Acesso Restrito
Array
(
    [0] => 1
    [i_empresa] => 1
    [1] => 127
    [i_conteudo] => 127
    [2] => 0
    [i_subarea] => 0
    [3] => 2013-07-24
    [dt_conteudo] => 2013-07-24
    [4] => Carvão mineral já pode ser competitivo no próximo leilão
    [titulo] => Carvão mineral já pode ser competitivo no próximo leilão
    [5] => Solos
    [autor] => Solos
    [6] => Carvão mineral já pode ser competitivo no próximo leilão
    [resumo] => Carvão mineral já pode ser competitivo no próximo leilão
    [7] => 

"Entendemos que chegou o momento do carvão. Não chegou a solar ainda, pois os custos ainda não sinalizam que a gente possa ter uma alternativa sustentada de mercado. Não adianta a gente fazer um programa que exija da sociedade subsídios, isto é aumentar o 'Custo Brasil'", acredita o secretário de planejamento e desenvolvimento energético do MME, Altino Ventura Filho.

Para o representante do MME, a favor das usinas a carvão estão a necessidade de a região Sul ter uma fonte de suprimento de base, uma vez que as hidrelétricas no Iguaçu e Uruguai sofrem com a variação grande de vazão nesses rios; e, do pontos de vista nacional, o horizonte de investimentos, no médio prazo, em térmicas com custo de combustível baixo, como carvão, gás e nuclear, para diversificar a matriz energética.

Assim, o ministério espera que o carvão "participe e ganhe" do leilão de agosto. "Para isso é preciso que os empresários do carvão mineral tenham a percepção de que, se estabelecerem taxas internas de retorno muito elevadas, o carvão não entra, porque temos outras fontes mais competitivas", disse, em evento na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo. "Tem que haver a participação do investidor, no sentido de ter competência de instalar seu projeto sem subsídio e com competitividade", afirmou.

O presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, acredita que as condições de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) serão fundamentais para definir a competitividade da fonte no leilão. Ele revelou que há informações de que o BNDES deve oferecer condições especiais para esse certame.

"Queremos condições de isonomia. Até 2011, financiávamos 80% (do valor do projeto) pelo BNDES e o spread era 0,9%. Depois de Copenhagen, passou para 50% e o spread duplicou", relatou, referindo-se à 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), realizada em 2009, na Dinamarca. No encontro, o Brasil comprometeu-se a reduzir, voluntariamente, a emissão de gases de efeito estufa entre 36% e 39% até 2020.

Para o diretor de negócios da Alstom, Carlos Cicchi, nesse momento ainda não é possível exigir conteúdo nacional para as térmicas a carvão. "Não existe hoje competência nacional para se fabricar uma turbina a vapor de 350 MW, um gerador térmico de 350 MW. Para fazer partes e peças no Brasil o preço sobe exponencialmente, porque hoje o mundo tem cadeias de empresas satélites que fabricam para os grandes fabricantes", ponderou.

"É preciso tratar esse leilão como uma coisa pontual, se não ele vai ser um fracasso. Se não houver uma política bem estruturada, não teremos carvão, e aí esquece no ano que vem, porque nenhum fabricante vai querer arriscar", afirmou o executivo. Para a ABCM, o ganho de escala, o desenvolvimento da indústria nacional do carvão e o planejamento de longo prazo são fundamentais à competitividade do setor.

O secretário de planejamento e desenvolvimento energético avalia que o sucesso do carvão no leilão de agosto deve definir a inclusão da fonte em leilões futuros. "A resposta do mercado em relação a esse leilão é um fator importante para permitir dar continuidade à política de otimização do carvão mineral em leilões", disse.

No leilão A-5 de 29 de agosto, que contrata energia que começará a ser produzida em cinco anos, foram inscritos quatro projetos a carvão, que somam 2.140 MW, quase 30% dos 7.552 MW incluídos. Trata-se de um projeto da Usitesc em Santa Catarina; dois projetos no Rio Grande do Sul, um da Central Termelétrica Sul (CTSul), outro da MPX; além de um quarto, no Rio de Janeiro, que também seria da empresa de Eike Batista, no Porto do Açu.

É a primeira vez que a fonte volta a leilões desde 2009, quando foi excluída por ser considerada muito poluente. O projetos inscritos passam por análise para habilitação pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e os efetivamente habilitados devem ser conhecidos cerca de duas semanas antes do leilão, informa a EPE.

O carvão mineral representa hoje 1,1% da oferta de eletricidade brasileira, com custo em patamares de planejamento de R$ 140 a R$ 150 por megawatt/hora, semelhante ao da biomassa, mas abaixo dos R$ 100 a R$ 115 de hidrelétricas e eólicas.

