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Apesar do PDE 2022 apontar expansão de 1,5 GW de capacidade instalada em UTEs nos próximos 10 anos, setor elétrico dependerá cada vez mais das térmicas para assegurar o atendimento da demanda.

Lennon e MacCartney, Jagger e Richards, separações como essas podem ocorrer no Brasil, mas entre a desejada segurança energética e o setor elétrico brasileiro. Essa possibilidade existe no longo prazo e tem como base a perspectiva apontada no PDE 2022, em audiência pública, para a expansão da fonte térmica de apenas 1,5 GW na próxima década. O problema está no fato de que o país planeja colocar no lugar das UTEs fontes intermitentes e que apesar de garantir uma matriz elétrica limpa aumenta o risco de dependência às variações climáticas. Especialistas divergem, uns defendem que o Brasil pode correr risco de abastecimento no futuro e outra linha diz que cada vez mais o planejamento ficará mais descolado do que se pratica na realidade do setor e que está refletido nos leilões.

Essa discordância ocorre mesmo sabendo que o PDE é apenas um documento orientativo. Contudo, é com base nessa expectativa de caminho que será seguido que investidores direcionam seus negócios. Com isso em foco, foi aberto o questionamentos sobre a segurança do sistema. No contexto está a redução da capacidade dos reservatórios, que conseguem atender a demanda por um prazo de tempo menor ao passo que as renováveis avançam e tornam a matriz elétrica ainda mais limpa.

De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica, com base em dados do Ministério de Minas e Energia e da Empresa de Pesquisa Energética, em 2021 e em 2022 o país terá apenas 3,35 e 3,24 meses, respectivamente, de capacidade de atendimento da demanda por meio de reservatórios. Em 2001 esse índice estava em 6,2 meses. Segundo a entidade esse é o reflexo da baixa perspectiva de crescimento da capacidade de armazenamento no Brasil.

Tanto que ainda com dados da EPE, a projeção é de que o acréscimo de capacidade de armazenamento será de 7 GW médios nos próximos 10 anos, ou seja, cerca de 2%. Passará de 288 GW médios para 295 GW médios. Ao mesmo tempo, a projeção é de que a carga avance de 63,68 GW médios para pouco mais de 91 GW médios ao final de 2023.

Na avaliação do presidente da Apine, Luiz Fernando Vianna, a atual indicação que o governo passa para o mercado pode levar o país a correr um risco de abastecimento, mas minimiza essa previsão ao dizer que esse risco existe somente no longo prazo. Segundo ele, essa situação deverá ser verificada apenas em alguns anos porque o Brasil ainda tem um certo fôlego para suportar o incremento da demanda em caso de crise como a que estamos vendo desde o final do ano passado.

Contudo, ele alerta que é hora de o Brasil voltar a incrementar o nível de segurança com as térmicas porque desde 2000 a capacidade de armazenamento dos reservatórios vem crescendo menos em relação à demanda e que se não aumentarmos a capacidade de geração térmica, que é a melhor, corre-se o risco de perder a capacidade de segurar o sistema em momentos de crise como o de 2013.

País ainda tem fôlego para atender a demanda

Na avaliação do presidente da Apine, Luiz Fernando Vianna, a atual indicação que o governo passa para o mercado pode levar o país a correr um risco de abastecimento, mas minimiza essa previsão ao dizer que esse risco existe somente no longo prazo. Segundo ele, essa situação deverá ser verificada apenas em alguns anos porque o Brasil ainda tem um certo fôlego para suportar o incremento da demanda em caso de crise como a que estamos vendo desde o final do ano passado.

Contudo, ele alerta que é hora de o Brasil voltar a incrementar o nível de segurança com as térmicas porque desde 2000 a capacidade de armazenamento dos reservatórios vem crescendo menos em relação à demanda e que se não aumentarmos a capacidade de geração térmica, que é a melhor, corre-se o risco de perder a capacidade de segurar o sistema em momentos de crise como o de 2013.

Da forma que está o atual cenário, a tendência é de que o país tenha menos projetos termelétricos porque, segundo seus cálculos, sem uma indicação clara de qual caminho seguir o investidor não desenvolve estudos que podem custar entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões em três anos. "Quem faz o papel da segurança energética no país é a térmica, seja a carvão, gás e até a nuclear, todas possuem vocação para gerar na base", disse Vianna. "Somente as UTEs a óleo que não porque o custo é muito alto e são apenas para situações especiais", avaliou ele.

