Acesso Restrito
Array
(
    [0] => 1
    [i_empresa] => 1
    [1] => 239
    [i_conteudo] => 239
    [2] => 0
    [i_subarea] => 0
    [3] => 2013-11-12
    [dt_conteudo] => 2013-11-12
    [4] => Fachada da sede da EBX "derrete" junto com o grupo
    [titulo] => Fachada da sede da EBX "derrete" junto com o grupo
    [5] => LUCAS VETTORAZZO
    [autor] => LUCAS VETTORAZZO
    [6] => Quem passa pelo centro do Rio tem, há vinte dias, a sensação de que a fachada do edifício Serrador, sede das empresas do grupo EBX, de Eike Batista, está derretendo.
    [resumo] => Quem passa pelo centro do Rio tem, há vinte dias, a sensação de que a fachada do edifício Serrador, sede das empresas do grupo EBX, de Eike Batista, está derretendo.
    [7] => 

Quem passa pelo centro do Rio tem, há vinte dias, a sensação de que a fachada do edifício Serrador, sede das empresas do grupo EBX, de Eike Batista, está derretendo.

É que o vidro que ornamenta a frente do histórico prédio está cedendo. Ele foi depredado por manifestantes em ao menos três ocasiões durante os protestos de professores na cidade em outubro.

Junto com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e do prefeito Eduardo Paes, a figura de Eike é uma das mais hostilizadas pelos manifestantes da capital fluminense.

A película plástica que deixa os vidros escuros é o que impede que parte das placas estilhaçadas vá ao chão, formando bolsões que avançam sobre a portaria do prédio.

A fachada, cuja vidraça apresenta 57 marcas de pedradas, está coberta por tapumes. Dois coqueiros com folhas já ressequidas são os únicos remanescentes da entrada de funcionários e visitantes, transferida para uma porta lateral.

Procurada, a empresa não comenta, mas funcionários da portaria que não quiseram se identificar afirmaram que a holding está fazendo orçamentos para o conserto. A demora para o reparo -- já que a última depredação ocorreu no dia 15 de outubro -- chama a atenção de quem passa. Parte do vidro caiu na última segunda-feira.

O "derretimento" da fachada do Serrador é uma metáfora da derrocada do império de Eike. Quando transferiu para lá a sede de suas empresas, no final de 2011, o empresário despontava como o homem mais rico do Brasil e o prédio havia acabado de passar por uma ampla reforma depois de abrigar por anos um hotel.

Diante da crise, a expectativa é que a EBX entregue o imóvel antes de 2015, quando termina o contrato do aluguel. Duas das empresas do grupo já deixaram o prédio. A geradora de energia MPX (atual Eneva), cujo controle pertence hoje a alemã E.ON., deixou o local em junho, e a MMX, ainda no grupo, fez o mesmo na última segunda-feira.

No próximo dia 19, acionistas da petroleira OGX decidirão pela saída ou não do Serrador. Ela deve engrossar a fileira de outras companhias que já decidiram pela mudança, mas ainda não a concretizaram. A LLX, de logística e que foi comprada pela americana EIG, também está de saída em breve, assim como a OSX (estaleiros), a CCX (mineração de carvão) e a REX (empreendimentos imobiliários).

A Folha tentou contato com o proprietário do imóvel, um dos donos da rede Windsor de hotéis, a maior do Rio, que não quis comentar a situação do inquilino.

Folha de S.Paulo - 18/11/2013

[conteudo] =>

Quem passa pelo centro do Rio tem, há vinte dias, a sensação de que a fachada do edifício Serrador, sede das empresas do grupo EBX, de Eike Batista, está derretendo.

É que o vidro que ornamenta a frente do histórico prédio está cedendo. Ele foi depredado por manifestantes em ao menos três ocasiões durante os protestos de professores na cidade em outubro.

Junto com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e do prefeito Eduardo Paes, a figura de Eike é uma das mais hostilizadas pelos manifestantes da capital fluminense.

A película plástica que deixa os vidros escuros é o que impede que parte das placas estilhaçadas vá ao chão, formando bolsões que avançam sobre a portaria do prédio.

A fachada, cuja vidraça apresenta 57 marcas de pedradas, está coberta por tapumes. Dois coqueiros com folhas já ressequidas são os únicos remanescentes da entrada de funcionários e visitantes, transferida para uma porta lateral.

Procurada, a empresa não comenta, mas funcionários da portaria que não quiseram se identificar afirmaram que a holding está fazendo orçamentos para o conserto. A demora para o reparo -- já que a última depredação ocorreu no dia 15 de outubro -- chama a atenção de quem passa. Parte do vidro caiu na última segunda-feira.

