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A desvalorização da moeda brasileira já afeta as indústrias que utilizam gás natural importado da Bolívia.

A desvalorização cambial já impacta consumidores de gás natural de São Paulo e da Região Sul, que consomem o combustível importado da Bolívia. Segundo cálculos da consultoria GasEnergy, o preço do gás boliviano aumentou 11% entre maio, quando o real começou a perder valor frente ao dólar, e agosto.

A alta deve-se exclusivamente à variação da moeda norte-americana, uma vez que o valor em dólares teve uma pequena redução no período. Estados do Sul reclamam que a diferença de preços entre o gás nacional e o importado prejudica a competição de suas indústrias e há empresas já migrando de volta para outros combustíveis.

O gás boliviano custa hoje às distribuidoras R$ 0,86 por metro cúbico, contra R$ 0,77 por metro cúbico vigente em maio. O produto importado abastece 40% do mercado paulista e 100% dos mercados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os repasses ao consumidor final dependem das datas de reajuste de cada distribuidora. Já o gás nacional, que abastece o restante do país, é vendido a R$ 0,68 por metro cúbico. O valor pode subir em outubro, quando a Petrobras promove o reajuste trimestral de preços.

Assim como outros combustíveis de menor impacto na inflação - como o querosene de aviação e o óleo combustível - o gás natural é reajustado de acordo com prazos e fórmulas pré-estabelecidas, que consideram as cotações internacionais do petróleo e derivados, além da variação cambial. Reajustes de gasolina, diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, por outro lado, dependem de autorização do governo.

A diferença de preços entre o gás nacional e o importado, que chega hoje a 26%, é motivo de reclamação entre consumidores industriais da Região Sul. "O câmbio impacta diretamente o gás importado e, sem dúvida, o gás, como a energia elétrica, é um insumo que tem peso bastante acentuado nos custos", diz o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte.

Santa Catarina é o maior consumidor de gás natural da região, com 224 indústrias - principalmente dos setores de cerâmica e têxtil - conectadas à rede de abastecimento do combustível. Ao todo, na Região Sul, 467 plantas industriais usam o combustível.

O aumento do preço do gás natural nos últimos anos tem levado consumidores intensivos a migrarem de volta para outros combustíveis, como carvão ou biomassa. A Eliane, por exemplo, está investindo R$ 12 milhões na readaptação de seus fornos para voltar ao carvão mineral. 
"Por estar atrelado ao preço do petróleo e ao câmbio, o preço do gás tem subido muito nos últimos anos. Essa nova alta só reforça nossa decisão", argumenta o diretor da empresa, Otmar Muller.

O executivo, que preside a Câmara de Energia da Fiesp, diz que outras empresas de cerâmica e têxtil já tomaram a decisão de voltar a fontes de energia que usavam antes do gás natural.

"Daqui a pouco teremos que repassar o aumento de custos, aumentando as distorções competitivas com relação a outros estados", reclama o presidente da distribuidora de gás canalizado SC Gás, Cosme Polêse. "É preciso equidade no tratamento dos consumidores em todo o Brasil."

Custos do gás

R$ 0,86: Preço cobrado, por metro cúbico, pelo gás importado entregue pela Petrobras às distribuidoras. Em maio, produto custava R$ 0,77.

26%: É a diferença entre os preços do gás importado e do gás nacional. Para indústria do Sul, insumo mais alto prejudica competitividade.

Capacidade de fornecimento está no limite

Mesmo com preços mais altos do que no resto do Brasil, distribuidores e consumidores da Região Sul reclamam de gargalos no fornecimento de gás e cobram investimentos para ampliar a oferta regional. Segundo o presidente da distribuidora catarinense SC Gás, Cosme Polêse, há hoje 60 empresas na fila de espera para se conectar à rede ou ampliar os volumes consumidos.

"Estamos no teto da capacidade e não há como assegurar fornecimento para novos empreendimentos", diz o executivo. A SC Gás tem contrato com a Petrobras para receber 2 milhões de metros cúbicos por dia. Em julho, entregou ao mercado, em média, 1,922 milhão de metros cúbicos, excedendo, em alguns momentos, o limite contratual.

Recentemente, governadores de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul assinaram carta enderaçada à Petrobras pedindo medidas para ampliar a oferta. Os quatro estados são atendidos pelo Gasoduto Bolívia-Brasil, cujo trecho Sul está perto do limite de capacidade.

A Petrobras informou que estuda investimentos de R$ 700 milhões no trecho, para ampliar a capacidade em 2,5 milhões de metros cúbicos por dia. "A implantação do projeto, no entanto, ainda depende da demonstração de sua viabilidade econômica", disse a empresa.