Fonte: http://solos.com.br/node/703#.Ue-9gI3qkdx

[conteudo] =>

"Entendemos que chegou o momento do carvão. Não chegou a solar ainda, pois os custos ainda não sinalizam que a gente possa ter uma alternativa sustentada de mercado. Não adianta a gente fazer um programa que exija da sociedade subsídios, isto é aumentar o 'Custo Brasil'", acredita o secretário de planejamento e desenvolvimento energético do MME, Altino Ventura Filho.

Para o representante do MME, a favor das usinas a carvão estão a necessidade de a região Sul ter uma fonte de suprimento de base, uma vez que as hidrelétricas no Iguaçu e Uruguai sofrem com a variação grande de vazão nesses rios; e, do pontos de vista nacional, o horizonte de investimentos, no médio prazo, em térmicas com custo de combustível baixo, como carvão, gás e nuclear, para diversificar a matriz energética.

Assim, o ministério espera que o carvão "participe e ganhe" do leilão de agosto. "Para isso é preciso que os empresários do carvão mineral tenham a percepção de que, se estabelecerem taxas internas de retorno muito elevadas, o carvão não entra, porque temos outras fontes mais competitivas", disse, em evento na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo. "Tem que haver a participação do investidor, no sentido de ter competência de instalar seu projeto sem subsídio e com competitividade", afirmou.

O presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, acredita que as condições de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) serão fundamentais para definir a competitividade da fonte no leilão. Ele revelou que há informações de que o BNDES deve oferecer condições especiais para esse certame.

"Queremos condições de isonomia. Até 2011, financiávamos 80% (do valor do projeto) pelo BNDES e o spread era 0,9%. Depois de Copenhagen, passou para 50% e o spread duplicou", relatou, referindo-se à 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), realizada em 2009, na Dinamarca. No encontro, o Brasil comprometeu-se a reduzir, voluntariamente, a emissão de gases de efeito estufa entre 36% e 39% até 2020.

Para o diretor de negócios da Alstom, Carlos Cicchi, nesse momento ainda não é possível exigir conteúdo nacional para as térmicas a carvão. "Não existe hoje competência nacional para se fabricar uma turbina a vapor de 350 MW, um gerador térmico de 350 MW. Para fazer partes e peças no Brasil o preço sobe exponencialmente, porque hoje o mundo tem cadeias de empresas satélites que fabricam para os grandes fabricantes", ponderou.

"É preciso tratar esse leilão como uma coisa pontual, se não ele vai ser um fracasso. Se não houver uma política bem estruturada, não teremos carvão, e aí esquece no ano que vem, porque nenhum fabricante vai querer arriscar", afirmou o executivo. Para a ABCM, o ganho de escala, o desenvolvimento da indústria nacional do carvão e o planejamento de longo prazo são fundamentais à competitividade do setor.

O secretário de planejamento e desenvolvimento energético avalia que o sucesso do carvão no leilão de agosto deve definir a inclusão da fonte em leilões futuros. "A resposta do mercado em relação a esse leilão é um fator importante para permitir dar continuidade à política de otimização do carvão mineral em leilões", disse.

No leilão A-5 de 29 de agosto, que contrata energia que começará a ser produzida em cinco anos, foram inscritos quatro projetos a carvão, que somam 2.140 MW, quase 30% dos 7.552 MW incluídos. Trata-se de um projeto da Usitesc em Santa Catarina; dois projetos no Rio Grande do Sul, um da Central Termelétrica Sul (CTSul), outro da MPX; além de um quarto, no Rio de Janeiro, que também seria da empresa de Eike Batista, no Porto do Açu.

É a primeira vez que a fonte volta a leilões desde 2009, quando foi excluída por ser considerada muito poluente. O projetos inscritos passam por análise para habilitação pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e os efetivamente habilitados devem ser conhecidos cerca de duas semanas antes do leilão, informa a EPE.

O carvão mineral representa hoje 1,1% da oferta de eletricidade brasileira, com custo em patamares de planejamento de R$ 140 a R$ 150 por megawatt/hora, semelhante ao da biomassa, mas abaixo dos R$ 100 a R$ 115 de hidrelétricas e eólicas.

