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Depois do apagão no último leilão, quando desistiram da disputa por considerar o preço máximo baixo demais, empresas com projetos de geração de energia com carvão pressionarão o governo federal por um valor de partida mais alto na disputa de dezembro. Sob críticas de ambientalistas, o Rio Grande do Sul deverá ter três projetos inscritos.

Companhias e consórcios com projetos de termelétricas se articulam para entregar ainda neste mês ao Ministério de Minas e Energia uma lista de reivindicações para tornar os projetos mais rentáveis. Entre os pedidos, está o aumento de R$ 140 para até R$ 170 no preço-teto estabelecido para o megawatt hora, mudança na exigência de garantias – que estaria ampliando o custo dos atuais projetos – e separação do leilão por fonte energética, de forma a evitar concorrência com outras alternativas.

– O carvão é competitivo com seus similares (como gás natural), mas não com fontes renováveis, que têm incentivos. Se o país quer a segurança da geração por carvão, será necessário um preço um pouco maior do que no leilão de agosto – explica Fernando Zancan, presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM).

A segurança a que Zancan se refere é ter usinas que possam ser acionadas em qualquer circunstância, sem depender de chuva, vento ou sol. Esse tipo de geração é chamado de energia firme: uma vez feito o investimento, é só ligar as máquinas para ter eletricidade.

Na China, o preço da energia térmica é de US$ 70 (cerca de R$ 160), conforme a ABCM. A entidade cobrará do governo maior previsibilidade quanto à participação dos projetos com carvão nos próximos leilões, com o objetivo de levar os fornecedores a investir em tecnologia. A meta é iniciar movimento semelhante ao ocorrido na energia eólica, em que houve decréscimo de custo à medida que empresas brasileiras desenvolveram tecnologias mais avançadas, e multinacionais decidiram fabricar estruturas metálicas e aerogeradores no Brasil.

– É difícil saber qual o preço ideal para o carvão, sempre haverá interesse do empreendedor em ampliar esse teto. Mas um custo aparentemente mais alto pode ser menor do que gastos com extensas linhas de transmissão – pondera Mikio Kawai Júnior, diretor executivo do Grupo Safira, companhia que atua no mercado de energia.

O impacto da alta do dólar no custo das usinas, que teria desestimulado empreendedores no leilão de agosto, ainda é um risco para participação das termelétricas em dezembro. Como turbinas, motores e painéis são importados, o câmbio influi no valor do investimento e no tempo de retorno.

Técnicos da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) se reuniram com executivos de MPX, CTSul e Tractebel para acertar questões legais para a instalação das usinas, e ouviram das empresas que há interesse em participar do próximo leilão, desde que com ajuste nas regras, informa Rui Dick, diretor-geral da Seinfra:

– As termelétricas seriam benéficas ao Estado, pois são investimentos bilionários e geram muitos empregos.

Poluição reduzida, mas não eliminada
Novas tecnologias combatem a emissão de enxofre, mas não acabam com a de dióxido de carbono

Elimina

Chuva ácida: há remoção de dióxido de enxofre da fuligem, substância que, em contato com a umidade, vira chuva ácida. Conforme Renato Chagas, chefe do Departamento de Controle da Poluição Industrial da Fepam, as leis ambientais exigem o cumprimento de padrões internacionais da dessulfurização dos gases gerados pela queima do carvão.

Intoxicação na comunidade: é eliminada de 99% da emissão de chumbo, cádmio e mercúrio, elementos que, em grande quantidade, prejudicam o organismo. Conforme Fernando Luiz Zancan, da ABCM, as usinas mais modernas seguem normas internacionais de captura dessas substâncias.

Não elimina

Emissão de dióxido de carbono: o carvão é a fonte de energia que mais emite gases de efeito estufa, conforme o Greenpeace. Elyas Ferreira de Medeiros, especialista em energia do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, sugere a gaseificação do carvão, opção que emite menos dióxido de carbono e é mais potente na geração de energia, mas essa tecnologia ainda não é utilizada no Brasil.