Esse posicionamento é o mesmo do presidente da Thymos Energia, João Carlos Mello. Ele compara a mais recente crise de abastecimento, que culminou no racionamento de energia ao ano de 2013. Segundo ele, a diferença entre os dois períodos esteve na disponibilidade das termelétricas este ano contra o que existia na década passada. Segundo ele, o risco de déficit de fornecimento ao final de 2000 e de 2012 estava no mesmo patamar, em cerca de 20%. "Estaríamos em uma situação parecida se não fossem as térmicas, que asseguraram o fornecimento de energia ao país", afirmou Mello. "O aprendizado de 2013 nos mostra que temos que utilizar as térmicas sim (...). Tem que fazer a matriz com as usinas de melhor qualidade, aquelas a óleo e a diesel ficam para momentos mais críticos pois são mais caras. Mas, as de base devem ser utilizadas e com mais frequência", acrescentou.

Precisamos de térmicas senão teremos problemas

Para Mello, o PDE 2022 apresenta uma falha ao apontar a expansão mais significativa com base nas renováveis, principalmente nas eólicas e biomassa porque ambas, assim como as UHEs, dependem muito da meteorologia e que, por isso, são consideradas fontes intermitentes. Por este motivo, são as termelétricas que atribuem segurança ao setor elétrico, fundamentalmente, as usinas a gás natural, a gás em ciclo combinado, carvão mineral, fontes que podem operar na base, mas que por conta do alto preço teto dos leilões, têm ficado de fora.

"O preço teto que tem sido aplicado é muito baixo para esse tipo de projeto. Não adianta fazer que o problema não existe. A matriz brasileira é hidrotérmica e precisamos dessas usinas, senão teremos problemas", alertou o executivo. O presidente da Thymos recorre às seguidas manifestações do diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Hermes Chipp, sobre os benefícios de termos UTEs na base de geração. Mello relata que a autoridade responsável pela operação do SIN considera cada vez mais difícil a operação mais segura do sistema interligado.

Dados do ONS confirmam que uma importante parte da demanda foi preenchida com o uso das termelétricas quando comparados os anos de 2012 e 2013. De acordo com os números mais recentes de geração, até o final de outubro deste ano, todos os meses do ano tivemos um volume maior de temeletricidade na rede. Houve diferenças de até 367% entre um mês e outro, como em janeiro, mas a média em dez meses ficou em 149,98% a maior.

Ao mesmo tempo, a geração hidrelétrica foi mais elevada em 2013 apenas no mês passado (2,56%), sendo inferior que o registrado na comparação entre janeiro a setembro de 2012. A média de geração hidrelétrica em 2013 apresenta um índice 7,78% menor do que em 2012. As diferenças podem ser comparadas a seguir nos gráficos que estão em MW médios no periodo em questão.

PDE deveria refletir impacto das renováveis

A necessidade de o país ter a geração térmica como um seguro para momentos de crise também é a visão de Luiz Augusto Barroso, diretor-executivo da PSR. Segundo ele, na visão da consultoria, a expansão do setor elétrico deveria ser comandado pelas termelétricas, o principal fator é a sua despachabilidade, ou seja, essas usinas podem ser ligadas sempre que necessária a sua operação, desde que o combustível esteja disponível.

Barroso se mostra menos cético quanto as reais possibilidades da expansão das térmicas na rede tendo como base o plano de expansão dos próximos 10 anos. Até porque, ressalta, o PDE é como se fosse uma lista de desejos do governo, mas que apesar disso, segue caminho diferente porque há problemas como a não adoção de premissas corretas para o mercado e que os leilões mostram que o mercado pode seguir um caminho diferente.

Entre os problemas está a falta de valorização das externalidades das fontes. No caso das térmicas ainda figura a questão do fornecimento de combustível a usinas a gás já que o fornecedor, geralmente a Petrobras, deve comprovar reservas equivalentes suficientes para que os todos concorrentes no leilão possam gerar na base durante todo o período do contrato. Esse tipo de cláusula se configura em uma grande barreira que, mesmo que o governo colocasse uma enxurrada de térmicas no PLD teríamos problemas em coloca-las por conta das regras restritivas.

Barroso vê que a expansão do setor deverá ficar mais descolado do que está do planejamento ao invés de ver um risco ao sistema elétrico nacional. Isso deverá se manter nessa condição até que o governo consiga desenvolver um documento mais atrelado com a realidade, que passa, principalmente, pela representação de maior realismo do impacto das fontes como a eólica e - futuramente - a solar sobre o SIN. "Precisaríamos representar cenários de forma probabilística, para as renováveis não despacháveis como a eólica e a solar, assim como já se faz com a modelagem para as hidrelétricas", indicou Barroso.

