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Fernando Zancan, presidente da ABCM, cumpriu uma extensa agenda de compromissos internacionais, entre os dias 12 a 21 de outubro. A viagem a Ásia teve como objetivo participar, na Cidade de Daegu – Coreia do Sul –, do 22  Congresso Mundial de Energia, promovido pelo Conselho Mundial de Energia – WEC. Em seguida Zancan viajou para a China onde se reuniu com dirigentes da Associação Chinesa de Carvão e visitou a usina de gasificação de Yima  na província de Henan na China. O presidente da ABCM avaliou a viagem da seguinte maneira:

“O Congresso Mundial de Energia representa o mais importante evento na área de energia do planeta. Evento realizado a cada 3 anos, contou com cerca de 6 mil participantes, centenas de expositores de todas as tecnologias de energia e com 50 ministros de energia, além de dezenas de CEOs das grandes corporações de energia do mundo. Havia 20 delgados brasileiros (Copel, Gerdau, Eletrobrás, Cemig, BNDES entre outros), mas notamos a ausência de representantes da área de planejamento energético do governo.
Acompanhamos por 4 dias os debates da área energética que visavam resolver o trilema proposto pelo WEC: segurança energética, sustentabilidade ambiental e equidade energética.  Ficou muito claro que os combustíveis fósseis serão parte fundamental na equação, correspondendo entre 60 a 80 % da matriz energética mundial em 2050.  Alguns mitos foram debatidos:

a.    A demanda global de energia será estagnada: realidade:  a demanda global deverá aumentar a duplicar até 2050, primeiramente, devido ao crescimento econômico dos países em desenvolvimento;

b.    Haverá uma falta de combustíveis fosseis – peak oil eminente - realidade: a descoberta de novas tecnologias deixou recursos fósseis de forma econômica   multiplicando as reservas por um fator de 4 e essa tendência deverá continuar;

c.    A demanda será totalmente atendida por fontes renováveis : - realidade : apesar do crescimento dos renováveis na matriz energética mundial de 15 % hoje podendo chegar entre 20 e 30 % em 2050 portanto os fósseis permanecerão como base da matriz mundial;

d.    Nós poderemos reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa em 50 % em 2050 – Realidade: No melhor cenário nós veremos a duplicação das emissões globais em 2050 comparando quanto o que seria necessário para manter 450 ppm referência adotada pela IEA;

e.    O modelo corrente de negócio e os mercados estão resolvendo o problema de oferta e demanda – realidade: O modelo de negócio está ficando muito complexo e incerto   devido a mudanças constantes nas políticas energéticas, inovações tecnológicas e expectativas  dos consumidores e sociedade.  Modelo de mercado e de negócio estão com dificuldade de tratar o aumento das energias renováveis, os sistemas descentralizados de energia e a tecnologia de informação associada a tudo isso;

f.    Os programas existentes irão fornecer acesso universal a energia no mundo nos próximos 10 a 15 anos ; realidade: os cenários do WEC mostra que de 730 a 830  milhões de pessoas ainda terão falta de energia em 2030; e

g.    Em escala global o capital é barato e abundante: realidade : o capital é muito sensível ao ambiente regulatório e portanto com o grau de incerteza aumenta o risco. E devido aos problemas financeiros de alguns países poderão existir problemas de financiamento públicos para substituir os financiamentos privados.   Ficou claro que deveremos investir no desenvolvimento e demonstração da tecnologia de captura e armazenamento de carbono – CCS e que essa tecnologia está sem apoio governamental dos países ricos apesar de ser uma das principais soluções para a mitigação das mudanças climáticas. Esses foram os temas em debate. Portanto, a principal mensagem é “vamos discutir de forma pragmática o assunto de energia, vamos ao mundo real.  Não devemos deixar que os Governos  adotem políticas de curto prazo que não sejam políticas de Estado, pois políticas claras e estáveis de longo prazo são necessárias para um setor intensivo em capital.”

Na reunião com a Associação Chinesa de Carvão- CCA foi acordado a cooperação tecnológica entre a ABCM e a CCA e ajustado a vinda de uma missão chinesa ao Brasil nos dia 02 e 03 de dezembro de 2013 para a assinatura formal do acordo. A CCA tem mais de mil membro e seiscentos funcionários em diversa áreas de segurança de mineração a utilização de carvão. Hoje, a China produz e consome cerca 50 % do carvão mundial, minera me média a 600m de profundidade com alta eficiência e segurança.

Visita a uma planta de gasificação na província de Henan, cidade de Yima, sudoeste de Beijing

Essa visita a um projeto que produz metanol a partir do carvão demonstrou que existe tecnologia comercial para gasificar os carvões brasileiros. A província de Henan produz 30 milhões de carvão mais que o dobro que produzimos no Brasil. Essa tecnologia que visitamos permite afirmar que podemos desenvolver uma carboquímica no Brasil. A China produz tudo a partir do carvão, nessa planta além de produzir 300 mil toneladas de metanol produz também sulfato de amônia que é um fertilizante que o Brasil importa cerca de 75 % do que consome.