Danos à saúde: há risco de contaminação de lençóis freáticos por material particulado, que pode fazer mal se ingerido.

Intoxicação na comunidade: a parcela de 1% remanescente da emissão de chumbo, cádmio e mercúrio concentra maior proporção de toxinas, conforme o ambientalista Francisco Milanez.

Sem novas melhores, com velhas poluidoras

Enquanto o Estado vê adiados os planos para novas termelétricas, com tecnologia que promete menor impacto ambiental, usinas em operação sem os mesmos avanços, empurram para frente o fechamento e a implementação de melhorias. Por receio de comprometer a geração de energia, governo e Ibama prorrogaram o desligamento da fase A para 2017, e adiaram a modernização da fase B para 2016 da usina Presidente Médici, em Candiota, por meio de um termo de ajustamento de conduta (TAC).

O motivo foi o mesmo que ressuscitou o carvão nos leilões: temor de escassez no abastecimento de energia. No caso da Fase B, o compromisso é instalar sistema de redução de material particulado (pó) e enxofre, que tornaria a geração mais limpa. Por motivos ambientais, a térmica a carvão de São Jerônimo será fechada até o fim do ano.

Ambientalistas argumentam que a renovação das antigas e mesmo as novas termelétricas seguem poluindo, por provocar aumento na emissão de dióxido de carbono.

– O impacto local pode ser reduzido com as novas tecnologias, mas o problema do dióxido de carbono permanece. O Brasil tem potencial muito grande para geração eólica e solar, que deveriam ter prioridade – defende Ricardo Baitelo, responsável pela campanha de clima e energia do Greenpeace no país.

Coordenador do Plano Rio Grande do Sul Sustentável, Francisco Milanez pondera que o Estado deve usar sua riqueza natural (89% das reservas do Brasil), mas é preciso antes aprimorar as tecnologias que reduzam a poluição.

Candidatas a obras
Projetos de termelétricas no Estado que devem ser inscritos para o leilão de dezembro se houver ajuste nas regras

Seival
Potência: 600 MW
Proprietário: MPX/E.ON
Município: Candiota
Já recebeu licença de instalação do Ibama

CTSul
Potência: 650 MW
Proprietário: CTSul
Município: Cachoeira do Sul
Tem licença prévia da Fepam, mas irá reconfigurar o projeto e pedir novamente o licenciamento

UTE Pampa
Potência: 340 MW
Proprietário: Tractebel
Município: Candiota
Tem licenciamento prévio do Ibama

Fonte: http://solos.com.br/node/797#.UjBrAsakonh

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Depois do apagão no último leilão, quando desistiram da disputa por considerar o preço máximo baixo demais, empresas com projetos de geração de energia com carvão pressionarão o governo federal por um valor de partida mais alto na disputa de dezembro. Sob críticas de ambientalistas, o Rio Grande do Sul deverá ter três projetos inscritos.

Companhias e consórcios com projetos de termelétricas se articulam para entregar ainda neste mês ao Ministério de Minas e Energia uma lista de reivindicações para tornar os projetos mais rentáveis. Entre os pedidos, está o aumento de R$ 140 para até R$ 170 no preço-teto estabelecido para o megawatt hora, mudança na exigência de garantias – que estaria ampliando o custo dos atuais projetos – e separação do leilão por fonte energética, de forma a evitar concorrência com outras alternativas.

– O carvão é competitivo com seus similares (como gás natural), mas não com fontes renováveis, que têm incentivos. Se o país quer a segurança da geração por carvão, será necessário um preço um pouco maior do que no leilão de agosto – explica Fernando Zancan, presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM).

A segurança a que Zancan se refere é ter usinas que possam ser acionadas em qualquer circunstância, sem depender de chuva, vento ou sol. Esse tipo de geração é chamado de energia firme: uma vez feito o investimento, é só ligar as máquinas para ter eletricidade.