Um importante parte da preocupação dos executivos está baseada nos resultados dos leilões nos últimos anos e na já citada indicação do PDE 2022. Apesar de apontar para expansão de 1,5 GW de térmicas novas com predominância do gás natural, lembra o presidente da Apine, os leilões deste ano que podem vender a energia térmica não apresentam possibilidade da negociação porque não há contratos de gás disponíveis. Ele diz ainda que não apostar em novas usinas termelétricas é um contrassenso que vai de encontro à tendência de alta do PLD desde que se incorporou a aversão ao risco no cálculo.

Apesar de o governo ter voltado a habilitar novamente projetos de geração a carvão mineral, o setor não se entusiasmou. O motivo é justamente o preço-teto, que não considerou os benefícios dessa modalidade de usina. Entre esses motivos, aponta o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, Fernando Luiz Zancan, estão o menor custo de geração térmica que é, segundo ele, o mais baixo entre todas as UTEs.

"Com térmicas nós conseguimos segurar o sistema elétrico, não tem lógica não querer a fonte termelétrica. Temos uma grande reserva de carvão e, por isso, que levamos vantagem sobre o gás natural, que ainda não é conhecido", afirmou ele, se referindo às reservas do pré-sal e do início da exploração do gás não convencional, o shale gas ou também conhecido como gás de xisto.

Um reflexo dessa política, confirmou o executivo da ABCM, é que o país não desenvolve novos projetos térmicos, fato que pode trazer problemas no longo prazo. Pois, assim como outros empreendimentos, os investidores não gastam recursos para estudar a implantação de novas termelétricas com o atual nível de sinalização que o governo dá e que está baseado no PDE 2022. Zancan lembra que a associação entregou ao governo federal uma proposta de política industrial que não limitaria o uso do carvão apenas à geração de energia, mas esse seria apenas um produto do uso desse insumo tão abundante no Sul do país. Contudo, o setor ainda aguarda por uma definição.

Contudo, apesar das reclamações e argumentações dos interessados e consultores no assunto, o governo não dá sinais de que poderá rever a atual metodologia dos leilões para atribuir maior competitividade entre as fontes. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão afirmou na semana passada, durante a inauguração do Complexo Parnaíba, da Eneva, que deverá ter 1.425 MW de capacidade instalada ao final do primeiro semestre de 2014, que a atual forma de disputa deverá continuar.

Segundo o ministro, a ideia de que a fonte mais barata é a melhor para o Brasil deverá continuar. "Ainda bem que temos a eólica, se é a mais barata, melhor para o povo", resumiu ele ao sair do evento.

Uma forma de incentivar a retomada das térmicas no setor elétrico é apontada por Mello, da Thymos. Para o consultor, o leilão específico para a fonte seria a melhor solução para isolar a fonte da competição com as renováveis. O executivo destaca que todas as fontes são importantes para a matriz elétrica do país, mas que mesmo a máxima propalada de que quando chove não venta ou de quando venta não chove não é tão certa assim, como um relógio. "Essas fontes ajudam sim, mas na hora em que a hidraulicidade está ruim, ou dependemos das térmicas ou de São Pedro", concluiu.

Gas Net - 14/11/2013

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Apesar do PDE 2022 apontar expansão de 1,5 GW de capacidade instalada em UTEs nos próximos 10 anos, setor elétrico dependerá cada vez mais das térmicas para assegurar o atendimento da demanda.

Lennon e MacCartney, Jagger e Richards, separações como essas podem ocorrer no Brasil, mas entre a desejada segurança energética e o setor elétrico brasileiro. Essa possibilidade existe no longo prazo e tem como base a perspectiva apontada no PDE 2022, em audiência pública, para a expansão da fonte térmica de apenas 1,5 GW na próxima década. O problema está no fato de que o país planeja colocar no lugar das UTEs fontes intermitentes e que apesar de garantir uma matriz elétrica limpa aumenta o risco de dependência às variações climáticas. Especialistas divergem, uns defendem que o Brasil pode correr risco de abastecimento no futuro e outra linha diz que cada vez mais o planejamento ficará mais descolado do que se pratica na realidade do setor e que está refletido nos leilões.

Essa discordância ocorre mesmo sabendo que o PDE é apenas um documento orientativo. Contudo, é com base nessa expectativa de caminho que será seguido que investidores direcionam seus negócios. Com isso em foco, foi aberto o questionamentos sobre a segurança do sistema. No contexto está a redução da capacidade dos reservatórios, que conseguem atender a demanda por um prazo de tempo menor ao passo que as renováveis avançam e tornam a matriz elétrica ainda mais limpa.

