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A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aprovou 16 projetos de térmicas a biomassa, com capacidade total de 919 MW; 16 projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), com 376 MW de capacidade; e a hidrelétrica Sinop, no Rio Teles Pires (MT), com 400 MW.

— A retomada do carvão no Brasil é culpa dos movimentos ambientais, que inviabilizaram as usinas hidrelétricas — afirmou Alexandre Rangel, sócio da área de energia e mineração da consultoria EY (antiga Ernest & Young).

Gás levou ao abandono do carvão

Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil, classifica como retrocesso a retomada da construção de térmicas a carvão. Mas, argumenta, a culpa não é dos ambientalistas, mas sim da falta de planejamento, pois o país já deveria ter optado pelas energias mais limpas — como eólica, solar e biomassa — para serem usadas como fontes complementares nos períodos secos, quando os reservatórios das hidrelétricas estão mais baixos.

— É uma incoerência ter usinas a carvão porque não saem as hidrelétricas. Muitas coisas precisam ser revistas no processo de licenciamento — disse.

Já o presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, diz que o Brasil não está na contramão ao retomar usinas a carvão. Elas são, segundo ele, muito competitivas, com um custo entre R$ 70 a R$ 100 o megawatt/hora (MWh). Além disso, conta, as usinas usarão tecnologias mais avançadas — que aproximam de zero as emissões de sulfatos, nitratos e particulados.

— Elas nunca deveriam ter saído dos leilões de energia no Brasil. E o Brasil não está na contramão do mundo. Na Europa, vários países estão desenvolvendo projetos de usinas a carvão .

Apesar dos argumentos, a resistência contra o uso de carvão se repete em âmbito internacional: o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, apresentou, recentemente, sugestão ao conselho do banco para não aprovar financiamentos de usinas que utilizam o combustível.

— As térmicas a carvão estão saindo do mercado por conta do shale gás (gás natural não convencional extraído de rochas), que proporciona fortes excedentes de gás — diz Alexandre Rangeu, da EY.

No Brasil, porém, o fenômeno não se repetirá nem com a exploração do pré-sal, pois não deverá haver muito excedente de gás para ser usado em térmicas. Isto porque boa parte do gás terá de ser reinjetado nos poços
para elevar a produtividade.

Fote: http://solos.com.br/node/766#.Uh5KFn8tYUQ

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A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aprovou 16 projetos de térmicas a biomassa, com capacidade total de 919 MW; 16 projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), com 376 MW de capacidade; e a hidrelétrica Sinop, no Rio Teles Pires (MT), com 400 MW.

— A retomada do carvão no Brasil é culpa dos movimentos ambientais, que inviabilizaram as usinas hidrelétricas — afirmou Alexandre Rangel, sócio da área de energia e mineração da consultoria EY (antiga Ernest & Young).

Gás levou ao abandono do carvão

Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil, classifica como retrocesso a retomada da construção de térmicas a carvão. Mas, argumenta, a culpa não é dos ambientalistas, mas sim da falta de planejamento, pois o país já deveria ter optado pelas energias mais limpas — como eólica, solar e biomassa — para serem usadas como fontes complementares nos períodos secos, quando os reservatórios das hidrelétricas estão mais baixos.

— É uma incoerência ter usinas a carvão porque não saem as hidrelétricas. Muitas coisas precisam ser revistas no processo de licenciamento — disse.

Já o presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, diz que o Brasil não está na contramão ao retomar usinas a carvão. Elas são, segundo ele, muito competitivas, com um custo entre R$ 70 a R$ 100 o megawatt/hora (MWh). Além disso, conta, as usinas usarão tecnologias mais avançadas — que aproximam de zero as emissões de sulfatos, nitratos e particulados.

— Elas nunca deveriam ter saído dos leilões de energia no Brasil. E o Brasil não está na contramão do mundo. Na Europa, vários países estão desenvolvendo projetos de usinas a carvão .

Apesar dos argumentos, a resistência contra o uso de carvão se repete em âmbito internacional: o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, apresentou, recentemente, sugestão ao conselho do banco para não aprovar financiamentos de usinas que utilizam o combustível.

— As térmicas a carvão estão saindo do mercado por conta do shale gás (gás natural não convencional extraído de rochas), que proporciona fortes excedentes de gás — diz Alexandre Rangeu, da EY.

No Brasil, porém, o fenômeno não se repetirá nem com a exploração do pré-sal, pois não deverá haver muito excedente de gás para ser usado em térmicas. Isto porque boa parte do gás terá de ser reinjetado nos poços
para elevar a produtividade.

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Usinas a carvão serão maioria em leilão do governo

29/08/2013

Solos

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aprovou 16 projetos de térmicas a biomassa, com capacidade total de 919 MW; 16 projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), com 376 MW de capacidade; e a hidrelétrica Sinop, no Rio Teles Pires (MT), com 400 MW.

— A retomada do carvão no Brasil é culpa dos movimentos ambientais, que inviabilizaram as usinas hidrelétricas — afirmou Alexandre Rangel, sócio da área de energia e mineração da consultoria EY (antiga Ernest & Young).

Gás levou ao abandono do carvão

Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil, classifica como retrocesso a retomada da construção de térmicas a carvão. Mas, argumenta, a culpa não é dos ambientalistas, mas sim da falta de planejamento, pois o país já deveria ter optado pelas energias mais limpas — como eólica, solar e biomassa — para serem usadas como fontes complementares nos períodos secos, quando os reservatórios das hidrelétricas estão mais baixos.

— É uma incoerência ter usinas a carvão porque não saem as hidrelétricas. Muitas coisas precisam ser revistas no processo de licenciamento — disse.

Já o presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, diz que o Brasil não está na contramão ao retomar usinas a carvão. Elas são, segundo ele, muito competitivas, com um custo entre R$ 70 a R$ 100 o megawatt/hora (MWh). Além disso, conta, as usinas usarão tecnologias mais avançadas — que aproximam de zero as emissões de sulfatos, nitratos e particulados.

— Elas nunca deveriam ter saído dos leilões de energia no Brasil. E o Brasil não está na contramão do mundo. Na Europa, vários países estão desenvolvendo projetos de usinas a carvão .

Apesar dos argumentos, a resistência contra o uso de carvão se repete em âmbito internacional: o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, apresentou, recentemente, sugestão ao conselho do banco para não aprovar financiamentos de usinas que utilizam o combustível.

— As térmicas a carvão estão saindo do mercado por conta do shale gás (gás natural não convencional extraído de rochas), que proporciona fortes excedentes de gás — diz Alexandre Rangeu, da EY.

No Brasil, porém, o fenômeno não se repetirá nem com a exploração do pré-sal, pois não deverá haver muito excedente de gás para ser usado em térmicas. Isto porque boa parte do gás terá de ser reinjetado nos poços
para elevar a produtividade.

Fote: http://solos.com.br/node/766#.Uh5KFn8tYUQ

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