Na China, o preço da energia térmica é de US$ 70 (cerca de R$ 160), conforme a ABCM. A entidade cobrará do governo maior previsibilidade quanto à participação dos projetos com carvão nos próximos leilões, com o objetivo de levar os fornecedores a investir em tecnologia. A meta é iniciar movimento semelhante ao ocorrido na energia eólica, em que houve decréscimo de custo à medida que empresas brasileiras desenvolveram tecnologias mais avançadas, e multinacionais decidiram fabricar estruturas metálicas e aerogeradores no Brasil.

– É difícil saber qual o preço ideal para o carvão, sempre haverá interesse do empreendedor em ampliar esse teto. Mas um custo aparentemente mais alto pode ser menor do que gastos com extensas linhas de transmissão – pondera Mikio Kawai Júnior, diretor executivo do Grupo Safira, companhia que atua no mercado de energia.

O impacto da alta do dólar no custo das usinas, que teria desestimulado empreendedores no leilão de agosto, ainda é um risco para participação das termelétricas em dezembro. Como turbinas, motores e painéis são importados, o câmbio influi no valor do investimento e no tempo de retorno.

Técnicos da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) se reuniram com executivos de MPX, CTSul e Tractebel para acertar questões legais para a instalação das usinas, e ouviram das empresas que há interesse em participar do próximo leilão, desde que com ajuste nas regras, informa Rui Dick, diretor-geral da Seinfra:

– As termelétricas seriam benéficas ao Estado, pois são investimentos bilionários e geram muitos empregos.

Poluição reduzida, mas não eliminada
Novas tecnologias combatem a emissão de enxofre, mas não acabam com a de dióxido de carbono

Elimina

Chuva ácida: há remoção de dióxido de enxofre da fuligem, substância que, em contato com a umidade, vira chuva ácida. Conforme Renato Chagas, chefe do Departamento de Controle da Poluição Industrial da Fepam, as leis ambientais exigem o cumprimento de padrões internacionais da dessulfurização dos gases gerados pela queima do carvão.

Intoxicação na comunidade: é eliminada de 99% da emissão de chumbo, cádmio e mercúrio, elementos que, em grande quantidade, prejudicam o organismo. Conforme Fernando Luiz Zancan, da ABCM, as usinas mais modernas seguem normas internacionais de captura dessas substâncias.

Não elimina

Emissão de dióxido de carbono: o carvão é a fonte de energia que mais emite gases de efeito estufa, conforme o Greenpeace. Elyas Ferreira de Medeiros, especialista em energia do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, sugere a gaseificação do carvão, opção que emite menos dióxido de carbono e é mais potente na geração de energia, mas essa tecnologia ainda não é utilizada no Brasil.

Danos à saúde: há risco de contaminação de lençóis freáticos por material particulado, que pode fazer mal se ingerido.

Intoxicação na comunidade: a parcela de 1% remanescente da emissão de chumbo, cádmio e mercúrio concentra maior proporção de toxinas, conforme o ambientalista Francisco Milanez.

Sem novas melhores, com velhas poluidoras

Enquanto o Estado vê adiados os planos para novas termelétricas, com tecnologia que promete menor impacto ambiental, usinas em operação sem os mesmos avanços, empurram para frente o fechamento e a implementação de melhorias. Por receio de comprometer a geração de energia, governo e Ibama prorrogaram o desligamento da fase A para 2017, e adiaram a modernização da fase B para 2016 da usina Presidente Médici, em Candiota, por meio de um termo de ajustamento de conduta (TAC).

O motivo foi o mesmo que ressuscitou o carvão nos leilões: temor de escassez no abastecimento de energia. No caso da Fase B, o compromisso é instalar sistema de redução de material particulado (pó) e enxofre, que tornaria a geração mais limpa. Por motivos ambientais, a térmica a carvão de São Jerônimo será fechada até o fim do ano.

Ambientalistas argumentam que a renovação das antigas e mesmo as novas termelétricas seguem poluindo, por provocar aumento na emissão de dióxido de carbono.