De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica, com base em dados do Ministério de Minas e Energia e da Empresa de Pesquisa Energética, em 2021 e em 2022 o país terá apenas 3,35 e 3,24 meses, respectivamente, de capacidade de atendimento da demanda por meio de reservatórios. Em 2001 esse índice estava em 6,2 meses. Segundo a entidade esse é o reflexo da baixa perspectiva de crescimento da capacidade de armazenamento no Brasil.

Tanto que ainda com dados da EPE, a projeção é de que o acréscimo de capacidade de armazenamento será de 7 GW médios nos próximos 10 anos, ou seja, cerca de 2%. Passará de 288 GW médios para 295 GW médios. Ao mesmo tempo, a projeção é de que a carga avance de 63,68 GW médios para pouco mais de 91 GW médios ao final de 2023.

Na avaliação do presidente da Apine, Luiz Fernando Vianna, a atual indicação que o governo passa para o mercado pode levar o país a correr um risco de abastecimento, mas minimiza essa previsão ao dizer que esse risco existe somente no longo prazo. Segundo ele, essa situação deverá ser verificada apenas em alguns anos porque o Brasil ainda tem um certo fôlego para suportar o incremento da demanda em caso de crise como a que estamos vendo desde o final do ano passado.

Contudo, ele alerta que é hora de o Brasil voltar a incrementar o nível de segurança com as térmicas porque desde 2000 a capacidade de armazenamento dos reservatórios vem crescendo menos em relação à demanda e que se não aumentarmos a capacidade de geração térmica, que é a melhor, corre-se o risco de perder a capacidade de segurar o sistema em momentos de crise como o de 2013.

País ainda tem fôlego para atender a demanda

Na avaliação do presidente da Apine, Luiz Fernando Vianna, a atual indicação que o governo passa para o mercado pode levar o país a correr um risco de abastecimento, mas minimiza essa previsão ao dizer que esse risco existe somente no longo prazo. Segundo ele, essa situação deverá ser verificada apenas em alguns anos porque o Brasil ainda tem um certo fôlego para suportar o incremento da demanda em caso de crise como a que estamos vendo desde o final do ano passado.

Contudo, ele alerta que é hora de o Brasil voltar a incrementar o nível de segurança com as térmicas porque desde 2000 a capacidade de armazenamento dos reservatórios vem crescendo menos em relação à demanda e que se não aumentarmos a capacidade de geração térmica, que é a melhor, corre-se o risco de perder a capacidade de segurar o sistema em momentos de crise como o de 2013.

Da forma que está o atual cenário, a tendência é de que o país tenha menos projetos termelétricos porque, segundo seus cálculos, sem uma indicação clara de qual caminho seguir o investidor não desenvolve estudos que podem custar entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões em três anos. "Quem faz o papel da segurança energética no país é a térmica, seja a carvão, gás e até a nuclear, todas possuem vocação para gerar na base", disse Vianna. "Somente as UTEs a óleo que não porque o custo é muito alto e são apenas para situações especiais", avaliou ele.

Esse posicionamento é o mesmo do presidente da Thymos Energia, João Carlos Mello. Ele compara a mais recente crise de abastecimento, que culminou no racionamento de energia ao ano de 2013. Segundo ele, a diferença entre os dois períodos esteve na disponibilidade das termelétricas este ano contra o que existia na década passada. Segundo ele, o risco de déficit de fornecimento ao final de 2000 e de 2012 estava no mesmo patamar, em cerca de 20%. "Estaríamos em uma situação parecida se não fossem as térmicas, que asseguraram o fornecimento de energia ao país", afirmou Mello. "O aprendizado de 2013 nos mostra que temos que utilizar as térmicas sim (...). Tem que fazer a matriz com as usinas de melhor qualidade, aquelas a óleo e a diesel ficam para momentos mais críticos pois são mais caras. Mas, as de base devem ser utilizadas e com mais frequência", acrescentou.

Precisamos de térmicas senão teremos problemas

Para Mello, o PDE 2022 apresenta uma falha ao apontar a expansão mais significativa com base nas renováveis, principalmente nas eólicas e biomassa porque ambas, assim como as UHEs, dependem muito da meteorologia e que, por isso, são consideradas fontes intermitentes. Por este motivo, são as termelétricas que atribuem segurança ao setor elétrico, fundamentalmente, as usinas a gás natural, a gás em ciclo combinado, carvão mineral, fontes que podem operar na base, mas que por conta do alto preço teto dos leilões, têm ficado de fora.

"O preço teto que tem sido aplicado é muito baixo para esse tipo de projeto. Não adianta fazer que o problema não existe. A matriz brasileira é hidrotérmica e precisamos dessas usinas, senão teremos problemas", alertou o executivo. O presidente da Thymos recorre às seguidas manifestações do diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Hermes Chipp, sobre os benefícios de termos UTEs na base de geração. Mello relata que a autoridade responsável pela operação do SIN considera cada vez mais difícil a operação mais segura do sistema interligado.