O "derretimento" da fachada do Serrador é uma metáfora da derrocada do império de Eike. Quando transferiu para lá a sede de suas empresas, no final de 2011, o empresário despontava como o homem mais rico do Brasil e o prédio havia acabado de passar por uma ampla reforma depois de abrigar por anos um hotel.

Diante da crise, a expectativa é que a EBX entregue o imóvel antes de 2015, quando termina o contrato do aluguel. Duas das empresas do grupo já deixaram o prédio. A geradora de energia MPX (atual Eneva), cujo controle pertence hoje a alemã E.ON., deixou o local em junho, e a MMX, ainda no grupo, fez o mesmo na última segunda-feira.

No próximo dia 19, acionistas da petroleira OGX decidirão pela saída ou não do Serrador. Ela deve engrossar a fileira de outras companhias que já decidiram pela mudança, mas ainda não a concretizaram. A LLX, de logística e que foi comprada pela americana EIG, também está de saída em breve, assim como a OSX (estaleiros), a CCX (mineração de carvão) e a REX (empreendimentos imobiliários).

A Folha tentou contato com o proprietário do imóvel, um dos donos da rede Windsor de hotéis, a maior do Rio, que não quis comentar a situação do inquilino.

Folha de S.Paulo - 18/11/2013

[8] => [palavra_chave] => [9] => S [publica] => S [10] => 0 [i_usuario] => 0 [11] => 2013-11-20 14:50:21 [dt_sistema] => 2013-11-20 14:50:21 [12] => [foto] => [13] => [capa] => )

Fachada da sede da EBX "derrete" junto com o grupo

12/11/2013

LUCAS VETTORAZZO

Quem passa pelo centro do Rio tem, há vinte dias, a sensação de que a fachada do edifício Serrador, sede das empresas do grupo EBX, de Eike Batista, está derretendo.

É que o vidro que ornamenta a frente do histórico prédio está cedendo. Ele foi depredado por manifestantes em ao menos três ocasiões durante os protestos de professores na cidade em outubro.

Junto com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e do prefeito Eduardo Paes, a figura de Eike é uma das mais hostilizadas pelos manifestantes da capital fluminense.

A película plástica que deixa os vidros escuros é o que impede que parte das placas estilhaçadas vá ao chão, formando bolsões que avançam sobre a portaria do prédio.

A fachada, cuja vidraça apresenta 57 marcas de pedradas, está coberta por tapumes. Dois coqueiros com folhas já ressequidas são os únicos remanescentes da entrada de funcionários e visitantes, transferida para uma porta lateral.

Procurada, a empresa não comenta, mas funcionários da portaria que não quiseram se identificar afirmaram que a holding está fazendo orçamentos para o conserto. A demora para o reparo -- já que a última depredação ocorreu no dia 15 de outubro -- chama a atenção de quem passa. Parte do vidro caiu na última segunda-feira.

O "derretimento" da fachada do Serrador é uma metáfora da derrocada do império de Eike. Quando transferiu para lá a sede de suas empresas, no final de 2011, o empresário despontava como o homem mais rico do Brasil e o prédio havia acabado de passar por uma ampla reforma depois de abrigar por anos um hotel.

Diante da crise, a expectativa é que a EBX entregue o imóvel antes de 2015, quando termina o contrato do aluguel. Duas das empresas do grupo já deixaram o prédio. A geradora de energia MPX (atual Eneva), cujo controle pertence hoje a alemã E.ON., deixou o local em junho, e a MMX, ainda no grupo, fez o mesmo na última segunda-feira.

No próximo dia 19, acionistas da petroleira OGX decidirão pela saída ou não do Serrador. Ela deve engrossar a fileira de outras companhias que já decidiram pela mudança, mas ainda não a concretizaram. A LLX, de logística e que foi comprada pela americana EIG, também está de saída em breve, assim como a OSX (estaleiros), a CCX (mineração de carvão) e a REX (empreendimentos imobiliários).

A Folha tentou contato com o proprietário do imóvel, um dos donos da rede Windsor de hotéis, a maior do Rio, que não quis comentar a situação do inquilino.

Folha de S.Paulo - 18/11/2013

Rua Pascoal Meller, 73 - Bairro Universitário - CEP 88.805-380 - CP 362 - Criciúma - Santa Catarina
Tel. (48) 3431.8350/Fax: (48) 3431.8351