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Fernando Zancan, presidente da ABCM, cumpriu uma extensa agenda de compromissos internacionais, entre os dias 12 a 21 de outubro. A viagem a Ásia teve como objetivo participar, na Cidade de Daegu – Coreia do Sul –, do 22  Congresso Mundial de Energia, promovido pelo Conselho Mundial de Energia – WEC. Em seguida Zancan viajou para a China onde se reuniu com dirigentes da Associação Chinesa de Carvão e visitou a usina de gasificação de Yima  na província de Henan na China. O presidente da ABCM avaliou a viagem da seguinte maneira:

“O Congresso Mundial de Energia representa o mais importante evento na área de energia do planeta. Evento realizado a cada 3 anos, contou com cerca de 6 mil participantes, centenas de expositores de todas as tecnologias de energia e com 50 ministros de energia, além de dezenas de CEOs das grandes corporações de energia do mundo. Havia 20 delgados brasileiros (Copel, Gerdau, Eletrobrás, Cemig, BNDES entre outros), mas notamos a ausência de representantes da área de planejamento energético do governo.
Acompanhamos por 4 dias os debates da área energética que visavam resolver o trilema proposto pelo WEC: segurança energética, sustentabilidade ambiental e equidade energética.  Ficou muito claro que os combustíveis fósseis serão parte fundamental na equação, correspondendo entre 60 a 80 % da matriz energética mundial em 2050.  Alguns mitos foram debatidos:

a.    A demanda global de energia será estagnada: realidade:  a demanda global deverá aumentar a duplicar até 2050, primeiramente, devido ao crescimento econômico dos países em desenvolvimento;

b.    Haverá uma falta de combustíveis fosseis – peak oil eminente - realidade: a descoberta de novas tecnologias deixou recursos fósseis de forma econômica   multiplicando as reservas por um fator de 4 e essa tendência deverá continuar;

c.    A demanda será totalmente atendida por fontes renováveis : - realidade : apesar do crescimento dos renováveis na matriz energética mundial de 15 % hoje podendo chegar entre 20 e 30 % em 2050 portanto os fósseis permanecerão como base da matriz mundial;

d.    Nós poderemos reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa em 50 % em 2050 – Realidade: No melhor cenário nós veremos a duplicação das emissões globais em 2050 comparando quanto o que seria necessário para manter 450 ppm referência adotada pela IEA;

e.    O modelo corrente de negócio e os mercados estão resolvendo o problema de oferta e demanda – realidade: O modelo de negócio está ficando muito complexo e incerto   devido a mudanças constantes nas políticas energéticas, inovações tecnológicas e expectativas  dos consumidores e sociedade.  Modelo de mercado e de negócio estão com dificuldade de tratar o aumento das energias renováveis, os sistemas descentralizados de energia e a tecnologia de informação associada a tudo isso;

f.    Os programas existentes irão fornecer acesso universal a energia no mundo nos próximos 10 a 15 anos ; realidade: os cenários do WEC mostra que de 730 a 830  milhões de pessoas ainda terão falta de energia em 2030; e

g.    Em escala global o capital é barato e abundante: realidade : o capital é muito sensível ao ambiente regulatório e portanto com o grau de incerteza aumenta o risco. E devido aos problemas financeiros de alguns países poderão existir problemas de financiamento públicos para substituir os financiamentos privados.   Ficou claro que deveremos investir no desenvolvimento e demonstração da tecnologia de captura e armazenamento de carbono – CCS e que essa tecnologia está sem apoio governamental dos países ricos apesar de ser uma das principais soluções para a mitigação das mudanças climáticas. Esses foram os temas em debate. Portanto, a principal mensagem é “vamos discutir de forma pragmática o assunto de energia, vamos ao mundo real.  Não devemos deixar que os Governos  adotem políticas de curto prazo que não sejam políticas de Estado, pois políticas claras e estáveis de longo prazo são necessárias para um setor intensivo em capital.”

Na reunião com a Associação Chinesa de Carvão- CCA foi acordado a cooperação tecnológica entre a ABCM e a CCA e ajustado a vinda de uma missão chinesa ao Brasil nos dia 02 e 03 de dezembro de 2013 para a assinatura formal do acordo. A CCA tem mais de mil membro e seiscentos funcionários em diversa áreas de segurança de mineração a utilização de carvão. Hoje, a China produz e consome cerca 50 % do carvão mundial, minera me média a 600m de profundidade com alta eficiência e segurança.

Visita a uma planta de gasificação na província de Henan, cidade de Yima, sudoeste de Beijing

Essa visita a um projeto que produz metanol a partir do carvão demonstrou que existe tecnologia comercial para gasificar os carvões brasileiros. A província de Henan produz 30 milhões de carvão mais que o dobro que produzimos no Brasil. Essa tecnologia que visitamos permite afirmar que podemos desenvolver uma carboquímica no Brasil. A China produz tudo a partir do carvão, nessa planta além de produzir 300 mil toneladas de metanol produz também sulfato de amônia que é um fertilizante que o Brasil importa cerca de 75 % do que consome.