Dados do ONS confirmam que uma importante parte da demanda foi preenchida com o uso das termelétricas quando comparados os anos de 2012 e 2013. De acordo com os números mais recentes de geração, até o final de outubro deste ano, todos os meses do ano tivemos um volume maior de temeletricidade na rede. Houve diferenças de até 367% entre um mês e outro, como em janeiro, mas a média em dez meses ficou em 149,98% a maior.

Ao mesmo tempo, a geração hidrelétrica foi mais elevada em 2013 apenas no mês passado (2,56%), sendo inferior que o registrado na comparação entre janeiro a setembro de 2012. A média de geração hidrelétrica em 2013 apresenta um índice 7,78% menor do que em 2012. As diferenças podem ser comparadas a seguir nos gráficos que estão em MW médios no periodo em questão.

PDE deveria refletir impacto das renováveis

A necessidade de o país ter a geração térmica como um seguro para momentos de crise também é a visão de Luiz Augusto Barroso, diretor-executivo da PSR. Segundo ele, na visão da consultoria, a expansão do setor elétrico deveria ser comandado pelas termelétricas, o principal fator é a sua despachabilidade, ou seja, essas usinas podem ser ligadas sempre que necessária a sua operação, desde que o combustível esteja disponível.

Barroso se mostra menos cético quanto as reais possibilidades da expansão das térmicas na rede tendo como base o plano de expansão dos próximos 10 anos. Até porque, ressalta, o PDE é como se fosse uma lista de desejos do governo, mas que apesar disso, segue caminho diferente porque há problemas como a não adoção de premissas corretas para o mercado e que os leilões mostram que o mercado pode seguir um caminho diferente.

Entre os problemas está a falta de valorização das externalidades das fontes. No caso das térmicas ainda figura a questão do fornecimento de combustível a usinas a gás já que o fornecedor, geralmente a Petrobras, deve comprovar reservas equivalentes suficientes para que os todos concorrentes no leilão possam gerar na base durante todo o período do contrato. Esse tipo de cláusula se configura em uma grande barreira que, mesmo que o governo colocasse uma enxurrada de térmicas no PLD teríamos problemas em coloca-las por conta das regras restritivas.

Barroso vê que a expansão do setor deverá ficar mais descolado do que está do planejamento ao invés de ver um risco ao sistema elétrico nacional. Isso deverá se manter nessa condição até que o governo consiga desenvolver um documento mais atrelado com a realidade, que passa, principalmente, pela representação de maior realismo do impacto das fontes como a eólica e - futuramente - a solar sobre o SIN. "Precisaríamos representar cenários de forma probabilística, para as renováveis não despacháveis como a eólica e a solar, assim como já se faz com a modelagem para as hidrelétricas", indicou Barroso.

Um importante parte da preocupação dos executivos está baseada nos resultados dos leilões nos últimos anos e na já citada indicação do PDE 2022. Apesar de apontar para expansão de 1,5 GW de térmicas novas com predominância do gás natural, lembra o presidente da Apine, os leilões deste ano que podem vender a energia térmica não apresentam possibilidade da negociação porque não há contratos de gás disponíveis. Ele diz ainda que não apostar em novas usinas termelétricas é um contrassenso que vai de encontro à tendência de alta do PLD desde que se incorporou a aversão ao risco no cálculo.

Apesar de o governo ter voltado a habilitar novamente projetos de geração a carvão mineral, o setor não se entusiasmou. O motivo é justamente o preço-teto, que não considerou os benefícios dessa modalidade de usina. Entre esses motivos, aponta o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, Fernando Luiz Zancan, estão o menor custo de geração térmica que é, segundo ele, o mais baixo entre todas as UTEs.

"Com térmicas nós conseguimos segurar o sistema elétrico, não tem lógica não querer a fonte termelétrica. Temos uma grande reserva de carvão e, por isso, que levamos vantagem sobre o gás natural, que ainda não é conhecido", afirmou ele, se referindo às reservas do pré-sal e do início da exploração do gás não convencional, o shale gas ou também conhecido como gás de xisto.

Um reflexo dessa política, confirmou o executivo da ABCM, é que o país não desenvolve novos projetos térmicos, fato que pode trazer problemas no longo prazo. Pois, assim como outros empreendimentos, os investidores não gastam recursos para estudar a implantação de novas termelétricas com o atual nível de sinalização que o governo dá e que está baseado no PDE 2022. Zancan lembra que a associação entregou ao governo federal uma proposta de política industrial que não limitaria o uso do carvão apenas à geração de energia, mas esse seria apenas um produto do uso desse insumo tão abundante no Sul do país. Contudo, o setor ainda aguarda por uma definição.