Fonte: http://solos.com.br/node/771#.Uh873hukrRF

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A desvalorização da moeda brasileira já afeta as indústrias que utilizam gás natural importado da Bolívia.

A desvalorização cambial já impacta consumidores de gás natural de São Paulo e da Região Sul, que consomem o combustível importado da Bolívia. Segundo cálculos da consultoria GasEnergy, o preço do gás boliviano aumentou 11% entre maio, quando o real começou a perder valor frente ao dólar, e agosto.

A alta deve-se exclusivamente à variação da moeda norte-americana, uma vez que o valor em dólares teve uma pequena redução no período. Estados do Sul reclamam que a diferença de preços entre o gás nacional e o importado prejudica a competição de suas indústrias e há empresas já migrando de volta para outros combustíveis.

O gás boliviano custa hoje às distribuidoras R$ 0,86 por metro cúbico, contra R$ 0,77 por metro cúbico vigente em maio. O produto importado abastece 40% do mercado paulista e 100% dos mercados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os repasses ao consumidor final dependem das datas de reajuste de cada distribuidora. Já o gás nacional, que abastece o restante do país, é vendido a R$ 0,68 por metro cúbico. O valor pode subir em outubro, quando a Petrobras promove o reajuste trimestral de preços.

Assim como outros combustíveis de menor impacto na inflação - como o querosene de aviação e o óleo combustível - o gás natural é reajustado de acordo com prazos e fórmulas pré-estabelecidas, que consideram as cotações internacionais do petróleo e derivados, além da variação cambial. Reajustes de gasolina, diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, por outro lado, dependem de autorização do governo.

A diferença de preços entre o gás nacional e o importado, que chega hoje a 26%, é motivo de reclamação entre consumidores industriais da Região Sul. "O câmbio impacta diretamente o gás importado e, sem dúvida, o gás, como a energia elétrica, é um insumo que tem peso bastante acentuado nos custos", diz o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte.

Santa Catarina é o maior consumidor de gás natural da região, com 224 indústrias - principalmente dos setores de cerâmica e têxtil - conectadas à rede de abastecimento do combustível. Ao todo, na Região Sul, 467 plantas industriais usam o combustível.

O aumento do preço do gás natural nos últimos anos tem levado consumidores intensivos a migrarem de volta para outros combustíveis, como carvão ou biomassa. A Eliane, por exemplo, está investindo R$ 12 milhões na readaptação de seus fornos para voltar ao carvão mineral. 
"Por estar atrelado ao preço do petróleo e ao câmbio, o preço do gás tem subido muito nos últimos anos. Essa nova alta só reforça nossa decisão", argumenta o diretor da empresa, Otmar Muller.

O executivo, que preside a Câmara de Energia da Fiesp, diz que outras empresas de cerâmica e têxtil já tomaram a decisão de voltar a fontes de energia que usavam antes do gás natural.

"Daqui a pouco teremos que repassar o aumento de custos, aumentando as distorções competitivas com relação a outros estados", reclama o presidente da distribuidora de gás canalizado SC Gás, Cosme Polêse. "É preciso equidade no tratamento dos consumidores em todo o Brasil."

Custos do gás

R$ 0,86: Preço cobrado, por metro cúbico, pelo gás importado entregue pela Petrobras às distribuidoras. Em maio, produto custava R$ 0,77.

26%: É a diferença entre os preços do gás importado e do gás nacional. Para indústria do Sul, insumo mais alto prejudica competitividade.

Capacidade de fornecimento está no limite

Mesmo com preços mais altos do que no resto do Brasil, distribuidores e consumidores da Região Sul reclamam de gargalos no fornecimento de gás e cobram investimentos para ampliar a oferta regional. Segundo o presidente da distribuidora catarinense SC Gás, Cosme Polêse, há hoje 60 empresas na fila de espera para se conectar à rede ou ampliar os volumes consumidos.

"Estamos no teto da capacidade e não há como assegurar fornecimento para novos empreendimentos", diz o executivo. A SC Gás tem contrato com a Petrobras para receber 2 milhões de metros cúbicos por dia. Em julho, entregou ao mercado, em média, 1,922 milhão de metros cúbicos, excedendo, em alguns momentos, o limite contratual.

Recentemente, governadores de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul assinaram carta enderaçada à Petrobras pedindo medidas para ampliar a oferta. Os quatro estados são atendidos pelo Gasoduto Bolívia-Brasil, cujo trecho Sul está perto do limite de capacidade.

A Petrobras informou que estuda investimentos de R$ 700 milhões no trecho, para ampliar a capacidade em 2,5 milhões de metros cúbicos por dia. "A implantação do projeto, no entanto, ainda depende da demonstração de sua viabilidade econômica", disse a empresa.

