acordo com
o presidente do Sindicato das Indústrias Cerâmicas de Criciúma (Sindiceram), Otmar Müller, o gás natural é indispensável para o segmento, especialmente para o processo de queima. 

"O combustível tem que ser o gás e, além disso, tem que ser um gás com preço competitivo. Já se esgotou a possibilidade de fornecimento do gasoduto e a Petrobras e outros agentes ‘dormiram no ponto’; a verdade é essa. Inclusive o Governo do Estado, porque isso era previsível e não foram tomadas medidas preventivas. Além disso, as soluções são muito caras e necessitam de um grande tempo para a sua implantação", explana Müller.

Segundo ele, para que se ajuste o fornecimento do combustível a curto prazo, o investimento chegaria a R$ 1 bilhão, ainda assim, com prazo para execução de três anos. 

"Há empresas com planos de expansão na região que não poderão fazê-lo e isso não é somente com a cerâmica. A Federação das Indústrias, juntamente com as federações do Rio Grande do Sul e do Paraná, já havia alertado há dois anos a Petrobras acerca da falta de gás natural", observa o presidente do Sindiceram.

Energia elétrica a partir do carvão


Diante da dificuldade, algumas indústrias substituíram em parte o gás natural pelo carvão mineral. Porém, segundo Müller, para cerca de 70% das atividades desenvolvidas pela indústria, o gás é indispensável,
não sendo, o carvão, eficaz para a substituição. 

"Nós (Sindiceram) juntamente com a SATC e o Siecesc, estamos desenvolvendo a tese de gaseificar o carvão mineral, transformar o mineral em gás como forma de suprimento para a indústria cerâmica. Isso é viável, mas é um gás caro, que precisa ser desenvolvido e com viabilidade econômica", pondera Müller.

Na avaliação dele, a melhor saída seria que o Governo permitisse a geração de energia elétrica a partir do carvão mineral e disponibilizasse os 3 milhões de metros cúbicos de gás que passam pelo gasoduto, atualmente usados para geração de energia elétrica, para a indústria. 

"Cerca de 40% do gasoduto que vem para o Sul
vai para a geração de energia elétrica e o carvão continua dormindo em berço esplêndido", aponta Müller.

Indústria cerâmica perde exportação

A indústria cerâmica, que exportava grande quantidade para o mercado americano, viu suas vendas caírem.
"Não exportamos mais não é em decorrência da crise do mercado imobiliário, mas porque ficou mais barato
produzir lá fora, pois tem um gás a um preço mais baixo. Infelizmente ficamos com a percepção de que o
Governo só reage ao caos", diz Müller.

Desonerar outras áreas dos custos do segmento tem sido uma alternativa para que as empresas cerâmicas possam continuar competindo com outros mercados. "Tem se procurado desonerar outras áreas, uma busca incessante via Fiesc, para tentar baixar outros encargos sobre a folha de pagamento, redução do IPI da cerâmica de revestimentos", diz Coan.

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O cerâmico vem enfrentando, nos últimos anos, dificuldades com a falta de gás natural. De acordo com
o presidente do Sindicato das Indústrias Cerâmicas de Criciúma (Sindiceram), Otmar Müller, o gás natural é indispensável para o segmento, especialmente para o processo de queima. 

"O combustível tem que ser o gás e, além disso, tem que ser um gás com preço competitivo. Já se esgotou a possibilidade de fornecimento do gasoduto e a Petrobras e outros agentes ‘dormiram no ponto’; a verdade é essa. Inclusive o Governo do Estado, porque isso era previsível e não foram tomadas medidas preventivas. Além disso, as soluções são muito caras e necessitam de um grande tempo para a sua implantação", explana Müller.

Segundo ele, para que se ajuste o fornecimento do combustível a curto prazo, o investimento chegaria a R$ 1 bilhão, ainda assim, com prazo para execução de três anos. 

"Há empresas com planos de expansão na região que não poderão fazê-lo e isso não é somente com a cerâmica. A Federação das Indústrias, juntamente com as federações do Rio Grande do Sul e do Paraná, já havia alertado há dois anos a Petrobras acerca da falta de gás natural", observa o presidente do Sindiceram.

Energia elétrica a partir do carvão


Diante da dificuldade, algumas indústrias substituíram em parte o gás natural pelo carvão mineral. Porém, segundo Müller, para cerca de 70% das atividades desenvolvidas pela indústria, o gás é indispensável,
não sendo, o carvão, eficaz para a substituição. 