Contudo, apesar das reclamações e argumentações dos interessados e consultores no assunto, o governo não dá sinais de que poderá rever a atual metodologia dos leilões para atribuir maior competitividade entre as fontes. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão afirmou na semana passada, durante a inauguração do Complexo Parnaíba, da Eneva, que deverá ter 1.425 MW de capacidade instalada ao final do primeiro semestre de 2014, que a atual forma de disputa deverá continuar.

Segundo o ministro, a ideia de que a fonte mais barata é a melhor para o Brasil deverá continuar. "Ainda bem que temos a eólica, se é a mais barata, melhor para o povo", resumiu ele ao sair do evento.

Uma forma de incentivar a retomada das térmicas no setor elétrico é apontada por Mello, da Thymos. Para o consultor, o leilão específico para a fonte seria a melhor solução para isolar a fonte da competição com as renováveis. O executivo destaca que todas as fontes são importantes para a matriz elétrica do país, mas que mesmo a máxima propalada de que quando chove não venta ou de quando venta não chove não é tão certa assim, como um relógio. "Essas fontes ajudam sim, mas na hora em que a hidraulicidade está ruim, ou dependemos das térmicas ou de São Pedro", concluiu.

Gas Net - 14/11/2013

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Geração térmica: um seguro para o setor elétrico

17/11/2013

Agência CanalEnergia

Apesar do PDE 2022 apontar expansão de 1,5 GW de capacidade instalada em UTEs nos próximos 10 anos, setor elétrico dependerá cada vez mais das térmicas para assegurar o atendimento da demanda.

Lennon e MacCartney, Jagger e Richards, separações como essas podem ocorrer no Brasil, mas entre a desejada segurança energética e o setor elétrico brasileiro. Essa possibilidade existe no longo prazo e tem como base a perspectiva apontada no PDE 2022, em audiência pública, para a expansão da fonte térmica de apenas 1,5 GW na próxima década. O problema está no fato de que o país planeja colocar no lugar das UTEs fontes intermitentes e que apesar de garantir uma matriz elétrica limpa aumenta o risco de dependência às variações climáticas. Especialistas divergem, uns defendem que o Brasil pode correr risco de abastecimento no futuro e outra linha diz que cada vez mais o planejamento ficará mais descolado do que se pratica na realidade do setor e que está refletido nos leilões.

Essa discordância ocorre mesmo sabendo que o PDE é apenas um documento orientativo. Contudo, é com base nessa expectativa de caminho que será seguido que investidores direcionam seus negócios. Com isso em foco, foi aberto o questionamentos sobre a segurança do sistema. No contexto está a redução da capacidade dos reservatórios, que conseguem atender a demanda por um prazo de tempo menor ao passo que as renováveis avançam e tornam a matriz elétrica ainda mais limpa.

De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica, com base em dados do Ministério de Minas e Energia e da Empresa de Pesquisa Energética, em 2021 e em 2022 o país terá apenas 3,35 e 3,24 meses, respectivamente, de capacidade de atendimento da demanda por meio de reservatórios. Em 2001 esse índice estava em 6,2 meses. Segundo a entidade esse é o reflexo da baixa perspectiva de crescimento da capacidade de armazenamento no Brasil.

Tanto que ainda com dados da EPE, a projeção é de que o acréscimo de capacidade de armazenamento será de 7 GW médios nos próximos 10 anos, ou seja, cerca de 2%. Passará de 288 GW médios para 295 GW médios. Ao mesmo tempo, a projeção é de que a carga avance de 63,68 GW médios para pouco mais de 91 GW médios ao final de 2023.

Na avaliação do presidente da Apine, Luiz Fernando Vianna, a atual indicação que o governo passa para o mercado pode levar o país a correr um risco de abastecimento, mas minimiza essa previsão ao dizer que esse risco existe somente no longo prazo. Segundo ele, essa situação deverá ser verificada apenas em alguns anos porque o Brasil ainda tem um certo fôlego para suportar o incremento da demanda em caso de crise como a que estamos vendo desde o final do ano passado.

Contudo, ele alerta que é hora de o Brasil voltar a incrementar o nível de segurança com as térmicas porque desde 2000 a capacidade de armazenamento dos reservatórios vem crescendo menos em relação à demanda e que se não aumentarmos a capacidade de geração térmica, que é a melhor, corre-se o risco de perder a capacidade de segurar o sistema em momentos de crise como o de 2013.