Fonte: http://solos.com.br/node/703#.Ue-9gI3qkdx

[8] => Carvão, ABCM [palavra_chave] => Carvão, ABCM [9] => S [publica] => S [10] => 0 [i_usuario] => 0 [11] => 2013-07-24 08:41:44 [dt_sistema] => 2013-07-24 08:41:44 [12] => [foto] => [13] => [capa] => )

Carvão mineral já pode ser competitivo no próximo leilão

24/07/2013

Solos

"Entendemos que chegou o momento do carvão. Não chegou a solar ainda, pois os custos ainda não sinalizam que a gente possa ter uma alternativa sustentada de mercado. Não adianta a gente fazer um programa que exija da sociedade subsídios, isto é aumentar o 'Custo Brasil'", acredita o secretário de planejamento e desenvolvimento energético do MME, Altino Ventura Filho.

Para o representante do MME, a favor das usinas a carvão estão a necessidade de a região Sul ter uma fonte de suprimento de base, uma vez que as hidrelétricas no Iguaçu e Uruguai sofrem com a variação grande de vazão nesses rios; e, do pontos de vista nacional, o horizonte de investimentos, no médio prazo, em térmicas com custo de combustível baixo, como carvão, gás e nuclear, para diversificar a matriz energética.

Assim, o ministério espera que o carvão "participe e ganhe" do leilão de agosto. "Para isso é preciso que os empresários do carvão mineral tenham a percepção de que, se estabelecerem taxas internas de retorno muito elevadas, o carvão não entra, porque temos outras fontes mais competitivas", disse, em evento na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo. "Tem que haver a participação do investidor, no sentido de ter competência de instalar seu projeto sem subsídio e com competitividade", afirmou.

O presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), Fernando Zancan, acredita que as condições de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) serão fundamentais para definir a competitividade da fonte no leilão. Ele revelou que há informações de que o BNDES deve oferecer condições especiais para esse certame.

"Queremos condições de isonomia. Até 2011, financiávamos 80% (do valor do projeto) pelo BNDES e o spread era 0,9%. Depois de Copenhagen, passou para 50% e o spread duplicou", relatou, referindo-se à 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 15), realizada em 2009, na Dinamarca. No encontro, o Brasil comprometeu-se a reduzir, voluntariamente, a emissão de gases de efeito estufa entre 36% e 39% até 2020.

Para o diretor de negócios da Alstom, Carlos Cicchi, nesse momento ainda não é possível exigir conteúdo nacional para as térmicas a carvão. "Não existe hoje competência nacional para se fabricar uma turbina a vapor de 350 MW, um gerador térmico de 350 MW. Para fazer partes e peças no Brasil o preço sobe exponencialmente, porque hoje o mundo tem cadeias de empresas satélites que fabricam para os grandes fabricantes", ponderou.

"É preciso tratar esse leilão como uma coisa pontual, se não ele vai ser um fracasso. Se não houver uma política bem estruturada, não teremos carvão, e aí esquece no ano que vem, porque nenhum fabricante vai querer arriscar", afirmou o executivo. Para a ABCM, o ganho de escala, o desenvolvimento da indústria nacional do carvão e o planejamento de longo prazo são fundamentais à competitividade do setor.

O secretário de planejamento e desenvolvimento energético avalia que o sucesso do carvão no leilão de agosto deve definir a inclusão da fonte em leilões futuros. "A resposta do mercado em relação a esse leilão é um fator importante para permitir dar continuidade à política de otimização do carvão mineral em leilões", disse.

No leilão A-5 de 29 de agosto, que contrata energia que começará a ser produzida em cinco anos, foram inscritos quatro projetos a carvão, que somam 2.140 MW, quase 30% dos 7.552 MW incluídos. Trata-se de um projeto da Usitesc em Santa Catarina; dois projetos no Rio Grande do Sul, um da Central Termelétrica Sul (CTSul), outro da MPX; além de um quarto, no Rio de Janeiro, que também seria da empresa de Eike Batista, no Porto do Açu.

É a primeira vez que a fonte volta a leilões desde 2009, quando foi excluída por ser considerada muito poluente. O projetos inscritos passam por análise para habilitação pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e os efetivamente habilitados devem ser conhecidos cerca de duas semanas antes do leilão, informa a EPE.

O carvão mineral representa hoje 1,1% da oferta de eletricidade brasileira, com custo em patamares de planejamento de R$ 140 a R$ 150 por megawatt/hora, semelhante ao da biomassa, mas abaixo dos R$ 100 a R$ 115 de hidrelétricas e eólicas.

Fonte: http://solos.com.br/node/703#.Ue-9gI3qkdx

Rua Pascoal Meller, 73 - Bairro Universitário - CEP 88.805-380 - CP 362 - Criciúma - Santa Catarina
Tel. (48) 3431.8350/Fax: (48) 3431.8351