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Câmbio encarece gás da Bolívia

29/08/2013

Solos

A desvalorização da moeda brasileira já afeta as indústrias que utilizam gás natural importado da Bolívia.

A desvalorização cambial já impacta consumidores de gás natural de São Paulo e da Região Sul, que consomem o combustível importado da Bolívia. Segundo cálculos da consultoria GasEnergy, o preço do gás boliviano aumentou 11% entre maio, quando o real começou a perder valor frente ao dólar, e agosto.

A alta deve-se exclusivamente à variação da moeda norte-americana, uma vez que o valor em dólares teve uma pequena redução no período. Estados do Sul reclamam que a diferença de preços entre o gás nacional e o importado prejudica a competição de suas indústrias e há empresas já migrando de volta para outros combustíveis.

O gás boliviano custa hoje às distribuidoras R$ 0,86 por metro cúbico, contra R$ 0,77 por metro cúbico vigente em maio. O produto importado abastece 40% do mercado paulista e 100% dos mercados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os repasses ao consumidor final dependem das datas de reajuste de cada distribuidora. Já o gás nacional, que abastece o restante do país, é vendido a R$ 0,68 por metro cúbico. O valor pode subir em outubro, quando a Petrobras promove o reajuste trimestral de preços.

Assim como outros combustíveis de menor impacto na inflação - como o querosene de aviação e o óleo combustível - o gás natural é reajustado de acordo com prazos e fórmulas pré-estabelecidas, que consideram as cotações internacionais do petróleo e derivados, além da variação cambial. Reajustes de gasolina, diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, por outro lado, dependem de autorização do governo.

A diferença de preços entre o gás nacional e o importado, que chega hoje a 26%, é motivo de reclamação entre consumidores industriais da Região Sul. "O câmbio impacta diretamente o gás importado e, sem dúvida, o gás, como a energia elétrica, é um insumo que tem peso bastante acentuado nos custos", diz o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Glauco José Côrte.

Santa Catarina é o maior consumidor de gás natural da região, com 224 indústrias - principalmente dos setores de cerâmica e têxtil - conectadas à rede de abastecimento do combustível. Ao todo, na Região Sul, 467 plantas industriais usam o combustível.

O aumento do preço do gás natural nos últimos anos tem levado consumidores intensivos a migrarem de volta para outros combustíveis, como carvão ou biomassa. A Eliane, por exemplo, está investindo R$ 12 milhões na readaptação de seus fornos para voltar ao carvão mineral. 
"Por estar atrelado ao preço do petróleo e ao câmbio, o preço do gás tem subido muito nos últimos anos. Essa nova alta só reforça nossa decisão", argumenta o diretor da empresa, Otmar Muller.

O executivo, que preside a Câmara de Energia da Fiesp, diz que outras empresas de cerâmica e têxtil já tomaram a decisão de voltar a fontes de energia que usavam antes do gás natural.

"Daqui a pouco teremos que repassar o aumento de custos, aumentando as distorções competitivas com relação a outros estados", reclama o presidente da distribuidora de gás canalizado SC Gás, Cosme Polêse. "É preciso equidade no tratamento dos consumidores em todo o Brasil."

Custos do gás

R$ 0,86: Preço cobrado, por metro cúbico, pelo gás importado entregue pela Petrobras às distribuidoras. Em maio, produto custava R$ 0,77.

26%: É a diferença entre os preços do gás importado e do gás nacional. Para indústria do Sul, insumo mais alto prejudica competitividade.

Capacidade de fornecimento está no limite

Mesmo com preços mais altos do que no resto do Brasil, distribuidores e consumidores da Região Sul reclamam de gargalos no fornecimento de gás e cobram investimentos para ampliar a oferta regional. Segundo o presidente da distribuidora catarinense SC Gás, Cosme Polêse, há hoje 60 empresas na fila de espera para se conectar à rede ou ampliar os volumes consumidos.

"Estamos no teto da capacidade e não há como assegurar fornecimento para novos empreendimentos", diz o executivo. A SC Gás tem contrato com a Petrobras para receber 2 milhões de metros cúbicos por dia. Em julho, entregou ao mercado, em média, 1,922 milhão de metros cúbicos, excedendo, em alguns momentos, o limite contratual.

Recentemente, governadores de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul assinaram carta enderaçada à Petrobras pedindo medidas para ampliar a oferta. Os quatro estados são atendidos pelo Gasoduto Bolívia-Brasil, cujo trecho Sul está perto do limite de capacidade.

A Petrobras informou que estuda investimentos de R$ 700 milhões no trecho, para ampliar a capacidade em 2,5 milhões de metros cúbicos por dia. "A implantação do projeto, no entanto, ainda depende da demonstração de sua viabilidade econômica", disse a empresa.

Fonte: http://solos.com.br/node/771#.Uh873hukrRF

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