– O impacto local pode ser reduzido com as novas tecnologias, mas o problema do dióxido de carbono permanece. O Brasil tem potencial muito grande para geração eólica e solar, que deveriam ter prioridade – defende Ricardo Baitelo, responsável pela campanha de clima e energia do Greenpeace no país.

Coordenador do Plano Rio Grande do Sul Sustentável, Francisco Milanez pondera que o Estado deve usar sua riqueza natural (89% das reservas do Brasil), mas é preciso antes aprimorar as tecnologias que reduzam a poluição.

Candidatas a obras
Projetos de termelétricas no Estado que devem ser inscritos para o leilão de dezembro se houver ajuste nas regras

Seival
Potência: 600 MW
Proprietário: MPX/E.ON
Município: Candiota
Já recebeu licença de instalação do Ibama

CTSul
Potência: 650 MW
Proprietário: CTSul
Município: Cachoeira do Sul
Tem licença prévia da Fepam, mas irá reconfigurar o projeto e pedir novamente o licenciamento

UTE Pampa
Potência: 340 MW
Proprietário: Tractebel
Município: Candiota
Tem licenciamento prévio do Ibama

Fonte: http://solos.com.br/node/797#.UjBrAsakonh

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Consórcios e empresas rearticulam projetos de térmicas a carvão no RS

11/09/2013

Solos

Depois do apagão no último leilão, quando desistiram da disputa por considerar o preço máximo baixo demais, empresas com projetos de geração de energia com carvão pressionarão o governo federal por um valor de partida mais alto na disputa de dezembro. Sob críticas de ambientalistas, o Rio Grande do Sul deverá ter três projetos inscritos.

Companhias e consórcios com projetos de termelétricas se articulam para entregar ainda neste mês ao Ministério de Minas e Energia uma lista de reivindicações para tornar os projetos mais rentáveis. Entre os pedidos, está o aumento de R$ 140 para até R$ 170 no preço-teto estabelecido para o megawatt hora, mudança na exigência de garantias – que estaria ampliando o custo dos atuais projetos – e separação do leilão por fonte energética, de forma a evitar concorrência com outras alternativas.

– O carvão é competitivo com seus similares (como gás natural), mas não com fontes renováveis, que têm incentivos. Se o país quer a segurança da geração por carvão, será necessário um preço um pouco maior do que no leilão de agosto – explica Fernando Zancan, presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM).

A segurança a que Zancan se refere é ter usinas que possam ser acionadas em qualquer circunstância, sem depender de chuva, vento ou sol. Esse tipo de geração é chamado de energia firme: uma vez feito o investimento, é só ligar as máquinas para ter eletricidade.

Na China, o preço da energia térmica é de US$ 70 (cerca de R$ 160), conforme a ABCM. A entidade cobrará do governo maior previsibilidade quanto à participação dos projetos com carvão nos próximos leilões, com o objetivo de levar os fornecedores a investir em tecnologia. A meta é iniciar movimento semelhante ao ocorrido na energia eólica, em que houve decréscimo de custo à medida que empresas brasileiras desenvolveram tecnologias mais avançadas, e multinacionais decidiram fabricar estruturas metálicas e aerogeradores no Brasil.

– É difícil saber qual o preço ideal para o carvão, sempre haverá interesse do empreendedor em ampliar esse teto. Mas um custo aparentemente mais alto pode ser menor do que gastos com extensas linhas de transmissão – pondera Mikio Kawai Júnior, diretor executivo do Grupo Safira, companhia que atua no mercado de energia.

O impacto da alta do dólar no custo das usinas, que teria desestimulado empreendedores no leilão de agosto, ainda é um risco para participação das termelétricas em dezembro. Como turbinas, motores e painéis são importados, o câmbio influi no valor do investimento e no tempo de retorno.