País ainda tem fôlego para atender a demanda

Na avaliação do presidente da Apine, Luiz Fernando Vianna, a atual indicação que o governo passa para o mercado pode levar o país a correr um risco de abastecimento, mas minimiza essa previsão ao dizer que esse risco existe somente no longo prazo. Segundo ele, essa situação deverá ser verificada apenas em alguns anos porque o Brasil ainda tem um certo fôlego para suportar o incremento da demanda em caso de crise como a que estamos vendo desde o final do ano passado.

Contudo, ele alerta que é hora de o Brasil voltar a incrementar o nível de segurança com as térmicas porque desde 2000 a capacidade de armazenamento dos reservatórios vem crescendo menos em relação à demanda e que se não aumentarmos a capacidade de geração térmica, que é a melhor, corre-se o risco de perder a capacidade de segurar o sistema em momentos de crise como o de 2013.

Da forma que está o atual cenário, a tendência é de que o país tenha menos projetos termelétricos porque, segundo seus cálculos, sem uma indicação clara de qual caminho seguir o investidor não desenvolve estudos que podem custar entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões em três anos. "Quem faz o papel da segurança energética no país é a térmica, seja a carvão, gás e até a nuclear, todas possuem vocação para gerar na base", disse Vianna. "Somente as UTEs a óleo que não porque o custo é muito alto e são apenas para situações especiais", avaliou ele.

Esse posicionamento é o mesmo do presidente da Thymos Energia, João Carlos Mello. Ele compara a mais recente crise de abastecimento, que culminou no racionamento de energia ao ano de 2013. Segundo ele, a diferença entre os dois períodos esteve na disponibilidade das termelétricas este ano contra o que existia na década passada. Segundo ele, o risco de déficit de fornecimento ao final de 2000 e de 2012 estava no mesmo patamar, em cerca de 20%. "Estaríamos em uma situação parecida se não fossem as térmicas, que asseguraram o fornecimento de energia ao país", afirmou Mello. "O aprendizado de 2013 nos mostra que temos que utilizar as térmicas sim (...). Tem que fazer a matriz com as usinas de melhor qualidade, aquelas a óleo e a diesel ficam para momentos mais críticos pois são mais caras. Mas, as de base devem ser utilizadas e com mais frequência", acrescentou.

Precisamos de térmicas senão teremos problemas

Para Mello, o PDE 2022 apresenta uma falha ao apontar a expansão mais significativa com base nas renováveis, principalmente nas eólicas e biomassa porque ambas, assim como as UHEs, dependem muito da meteorologia e que, por isso, são consideradas fontes intermitentes. Por este motivo, são as termelétricas que atribuem segurança ao setor elétrico, fundamentalmente, as usinas a gás natural, a gás em ciclo combinado, carvão mineral, fontes que podem operar na base, mas que por conta do alto preço teto dos leilões, têm ficado de fora.

"O preço teto que tem sido aplicado é muito baixo para esse tipo de projeto. Não adianta fazer que o problema não existe. A matriz brasileira é hidrotérmica e precisamos dessas usinas, senão teremos problemas", alertou o executivo. O presidente da Thymos recorre às seguidas manifestações do diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Hermes Chipp, sobre os benefícios de termos UTEs na base de geração. Mello relata que a autoridade responsável pela operação do SIN considera cada vez mais difícil a operação mais segura do sistema interligado.

Dados do ONS confirmam que uma importante parte da demanda foi preenchida com o uso das termelétricas quando comparados os anos de 2012 e 2013. De acordo com os números mais recentes de geração, até o final de outubro deste ano, todos os meses do ano tivemos um volume maior de temeletricidade na rede. Houve diferenças de até 367% entre um mês e outro, como em janeiro, mas a média em dez meses ficou em 149,98% a maior.

Ao mesmo tempo, a geração hidrelétrica foi mais elevada em 2013 apenas no mês passado (2,56%), sendo inferior que o registrado na comparação entre janeiro a setembro de 2012. A média de geração hidrelétrica em 2013 apresenta um índice 7,78% menor do que em 2012. As diferenças podem ser comparadas a seguir nos gráficos que estão em MW médios no periodo em questão.

PDE deveria refletir impacto das renováveis

A necessidade de o país ter a geração térmica como um seguro para momentos de crise também é a visão de Luiz Augusto Barroso, diretor-executivo da PSR. Segundo ele, na visão da consultoria, a expansão do setor elétrico deveria ser comandado pelas termelétricas, o principal fator é a sua despachabilidade, ou seja, essas usinas podem ser ligadas sempre que necessária a sua operação, desde que o combustível esteja disponível.

