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    [resumo] => A Austrália é um dos maiores países do mundo, com 7.7 milhões de km², pouco menos que o Brasil mas, diferentemente de nós, tem vastas extensões desérticas e semi-desérticas, e sua rede fluvial, para nossos padrões amazônicos, parece insignificante. Habitada tardiamente por europeus, que só lá chegaram no final do século XVIII, sua população cresceu lentamente, mas hoje os 22 milhões de australianos têm elevado padrão de vida e renda "per capita' de país desenvolvido, US$ 46 mil anuais.
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Um dos grandes fatores que contribuem para a riqueza do país é seu potencial mineral, figurando entre os maiores produtores mundiais de minério de ferro, carvão, bauxita, zinco, niquel - na Austrália estão duas das líderes globais do comércio de minerais, a Rio Tinto Zinc (RTZ) e a BHP Billiton que, com a nossa Vale, formam o pódio mundial da mineração.

A partir do início deste século, outro produto se incorporou ao já considerável acervo mineral da Austrália, o gás natural. Inicialmente extraido de campos offshore na costa ocidental, banhada pelo oceano Índico, já na primeira década uma proveitosa associação de grandes produtores mundiais e empresa locais permitiu a construção de unidades de liquefação do gás e sua consequente exportação como GNL. Assim, o país passou a competir com a Indonésia e países do Golfo Pérsico no abastecimento do sempre crescente mercado japonês, de longe o maior importador de GNL, da Coréia e agora da China.

A exploração do gás convencional no litoral oeste e noroeste australiano tem chamado a atenção da mídia especializada, não apenas pelo número das unidades de liquefação, mas também pelo seu porte - Gorgon, um projeto da Chevron, deverá ter um custo de US$ 52 bilhões - e ainda pelo ineditismo das soluções encontradas para a obtenção do gás. O projeto Prelude, da Shell, prevê uma instalação flutuante, ancorada a 475 km da costa, cujas dimensões e complexidade a tornam um dos maiores investimentos do mundo no momento. Outras plataformas similares estão em estudos na ExxonMobil e BHP Billiton, também para o rico offshore ocidental do país.

Entretanto, apesar do "boom" construtivo em torno do gás natural convencional, é nas fontes não convencionais que se concentram as atenções dos especialistas da atividade. Desde o início da segunda década, os australianos já exploram com sucesso e agora começam a exportar metano contido em reservas de carvão, o chamado "coal seam gas"(CSG), com tecnologia desenvolvida recentemente, e que inclui refrigeração, condensação  e armazenamento. Em New South Wales, mas principalmente em Quennsland, unidades produtoras de CSG estão surgindo, sob alguns protestos dos moradores destes relativamente populosos estados.Três grandes conjuntos industriais, como a Queensland Curtis LNG, do BP Group, em uma ilha do litoral leste deste estado, totalizam US$ 60 bilhões em investimentos e deverão exportar 25 milhões de ton/ano de GNL quando atingirem a plena operação.

Em breve, o próprio CSG terá um competidor igualmente não convencional. O shale gas, na região sul e oeste da Austrália, tem jazidas capazes de suprir os mercados atuais, e seu preço, a julgar pelos americanos, será um forte argumento de venda. Uma primeira  iniciativa, de uma firma de Adelaide.associada à Chevron, já está em curso desde início de 2013.

Com tanto gás, a Austrália caminha para a liderança mundial da exportação de GNL, prevendo-se que superará o Qatar em 2020, como comenta recente artigo da revista The Economist ("The next Qatar", 27/07/13). Há problemas, como a forte elevação dos custos de implantaçao, e o surgimento de novos competidores, como os Estados Unidos e a África Oriental, e até criticas internas de que o país está gastando excessivamente suas reservas minerais. A maioria dos australianos, entretanto, olha com naturalidade os enormes esforços dos novos pioneiros do gás, um país "business oriented" que poderia certamente ensinar-nos algumas lições.

Fonte: http://solos.com.br/node/758#.UhStM5Lqkdx

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Um dos grandes fatores que contribuem para a riqueza do país é seu potencial mineral, figurando entre os maiores produtores mundiais de minério de ferro, carvão, bauxita, zinco, niquel - na Austrália estão duas das líderes globais do comércio de minerais, a Rio Tinto Zinc (RTZ) e a BHP Billiton que, com a nossa Vale, formam o pódio mundial da mineração.

A partir do início deste século, outro produto se incorporou ao já considerável acervo mineral da Austrália, o gás natural. Inicialmente extraido de campos offshore na costa ocidental, banhada pelo oceano Índico, já na primeira década uma proveitosa associação de grandes produtores mundiais e empresa locais permitiu a construção de unidades de liquefação do gás e sua consequente exportação como GNL. Assim, o país passou a competir com a Indonésia e países do Golfo Pérsico no abastecimento do sempre crescente mercado japonês, de longe o maior importador de GNL, da Coréia e agora da China.

A exploração do gás convencional no litoral oeste e noroeste australiano tem chamado a atenção da mídia especializada, não apenas pelo número das unidades de liquefação, mas também pelo seu porte - Gorgon, um projeto da Chevron, deverá ter um custo de US$ 52 bilhões - e ainda pelo ineditismo das soluções encontradas para a obtenção do gás. O projeto Prelude, da Shell, prevê uma instalação flutuante, ancorada a 475 km da costa, cujas dimensões e complexidade a tornam um dos maiores investimentos do mundo no momento. Outras plataformas similares estão em estudos na ExxonMobil e BHP Billiton, também para o rico offshore ocidental do país.