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Presidente da ABCM cumpre agenda internacional na Ásia

30/10/2013

Fernando Zancan, presidente da ABCM, cumpriu uma extensa agenda de compromissos internacionais, entre os dias 12 a 21 de outubro. A viagem a Ásia teve como objetivo participar, na Cidade de Daegu – Coreia do Sul –, do 22  Congresso Mundial de Energia, promovido pelo Conselho Mundial de Energia – WEC. Em seguida Zancan viajou para a China onde se reuniu com dirigentes da Associação Chinesa de Carvão e visitou a usina de gasificação de Yima  na província de Henan na China. O presidente da ABCM avaliou a viagem da seguinte maneira:

“O Congresso Mundial de Energia representa o mais importante evento na área de energia do planeta. Evento realizado a cada 3 anos, contou com cerca de 6 mil participantes, centenas de expositores de todas as tecnologias de energia e com 50 ministros de energia, além de dezenas de CEOs das grandes corporações de energia do mundo. Havia 20 delgados brasileiros (Copel, Gerdau, Eletrobrás, Cemig, BNDES entre outros), mas notamos a ausência de representantes da área de planejamento energético do governo.
Acompanhamos por 4 dias os debates da área energética que visavam resolver o trilema proposto pelo WEC: segurança energética, sustentabilidade ambiental e equidade energética.  Ficou muito claro que os combustíveis fósseis serão parte fundamental na equação, correspondendo entre 60 a 80 % da matriz energética mundial em 2050.  Alguns mitos foram debatidos:

a.    A demanda global de energia será estagnada: realidade:  a demanda global deverá aumentar a duplicar até 2050, primeiramente, devido ao crescimento econômico dos países em desenvolvimento;

b.    Haverá uma falta de combustíveis fosseis – peak oil eminente - realidade: a descoberta de novas tecnologias deixou recursos fósseis de forma econômica   multiplicando as reservas por um fator de 4 e essa tendência deverá continuar;

c.    A demanda será totalmente atendida por fontes renováveis : - realidade : apesar do crescimento dos renováveis na matriz energética mundial de 15 % hoje podendo chegar entre 20 e 30 % em 2050 portanto os fósseis permanecerão como base da matriz mundial;

d.    Nós poderemos reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa em 50 % em 2050 – Realidade: No melhor cenário nós veremos a duplicação das emissões globais em 2050 comparando quanto o que seria necessário para manter 450 ppm referência adotada pela IEA;

e.    O modelo corrente de negócio e os mercados estão resolvendo o problema de oferta e demanda – realidade: O modelo de negócio está ficando muito complexo e incerto   devido a mudanças constantes nas políticas energéticas, inovações tecnológicas e expectativas  dos consumidores e sociedade.  Modelo de mercado e de negócio estão com dificuldade de tratar o aumento das energias renováveis, os sistemas descentralizados de energia e a tecnologia de informação associada a tudo isso;

f.    Os programas existentes irão fornecer acesso universal a energia no mundo nos próximos 10 a 15 anos ; realidade: os cenários do WEC mostra que de 730 a 830  milhões de pessoas ainda terão falta de energia em 2030; e

g.    Em escala global o capital é barato e abundante: realidade : o capital é muito sensível ao ambiente regulatório e portanto com o grau de incerteza aumenta o risco. E devido aos problemas financeiros de alguns países poderão existir problemas de financiamento públicos para substituir os financiamentos privados.   Ficou claro que deveremos investir no desenvolvimento e demonstração da tecnologia de captura e armazenamento de carbono – CCS e que essa tecnologia está sem apoio governamental dos países ricos apesar de ser uma das principais soluções para a mitigação das mudanças climáticas. Esses foram os temas em debate. Portanto, a principal mensagem é “vamos discutir de forma pragmática o assunto de energia, vamos ao mundo real.  Não devemos deixar que os Governos  adotem políticas de curto prazo que não sejam políticas de Estado, pois políticas claras e estáveis de longo prazo são necessárias para um setor intensivo em capital.”

Na reunião com a Associação Chinesa de Carvão- CCA foi acordado a cooperação tecnológica entre a ABCM e a CCA e ajustado a vinda de uma missão chinesa ao Brasil nos dia 02 e 03 de dezembro de 2013 para a assinatura formal do acordo. A CCA tem mais de mil membro e seiscentos funcionários em diversa áreas de segurança de mineração a utilização de carvão. Hoje, a China produz e consome cerca 50 % do carvão mundial, minera me média a 600m de profundidade com alta eficiência e segurança.

Visita a uma planta de gasificação na província de Henan, cidade de Yima, sudoeste de Beijing

Essa visita a um projeto que produz metanol a partir do carvão demonstrou que existe tecnologia comercial para gasificar os carvões brasileiros. A província de Henan produz 30 milhões de carvão mais que o dobro que produzimos no Brasil. Essa tecnologia que visitamos permite afirmar que podemos desenvolver uma carboquímica no Brasil. A China produz tudo a partir do carvão, nessa planta além de produzir 300 mil toneladas de metanol produz também sulfato de amônia que é um fertilizante que o Brasil importa cerca de 75 % do que consome.

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