Barroso se mostra menos cético quanto as reais possibilidades da expansão das térmicas na rede tendo como base o plano de expansão dos próximos 10 anos. Até porque, ressalta, o PDE é como se fosse uma lista de desejos do governo, mas que apesar disso, segue caminho diferente porque há problemas como a não adoção de premissas corretas para o mercado e que os leilões mostram que o mercado pode seguir um caminho diferente.

Entre os problemas está a falta de valorização das externalidades das fontes. No caso das térmicas ainda figura a questão do fornecimento de combustível a usinas a gás já que o fornecedor, geralmente a Petrobras, deve comprovar reservas equivalentes suficientes para que os todos concorrentes no leilão possam gerar na base durante todo o período do contrato. Esse tipo de cláusula se configura em uma grande barreira que, mesmo que o governo colocasse uma enxurrada de térmicas no PLD teríamos problemas em coloca-las por conta das regras restritivas.

Barroso vê que a expansão do setor deverá ficar mais descolado do que está do planejamento ao invés de ver um risco ao sistema elétrico nacional. Isso deverá se manter nessa condição até que o governo consiga desenvolver um documento mais atrelado com a realidade, que passa, principalmente, pela representação de maior realismo do impacto das fontes como a eólica e - futuramente - a solar sobre o SIN. "Precisaríamos representar cenários de forma probabilística, para as renováveis não despacháveis como a eólica e a solar, assim como já se faz com a modelagem para as hidrelétricas", indicou Barroso.

Um importante parte da preocupação dos executivos está baseada nos resultados dos leilões nos últimos anos e na já citada indicação do PDE 2022. Apesar de apontar para expansão de 1,5 GW de térmicas novas com predominância do gás natural, lembra o presidente da Apine, os leilões deste ano que podem vender a energia térmica não apresentam possibilidade da negociação porque não há contratos de gás disponíveis. Ele diz ainda que não apostar em novas usinas termelétricas é um contrassenso que vai de encontro à tendência de alta do PLD desde que se incorporou a aversão ao risco no cálculo.

Apesar de o governo ter voltado a habilitar novamente projetos de geração a carvão mineral, o setor não se entusiasmou. O motivo é justamente o preço-teto, que não considerou os benefícios dessa modalidade de usina. Entre esses motivos, aponta o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, Fernando Luiz Zancan, estão o menor custo de geração térmica que é, segundo ele, o mais baixo entre todas as UTEs.

"Com térmicas nós conseguimos segurar o sistema elétrico, não tem lógica não querer a fonte termelétrica. Temos uma grande reserva de carvão e, por isso, que levamos vantagem sobre o gás natural, que ainda não é conhecido", afirmou ele, se referindo às reservas do pré-sal e do início da exploração do gás não convencional, o shale gas ou também conhecido como gás de xisto.

Um reflexo dessa política, confirmou o executivo da ABCM, é que o país não desenvolve novos projetos térmicos, fato que pode trazer problemas no longo prazo. Pois, assim como outros empreendimentos, os investidores não gastam recursos para estudar a implantação de novas termelétricas com o atual nível de sinalização que o governo dá e que está baseado no PDE 2022. Zancan lembra que a associação entregou ao governo federal uma proposta de política industrial que não limitaria o uso do carvão apenas à geração de energia, mas esse seria apenas um produto do uso desse insumo tão abundante no Sul do país. Contudo, o setor ainda aguarda por uma definição.

Contudo, apesar das reclamações e argumentações dos interessados e consultores no assunto, o governo não dá sinais de que poderá rever a atual metodologia dos leilões para atribuir maior competitividade entre as fontes. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão afirmou na semana passada, durante a inauguração do Complexo Parnaíba, da Eneva, que deverá ter 1.425 MW de capacidade instalada ao final do primeiro semestre de 2014, que a atual forma de disputa deverá continuar.

Segundo o ministro, a ideia de que a fonte mais barata é a melhor para o Brasil deverá continuar. "Ainda bem que temos a eólica, se é a mais barata, melhor para o povo", resumiu ele ao sair do evento.

Uma forma de incentivar a retomada das térmicas no setor elétrico é apontada por Mello, da Thymos. Para o consultor, o leilão específico para a fonte seria a melhor solução para isolar a fonte da competição com as renováveis. O executivo destaca que todas as fontes são importantes para a matriz elétrica do país, mas que mesmo a máxima propalada de que quando chove não venta ou de quando venta não chove não é tão certa assim, como um relógio. "Essas fontes ajudam sim, mas na hora em que a hidraulicidade está ruim, ou dependemos das térmicas ou de São Pedro", concluiu.

Gas Net - 14/11/2013

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