Técnicos da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) se reuniram com executivos de MPX, CTSul e Tractebel para acertar questões legais para a instalação das usinas, e ouviram das empresas que há interesse em participar do próximo leilão, desde que com ajuste nas regras, informa Rui Dick, diretor-geral da Seinfra:

– As termelétricas seriam benéficas ao Estado, pois são investimentos bilionários e geram muitos empregos.

Poluição reduzida, mas não eliminada
Novas tecnologias combatem a emissão de enxofre, mas não acabam com a de dióxido de carbono

Elimina

Chuva ácida: há remoção de dióxido de enxofre da fuligem, substância que, em contato com a umidade, vira chuva ácida. Conforme Renato Chagas, chefe do Departamento de Controle da Poluição Industrial da Fepam, as leis ambientais exigem o cumprimento de padrões internacionais da dessulfurização dos gases gerados pela queima do carvão.

Intoxicação na comunidade: é eliminada de 99% da emissão de chumbo, cádmio e mercúrio, elementos que, em grande quantidade, prejudicam o organismo. Conforme Fernando Luiz Zancan, da ABCM, as usinas mais modernas seguem normas internacionais de captura dessas substâncias.

Não elimina

Emissão de dióxido de carbono: o carvão é a fonte de energia que mais emite gases de efeito estufa, conforme o Greenpeace. Elyas Ferreira de Medeiros, especialista em energia do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, sugere a gaseificação do carvão, opção que emite menos dióxido de carbono e é mais potente na geração de energia, mas essa tecnologia ainda não é utilizada no Brasil.

Danos à saúde: há risco de contaminação de lençóis freáticos por material particulado, que pode fazer mal se ingerido.

Intoxicação na comunidade: a parcela de 1% remanescente da emissão de chumbo, cádmio e mercúrio concentra maior proporção de toxinas, conforme o ambientalista Francisco Milanez.

Sem novas melhores, com velhas poluidoras

Enquanto o Estado vê adiados os planos para novas termelétricas, com tecnologia que promete menor impacto ambiental, usinas em operação sem os mesmos avanços, empurram para frente o fechamento e a implementação de melhorias. Por receio de comprometer a geração de energia, governo e Ibama prorrogaram o desligamento da fase A para 2017, e adiaram a modernização da fase B para 2016 da usina Presidente Médici, em Candiota, por meio de um termo de ajustamento de conduta (TAC).

O motivo foi o mesmo que ressuscitou o carvão nos leilões: temor de escassez no abastecimento de energia. No caso da Fase B, o compromisso é instalar sistema de redução de material particulado (pó) e enxofre, que tornaria a geração mais limpa. Por motivos ambientais, a térmica a carvão de São Jerônimo será fechada até o fim do ano.

Ambientalistas argumentam que a renovação das antigas e mesmo as novas termelétricas seguem poluindo, por provocar aumento na emissão de dióxido de carbono.

– O impacto local pode ser reduzido com as novas tecnologias, mas o problema do dióxido de carbono permanece. O Brasil tem potencial muito grande para geração eólica e solar, que deveriam ter prioridade – defende Ricardo Baitelo, responsável pela campanha de clima e energia do Greenpeace no país.

Coordenador do Plano Rio Grande do Sul Sustentável, Francisco Milanez pondera que o Estado deve usar sua riqueza natural (89% das reservas do Brasil), mas é preciso antes aprimorar as tecnologias que reduzam a poluição.

Candidatas a obras
Projetos de termelétricas no Estado que devem ser inscritos para o leilão de dezembro se houver ajuste nas regras

Seival
Potência: 600 MW
Proprietário: MPX/E.ON
Município: Candiota
Já recebeu licença de instalação do Ibama

CTSul
Potência: 650 MW
Proprietário: CTSul
Município: Cachoeira do Sul
Tem licença prévia da Fepam, mas irá reconfigurar o projeto e pedir novamente o licenciamento

UTE Pampa
Potência: 340 MW
Proprietário: Tractebel
Município: Candiota
Tem licenciamento prévio do Ibama

Fonte: http://solos.com.br/node/797#.UjBrAsakonh

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