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O intuito era reivindicar maiores salários, mas os manifestantes também gritavam contra a condição financeira da estatal e erguiam faixas como “Isso não se faz, estão querendo acabar com a Eletrobras. No total, a greve teve a adesão de cerca de 90% dos 28 000 trabalhadores da empresa em todo o país.

“Há muito tempo a Eletrobras é ineficiente e mal gerida. Agora chegamos ao limite dessa situação. Não dá mais para continuar assim”, diz Emanuel Mendes Torres, diretor da Associação dos Empregados da Eletrobras.

Esse grupo escancarou uma situação que há meses preocupa acionistas, executivos e investidores. Eles são unânimes em afirmar que a companhia, responsável por quase 35% da geração de energia no país, vive seu pior momento.

No ano passado, a Eletrobras teve um prejuízo recorde de quase 7 bilhões de reais, devido à renovação das concessões de usinas e linhas de transmissão, anunciada em setembro do ano passado.

A mudança teve impacto direto na receita da estatal, que subiu em 2012, mas encolherá cerca de 9 bilhões de reais neste ano, segundo o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto. “Esperávamos que isso só acontecesse a partir de 2015, ano previsto para a renovação das concessões”, diz.

A revisão serviu para piorar os números da empresa, que vinham definhando há muito tempo. A margem operacional da Eletrobras está em queda desde 2003. Com a mudança nas tarifas, ficou negativa. Para piorar, as despesas estão em alta e chegam a 106% do faturamento. Isso tudo tem reflexo nas ações.

Os papéis caíram 53% desde a posse da presidente Dilma Rousseff, em 2011 — desvalorização de 19 bilhões de reais. É quase uma Cemig que evaporou. “É inviável que a empresa continue assim, sem pedir socorro ao governo”, diz Arlindo Magno de Oliveira, ex-conselheiro da Eletrobras.

Para sair do vermelho e voltar a dar lucro, a Eletrobras desenha um plano de reestruturação histórico. Neste momento, há uma licitação aberta para a contratação de uma consultoria de estratégia. Mas as mudanças iniciais já estão definidas. Na primeira etapa, a Eletrobras prevê cortar 30% de seus custos em três anos.

Uma parte dessa redução virá do programa de demissão voluntária, que foi aprovado em maio e teve a adesão de mais de 4 000 funcionários. Isso representará um custo de 2 bilhões de reais para o caixa neste ano para pagamento de indenizações.

Mas, no longo prazo, a companhia prevê economizar ao menos 1 bilhão de reais por ano. O objetivo de Carvalho Neto é reduzir a proporção de cargos administrativos de 45% para 20% do total.

A mudança mais cirúrgica, porém, deverá ocorrer na estrutura da companhia. A Eletrobras estuda criar áreas de negócios que concentrem os departamentos de geração, distribuição e transmissão.

Hoje, cada uma das empresas controladas, como Chesf, Eletronorte, Furnas, Eletrosul e Eletronuclear, tem suas próprias áreas — o que dá espaço para centenas de indicações políticas e faz com que as companhias, na prática, sejam concorrentes.

Fonte: http://solos.com.br/node/726#.UgJKX5Lqkdx

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O intuito era reivindicar maiores salários, mas os manifestantes também gritavam contra a condição financeira da estatal e erguiam faixas como “Isso não se faz, estão querendo acabar com a Eletrobras. No total, a greve teve a adesão de cerca de 90% dos 28 000 trabalhadores da empresa em todo o país.

“Há muito tempo a Eletrobras é ineficiente e mal gerida. Agora chegamos ao limite dessa situação. Não dá mais para continuar assim”, diz Emanuel Mendes Torres, diretor da Associação dos Empregados da Eletrobras.

Esse grupo escancarou uma situação que há meses preocupa acionistas, executivos e investidores. Eles são unânimes em afirmar que a companhia, responsável por quase 35% da geração de energia no país, vive seu pior momento.

No ano passado, a Eletrobras teve um prejuízo recorde de quase 7 bilhões de reais, devido à renovação das concessões de usinas e linhas de transmissão, anunciada em setembro do ano passado.

A mudança teve impacto direto na receita da estatal, que subiu em 2012, mas encolherá cerca de 9 bilhões de reais neste ano, segundo o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto. “Esperávamos que isso só acontecesse a partir de 2015, ano previsto para a renovação das concessões”, diz.

A revisão serviu para piorar os números da empresa, que vinham definhando há muito tempo. A margem operacional da Eletrobras está em queda desde 2003. Com a mudança nas tarifas, ficou negativa. Para piorar, as despesas estão em alta e chegam a 106% do faturamento. Isso tudo tem reflexo nas ações.