"Nós (Sindiceram) juntamente com a SATC e o Siecesc, estamos desenvolvendo a tese de gaseificar o carvão mineral, transformar o mineral em gás como forma de suprimento para a indústria cerâmica. Isso é viável, mas é um gás caro, que precisa ser desenvolvido e com viabilidade econômica", pondera Müller.

Na avaliação dele, a melhor saída seria que o Governo permitisse a geração de energia elétrica a partir do carvão mineral e disponibilizasse os 3 milhões de metros cúbicos de gás que passam pelo gasoduto, atualmente usados para geração de energia elétrica, para a indústria. 

"Cerca de 40% do gasoduto que vem para o Sul
vai para a geração de energia elétrica e o carvão continua dormindo em berço esplêndido", aponta Müller.

Indústria cerâmica perde exportação

A indústria cerâmica, que exportava grande quantidade para o mercado americano, viu suas vendas caírem.
"Não exportamos mais não é em decorrência da crise do mercado imobiliário, mas porque ficou mais barato
produzir lá fora, pois tem um gás a um preço mais baixo. Infelizmente ficamos com a percepção de que o
Governo só reage ao caos", diz Müller.

Desonerar outras áreas dos custos do segmento tem sido uma alternativa para que as empresas cerâmicas possam continuar competindo com outros mercados. "Tem se procurado desonerar outras áreas, uma busca incessante via Fiesc, para tentar baixar outros encargos sobre a folha de pagamento, redução do IPI da cerâmica de revestimentos", diz Coan.

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Cerâmicas tentam superar a falta de gás

29/11/2013

Deize Felisberto

O cerâmico vem enfrentando, nos últimos anos, dificuldades com a falta de gás natural. De acordo com
o presidente do Sindicato das Indústrias Cerâmicas de Criciúma (Sindiceram), Otmar Müller, o gás natural é indispensável para o segmento, especialmente para o processo de queima. 

"O combustível tem que ser o gás e, além disso, tem que ser um gás com preço competitivo. Já se esgotou a possibilidade de fornecimento do gasoduto e a Petrobras e outros agentes ‘dormiram no ponto’; a verdade é essa. Inclusive o Governo do Estado, porque isso era previsível e não foram tomadas medidas preventivas. Além disso, as soluções são muito caras e necessitam de um grande tempo para a sua implantação", explana Müller.

Segundo ele, para que se ajuste o fornecimento do combustível a curto prazo, o investimento chegaria a R$ 1 bilhão, ainda assim, com prazo para execução de três anos. 

"Há empresas com planos de expansão na região que não poderão fazê-lo e isso não é somente com a cerâmica. A Federação das Indústrias, juntamente com as federações do Rio Grande do Sul e do Paraná, já havia alertado há dois anos a Petrobras acerca da falta de gás natural", observa o presidente do Sindiceram.

Energia elétrica a partir do carvão


Diante da dificuldade, algumas indústrias substituíram em parte o gás natural pelo carvão mineral. Porém, segundo Müller, para cerca de 70% das atividades desenvolvidas pela indústria, o gás é indispensável,
não sendo, o carvão, eficaz para a substituição. 

"Nós (Sindiceram) juntamente com a SATC e o Siecesc, estamos desenvolvendo a tese de gaseificar o carvão mineral, transformar o mineral em gás como forma de suprimento para a indústria cerâmica. Isso é viável, mas é um gás caro, que precisa ser desenvolvido e com viabilidade econômica", pondera Müller.

Na avaliação dele, a melhor saída seria que o Governo permitisse a geração de energia elétrica a partir do carvão mineral e disponibilizasse os 3 milhões de metros cúbicos de gás que passam pelo gasoduto, atualmente usados para geração de energia elétrica, para a indústria. 

"Cerca de 40% do gasoduto que vem para o Sul
vai para a geração de energia elétrica e o carvão continua dormindo em berço esplêndido", aponta Müller.

Indústria cerâmica perde exportação

A indústria cerâmica, que exportava grande quantidade para o mercado americano, viu suas vendas caírem.
"Não exportamos mais não é em decorrência da crise do mercado imobiliário, mas porque ficou mais barato
produzir lá fora, pois tem um gás a um preço mais baixo. Infelizmente ficamos com a percepção de que o
Governo só reage ao caos", diz Müller.

Desonerar outras áreas dos custos do segmento tem sido uma alternativa para que as empresas cerâmicas possam continuar competindo com outros mercados. "Tem se procurado desonerar outras áreas, uma busca incessante via Fiesc, para tentar baixar outros encargos sobre a folha de pagamento, redução do IPI da cerâmica de revestimentos", diz Coan.

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