Entretanto, apesar do "boom" construtivo em torno do gás natural convencional, é nas fontes não convencionais que se concentram as atenções dos especialistas da atividade. Desde o início da segunda década, os australianos já exploram com sucesso e agora começam a exportar metano contido em reservas de carvão, o chamado "coal seam gas"(CSG), com tecnologia desenvolvida recentemente, e que inclui refrigeração, condensação  e armazenamento. Em New South Wales, mas principalmente em Quennsland, unidades produtoras de CSG estão surgindo, sob alguns protestos dos moradores destes relativamente populosos estados.Três grandes conjuntos industriais, como a Queensland Curtis LNG, do BP Group, em uma ilha do litoral leste deste estado, totalizam US$ 60 bilhões em investimentos e deverão exportar 25 milhões de ton/ano de GNL quando atingirem a plena operação.

Em breve, o próprio CSG terá um competidor igualmente não convencional. O shale gas, na região sul e oeste da Austrália, tem jazidas capazes de suprir os mercados atuais, e seu preço, a julgar pelos americanos, será um forte argumento de venda. Uma primeira  iniciativa, de uma firma de Adelaide.associada à Chevron, já está em curso desde início de 2013.

Com tanto gás, a Austrália caminha para a liderança mundial da exportação de GNL, prevendo-se que superará o Qatar em 2020, como comenta recente artigo da revista The Economist ("The next Qatar", 27/07/13). Há problemas, como a forte elevação dos custos de implantaçao, e o surgimento de novos competidores, como os Estados Unidos e a África Oriental, e até criticas internas de que o país está gastando excessivamente suas reservas minerais. A maioria dos australianos, entretanto, olha com naturalidade os enormes esforços dos novos pioneiros do gás, um país "business oriented" que poderia certamente ensinar-nos algumas lições.

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Fontes não convencionais contribuem para o "boom" do gás australiano

21/08/2013

Solos

Um dos grandes fatores que contribuem para a riqueza do país é seu potencial mineral, figurando entre os maiores produtores mundiais de minério de ferro, carvão, bauxita, zinco, niquel - na Austrália estão duas das líderes globais do comércio de minerais, a Rio Tinto Zinc (RTZ) e a BHP Billiton que, com a nossa Vale, formam o pódio mundial da mineração.

A partir do início deste século, outro produto se incorporou ao já considerável acervo mineral da Austrália, o gás natural. Inicialmente extraido de campos offshore na costa ocidental, banhada pelo oceano Índico, já na primeira década uma proveitosa associação de grandes produtores mundiais e empresa locais permitiu a construção de unidades de liquefação do gás e sua consequente exportação como GNL. Assim, o país passou a competir com a Indonésia e países do Golfo Pérsico no abastecimento do sempre crescente mercado japonês, de longe o maior importador de GNL, da Coréia e agora da China.

A exploração do gás convencional no litoral oeste e noroeste australiano tem chamado a atenção da mídia especializada, não apenas pelo número das unidades de liquefação, mas também pelo seu porte - Gorgon, um projeto da Chevron, deverá ter um custo de US$ 52 bilhões - e ainda pelo ineditismo das soluções encontradas para a obtenção do gás. O projeto Prelude, da Shell, prevê uma instalação flutuante, ancorada a 475 km da costa, cujas dimensões e complexidade a tornam um dos maiores investimentos do mundo no momento. Outras plataformas similares estão em estudos na ExxonMobil e BHP Billiton, também para o rico offshore ocidental do país.

Entretanto, apesar do "boom" construtivo em torno do gás natural convencional, é nas fontes não convencionais que se concentram as atenções dos especialistas da atividade. Desde o início da segunda década, os australianos já exploram com sucesso e agora começam a exportar metano contido em reservas de carvão, o chamado "coal seam gas"(CSG), com tecnologia desenvolvida recentemente, e que inclui refrigeração, condensação  e armazenamento. Em New South Wales, mas principalmente em Quennsland, unidades produtoras de CSG estão surgindo, sob alguns protestos dos moradores destes relativamente populosos estados.Três grandes conjuntos industriais, como a Queensland Curtis LNG, do BP Group, em uma ilha do litoral leste deste estado, totalizam US$ 60 bilhões em investimentos e deverão exportar 25 milhões de ton/ano de GNL quando atingirem a plena operação.

Em breve, o próprio CSG terá um competidor igualmente não convencional. O shale gas, na região sul e oeste da Austrália, tem jazidas capazes de suprir os mercados atuais, e seu preço, a julgar pelos americanos, será um forte argumento de venda. Uma primeira  iniciativa, de uma firma de Adelaide.associada à Chevron, já está em curso desde início de 2013.

Com tanto gás, a Austrália caminha para a liderança mundial da exportação de GNL, prevendo-se que superará o Qatar em 2020, como comenta recente artigo da revista The Economist ("The next Qatar", 27/07/13). Há problemas, como a forte elevação dos custos de implantaçao, e o surgimento de novos competidores, como os Estados Unidos e a África Oriental, e até criticas internas de que o país está gastando excessivamente suas reservas minerais. A maioria dos australianos, entretanto, olha com naturalidade os enormes esforços dos novos pioneiros do gás, um país "business oriented" que poderia certamente ensinar-nos algumas lições.

Fonte: http://solos.com.br/node/758#.UhStM5Lqkdx

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