Os papéis caíram 53% desde a posse da presidente Dilma Rousseff, em 2011 — desvalorização de 19 bilhões de reais. É quase uma Cemig que evaporou. “É inviável que a empresa continue assim, sem pedir socorro ao governo”, diz Arlindo Magno de Oliveira, ex-conselheiro da Eletrobras.

Para sair do vermelho e voltar a dar lucro, a Eletrobras desenha um plano de reestruturação histórico. Neste momento, há uma licitação aberta para a contratação de uma consultoria de estratégia. Mas as mudanças iniciais já estão definidas. Na primeira etapa, a Eletrobras prevê cortar 30% de seus custos em três anos.

Uma parte dessa redução virá do programa de demissão voluntária, que foi aprovado em maio e teve a adesão de mais de 4 000 funcionários. Isso representará um custo de 2 bilhões de reais para o caixa neste ano para pagamento de indenizações.

Mas, no longo prazo, a companhia prevê economizar ao menos 1 bilhão de reais por ano. O objetivo de Carvalho Neto é reduzir a proporção de cargos administrativos de 45% para 20% do total.

A mudança mais cirúrgica, porém, deverá ocorrer na estrutura da companhia. A Eletrobras estuda criar áreas de negócios que concentrem os departamentos de geração, distribuição e transmissão.

Hoje, cada uma das empresas controladas, como Chesf, Eletronorte, Furnas, Eletrosul e Eletronuclear, tem suas próprias áreas — o que dá espaço para centenas de indicações políticas e faz com que as companhias, na prática, sejam concorrentes.

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A Eletrobras vive seu pior momento, e tenta se reestruturar

07/08/2013

Solos

O intuito era reivindicar maiores salários, mas os manifestantes também gritavam contra a condição financeira da estatal e erguiam faixas como “Isso não se faz, estão querendo acabar com a Eletrobras. No total, a greve teve a adesão de cerca de 90% dos 28 000 trabalhadores da empresa em todo o país.

“Há muito tempo a Eletrobras é ineficiente e mal gerida. Agora chegamos ao limite dessa situação. Não dá mais para continuar assim”, diz Emanuel Mendes Torres, diretor da Associação dos Empregados da Eletrobras.

Esse grupo escancarou uma situação que há meses preocupa acionistas, executivos e investidores. Eles são unânimes em afirmar que a companhia, responsável por quase 35% da geração de energia no país, vive seu pior momento.

No ano passado, a Eletrobras teve um prejuízo recorde de quase 7 bilhões de reais, devido à renovação das concessões de usinas e linhas de transmissão, anunciada em setembro do ano passado.

A mudança teve impacto direto na receita da estatal, que subiu em 2012, mas encolherá cerca de 9 bilhões de reais neste ano, segundo o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto. “Esperávamos que isso só acontecesse a partir de 2015, ano previsto para a renovação das concessões”, diz.

A revisão serviu para piorar os números da empresa, que vinham definhando há muito tempo. A margem operacional da Eletrobras está em queda desde 2003. Com a mudança nas tarifas, ficou negativa. Para piorar, as despesas estão em alta e chegam a 106% do faturamento. Isso tudo tem reflexo nas ações.

Os papéis caíram 53% desde a posse da presidente Dilma Rousseff, em 2011 — desvalorização de 19 bilhões de reais. É quase uma Cemig que evaporou. “É inviável que a empresa continue assim, sem pedir socorro ao governo”, diz Arlindo Magno de Oliveira, ex-conselheiro da Eletrobras.

Para sair do vermelho e voltar a dar lucro, a Eletrobras desenha um plano de reestruturação histórico. Neste momento, há uma licitação aberta para a contratação de uma consultoria de estratégia. Mas as mudanças iniciais já estão definidas. Na primeira etapa, a Eletrobras prevê cortar 30% de seus custos em três anos.

Uma parte dessa redução virá do programa de demissão voluntária, que foi aprovado em maio e teve a adesão de mais de 4 000 funcionários. Isso representará um custo de 2 bilhões de reais para o caixa neste ano para pagamento de indenizações.

Mas, no longo prazo, a companhia prevê economizar ao menos 1 bilhão de reais por ano. O objetivo de Carvalho Neto é reduzir a proporção de cargos administrativos de 45% para 20% do total.

A mudança mais cirúrgica, porém, deverá ocorrer na estrutura da companhia. A Eletrobras estuda criar áreas de negócios que concentrem os departamentos de geração, distribuição e transmissão.

Hoje, cada uma das empresas controladas, como Chesf, Eletronorte, Furnas, Eletrosul e Eletronuclear, tem suas próprias áreas — o que dá espaço para centenas de indicações políticas e faz com que as companhias, na prática, sejam concorrentes.

Fonte: http://solos.com.br/node/726#.UgJKX5Lqkdx

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